Europa deve ser "mais corajosa" nas soluções para crise energética, diz Meloni

A líder italiana afirmou que "seria um erro" enfrentar esta situação "só quando já se chegou ao limite", e mostrou-se favorável à proposta da Comissão Europeia de flexibilizar as ajudas nos Estados-membros, embora tenha salientado que "o espaço fiscal não é o mesmo para todos".
Giorgia Meloni à chegada do Conselho Europeu
GEORGE CHRISTOFOROU LUSA_EPA
Lusa 23 de Abril de 2026 às 22:46

A Europa "deve ser muito mais corajosa" na procura de soluções para a crise energética decorrente da guerra entre os Estados Unidos e Israel com o Irão, afirmou hoje a primeira-ministra italiana.

"Temos de encontrar respostas, viemos aqui para as procurar. Penso que a Europa deve ser muito mais corajosa. Aprecio claramente a proposta que a presidente da Comissão Europeia apresentou sobre a questão da energia, é um passo em frente, mas não é um passo em frente suficiente", disse Giorgia Meloni à chegada a Agia Napa, em Chipre.

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A líder italiana afirmou que "seria um erro" enfrentar esta situação "só quando já se chegou ao limite", e mostrou-se favorável à proposta da Comissão Europeia de flexibilizar as ajudas nos Estados-membros, embora tenha salientado que "o espaço fiscal não é o mesmo para todos".

"Quando se age demasiado tarde, o preço a pagar é mais elevado e, por isso, na minha opinião, é preciso raciocinar com maior abertura, eficácia e eficiência. Isto também afeta a questão do pacto de estabilidade e da suspensão", salientou.

Segundo dados do Eurostat, o défice orçamental de Roma para 2025 violou as regras orçamentais de Bruxelas, obrigando o país a limitar as despesas num momento de escalada de preços dos combustíveis.

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Meloni referiu que a atual emergência está ligada aos transportes, o que representa um risco que pode "afetar todos os bens de consumo e tornar-se um problema de inflação".

"Viemos aqui para apresentar a nossa posição firme, não para defender simplesmente o interesse italiano --- que é sempre o mais importante para nós ---, mas para defender o interesse europeu, porque, se não se responder a tempo a estas questões, corremos o risco de nos prejudicarmos gravemente", acrescentou.

Os líderes europeus estão reunidos, até sexta-feira, para debater a guerra no Médio Oriente, estando previsto um encontro com parceiros na região, os líderes do Líbano, do Egito, da Síria, da Jordânia e do secretário-geral do Conselho de Cooperação do Golfo.

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Nesse encontro, deverá ser discutida a necessidade de reforço das relações bilaterais, mas também a situação no estreito de Ormuz e as negociações de paz que estão em curso entre Israel e o Líbano.

O Governo português estará representado nesta cimeira pelo primeiro-ministro, Luís Montenegro.

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