Governo aprova investimento de 226 milhões de euros para a indústria vidreira
O sector vidreiro viu aprovado hoje em Conselho de Ministros contratos de investimento no valor total de 226 milhões de euros, com o objectivo de modernizar várias unidades fabris. Os projectos em causa vão dar origem a 19 novos postos de trabalho.
Foram hoje aprovadas minutas de contratos de investimento, a celebrar entre o Estado, através da Agência Portuguesa para o Investimento (API) e cinco empresas: BA Vidros, Crisal - Cristalaria Automática, Gallovidro, Santos Barosa – Vidros, Saint Gobain Mondego, de acordo com o comunicado enviado pelo Conselho de Ministros.
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O Executivo liderado por José Sócrates explica que «os projectos em questão envolvem um investimento total de cerca de 226 milhões de euros e destinam-se, essencialmente, à modernização das várias unidades fabris, envolvendo a substituição, renovação/ampliação e modernização dos respectivos fornos. Para além disso, estão previstas acções concretas na área do armazenamento e da logística daquelas unidades».
«Estamos perante empresas com dimensão internacionais e que algumas delas, até há poucas semanas, tinham dúvidas se continuariam em Portugal», referiu o titular das pastas da Economia e da Inovação, Manuel Pinho, citado pela Lusa.
Os projectos em causa vão ainda permitir «a introdução de novos processos tecnológicos e produtivos de elevada inovação e modernização, contribuindo para significativos aumentos da produtividade e da competitividade das empresas, através de melhorias de eficiência real», de acordo com o comunicado.
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O comunicado adianta que os projectos vão permitir a criação de 19 postos de trabalho, «para além de assegurar a manutenção nos próximos anos de cerca de 1.900 postos de trabalho».
A propósito da recente decisão de encerramento da fábrica da Opel, na Azambuja, o ministro da Economia, segundo a Lusa, aproveitou para sublinhar que Portugal não tem um problema global de falta de produtividade, salientando que multinacionais germânicas como a Siemens e a Wolkswagen «têm em empresas instaladas no país alguns dos melhores índices de produtividade a nível mundial».
«A economia é feita de mudança. Nascem umas empresas e morrem outras», disse numa alusão directa aos episódios relacionados com a fábrica da Opel, na Azambuja.
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Manuel Pinho reiterou depois que o Estado português iria até às últimas consequências para enfrentar a decisão de quebra de contrato por parte da General Motors em relação à sua fábrica na Azambuja.
«Em Portugal, não há razões para termos complexos com a nossa competitividade», sustentou, adiantando que a decisão de encerramento da fábrica da Azambuja resultou em larga medida «dos avultados prejuízos» registados pela multinacional no ano passado nos Estado Unidos.
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