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Trump anuncia saída do Acordo de Paris

O presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou esta noite a saída dos Estados Unidos do Acordo de Paris sobre o Clima. A ideia é renegociar os termos do acordo, para conseguir um que seja "mais justo" para os EUA. Se tal não acontecer, ficam mesmo de fora.

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Donald Trump cumpriu a ameaça e anunciou esta quinta-feira, 1 de Junho, que os Estados Unidos irão desvincular-se do Acordo sobre o Clima, delineado em Paris em Dezembro de 2015 e do qual os EUA eram signatários - faltava ainda ser ratificado, o que não vai acontecer.

"Vamos sair, mas vamos inicar negociações para voltar a entrar" no acordo, disse o presidente dos EUA numa declaração efectuada nos jardins da Casa Branca.

Trump disse que os EUA saem então para iniciarem de novo negociações e tentarem "chegar a um acordo justo", acrescentando que, se não se conseguir esse acordo justo, os Estados Unidos ficarão mesmo de fora.

 

"Enquanto presidente, não posso colocar qualquer outro tipo de consideração", afirmou, dizendo ainda que o Acordo de Paris é um exemplo recente de que Washington poderia estar a entrar num acordo que desfavorece os Estados Unidos.

 

No seu entender, os contribuintes norte-americanos iriam pagar os custos, com perda de empregos, salários mais baixos e encerramento de fábricas.


Trump anunciou a decisão após dizer que tem "o dever solene de proteger a América e o seu povo" e que tudo fará nesse sentido. "Uma a uma, estamos a manter as nossas promessas e a travar regulamentos que impedem a empregabilidade. Estamoa apenas a começar o nosso trabalho, que em breve irá ser mais visível. Não permitiremos que nada se atravesse no nosso caminho", advertiu.

Os EUA juntam-se assim à Síria e Nicarágua, os dois únicos países que em 2015 recusaram assinar o plano de redução de emissões de dióxido de carbono. 


O Acordo de Paris visa conter o aumento da temperatura abaixo dos 2 graus Celsius face aos níveis pré-industriais, com o compromisso de limitar a subida da temperatura aos 1,5 graus Celsius.

O presidente tinha prometido para esta semana uma decisão, depois de na reunião do G7 os EUA não terem subscrito o ponto do comunicado das economias mais desenvolvidas do mundo sobre as preocupações com as alterações climáticas.

E por que razão não quer Trump ratificar este acordo? Porque, no seu entender, o aquecimento global é uma farsa.

Há agora duas vias para os EUA - a saída do acordo, que durará três anos, ou o afastamento em relação à Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre as Alterações Climáticas, que suporta o Acordo, um caminho mais extremo mas mais rápido.

Trump já tinha dito durante a campanha eleitoral que não tencionava ver ratificado o Acordo de Paris e quando tomou posse reiterou que seria uma das suas medidas nos primeiros 100 dias de mandato. Entretanto, nas últimas semanas tinha vindo a dizer que "em breve" anunciaria a sua decisão.

No âmbito do Acordo de Paris - assinado por 195 estados e que entrou em vigor a 4 de Novembro de 2016 -, o compromisso dos EUA, assumido na Administração de de Barack Obama, era reduzir as suas emissões de gases com efeito de estufa entre 26% e 28%, até 2025, face aos níveis registados em 2005.

Há ainda cerca de 50 países que não ratificaram o Acordo.

(notícia actualizada às 20:57)
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