Castro Almeida diz que subida de rendimentos equivale a um 15.º mês para os trabalhadores

No Parlamento, o ministro da Economia destacou que, nos últimos dois anos, o salário médio líquido real dos trabalhadores aumentou 13,7%. Aumento "tem sido insuficientemente destacado" e equivaleu, segundo o governante, a mais um mês de salário para os trabalhadores.
Ministro Manuel Castro Almeida destacou o aumento de rendimentos em audição no Parlamento.
Miguel A. Lopes / Lusa - EPA
Joana Almeida 11:01

O ministro da Economia e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, afirmou esta quarta-feira que os rendimentos dos portugueses aumentaram 13,7% nos últimos dois anos e equiparou esse crescimento à atribuição por parte do Governo de um 15.º mês de salário aos trabalhadores – uma proposta da Confederação Empresarial de Portugal (CIP) que o .

"Quanto ao rendimento das famílias, há um crescimento do salário líquido real nos últimos dois anos, que é um crescimento muito importante e que creio que não tem sido suficientemente destacado", começou por dizer o ministro, em audição na comissão parlamentar de Economia e Coesão Territorial. "Se formos deduzir o valor da inflação, quer de 2024, quer de 2025, o valor do crescimento do salário médio líquido real é, nos dois anos, de 13,7%", referiu.

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Segundo o ministro da Economia e da Coesão Territorial, o crescimento do salário médio líquido real foi "o maior de toda a OCDE [Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico]" em 2024. "Já não estamos só a falar da Europa. Estamos a falar da Europa, dos Estados Unidos, do Canadá, da Austrália, da Nova Zelândia, etc. Enfim, de toda a OCDE". E, em 2025, embora ainda não haja dados da OCDE, sublinhou que houve "um crescimento relevante do salário líquido de 8,2%".

"Este acréscimo de salários vale como se, por hipótese, o Governo tivesse decretado o 15.º mês aos trabalhadores. Isso significaria um aumento de rendimentos de 8,3%. Ora, o que estamos a falar é, em dois anos, 13,7%. Significa um 15.º mês e uma parte relevante do 16.º mês", defendeu Manuel Castro Almeida.

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Em termos brutos, os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) revelam que a . A remuneração bruta mensal média por trabalhador (que inclui, por exemplo, subsídios de férias) subiu para 1.694 euros, o que corresponde a um ganho real de 3,2%. Em 2024, a remuneração bruta total mensal média por trabalhador aumentou 6,5% para 1.602 euros.

O governante destacou que o crescimento do salário médio líquido real dos trabalhadores "determina o poder de compra das pessoas", ou seja, "o dinheiro com que se vai ao supermercado comprar as mesmas coisas". Com base no aumento dos últimos dois anos, Manuel Castro Almeida salientou que, a título de exemplo, que, com o rendimento atual, "em vez de 1 quilo de batatas, podem-se comprar 1,370 quilos de batatas".

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O ministro da Economia e da Coesão Territorial lembrou que, no discurso de tomada de posse do Governo, o primeiro-ministro, Luís Montenegro, definiu como "primeira prioridade" o crescimento económico, que "traduziu em melhorar os rendimentos dos portugueses e sustentar o Estado Social". 

No final da audição, o ministro voltou ainda ao tema para acrescentar que "o mais importante para os portugueses é o seu rendimento no final do mês". "Este é o grande indicador de resultado da ação de um Governo: ou as pessoas têm mais rendimento no final do mês ou a ação do Governo não serviu. No caso deste Governo, essa foi a primeira prioridade", insistiu.

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Dirigindo-se aos deputados presentes na sala, sugeriu que "inscrevam no currículo que pertenceram a um Parlamento, a uma legislatura, em que se verificou o maior aumento de sempre dos salários reais dos trabalhadores portugueses". Mas sublinhou que "há ainda muitíssimo para fazer”, tendo em conta que o país ainda só tem “82% do rendimento per capita da média europeia".

(notícia atualizada pela última vez às 13:24)

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