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Carney: serviços financeiros devem ser mais céleres no combate às alterações climáticas

O governador do Banco de Inglaterra, Mark Carney, acusou os serviços financeiros de estarem a ser muito lentos no combate às alterações climáticas e no corte de financiamento a projetos de energia fóssil.

Reuters
Negócios jng@negocios.pt 30 de Dezembro de 2019 às 09:58
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Os serviços financeiros devem ser mais rápidos a cortar o investimento a projetos que envolvam energias fósseis, disse o Governador do Banco de Inglaterra, Mark Carney, numa entrevista dada à BBC Radio. 

O banqueiro acrescentou que este atraso pode levar a um aumento das temperaturas a nível global.

No início deste mês, Mark Carney foi anunciado pelo secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, como o próximo enviado especial para a ação climática, com o objetivo de tornar o mundo da finança mais verde. 
O anúncio foi feito numa conferência de imprensa antes do arranque da cimeira do clima COP25, em Madrid, que começou esta segunda-feira, 2 de dezembro. Carney deverá abandonar o seu cargo atual a 31 de janeiro, após três prolongamentos do seu mandato por causa do Brexit, e entrará de imediato na equipa da ONU.

"A minha preocupação é se passaremos mais uma década a fazer apenas um esforço, aquém do suficiente (...)", disse Carney, numa entrevista à rádio britânica, convidado pela ambientalista Greta Thunberg. 

Acrescentou que "como consequência, o clima vai estabilizar numa temperatura muito mais elevada do que a atual". 

Carney disse que o setor financeiro fez muitos progressos na divulgação dos riscos das mudanças climáticas, mas alertou que o progresso não foi rápido o suficiente.

O atual líder do Banco de Inglaterra pediu aos líderes políticos para efetuarem mudanças rapidamente.

Adiantou ainda que seria necessário haver uma mistura de investimentos públicos e mudanças impulsionadas pelos mercados financeiros.
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