Ao minuto04.02.2026

Presidente da República diz que explicação do Governo às populações "não correu bem"

Acompanhe os desenvolvimentos desta terça-feira relativamente aos estragos e condicionamentos provocados pelo mau tempo em diferentes regiões do país.
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Foto: Rui Minderico / Lusa - EPA Mau tempo continua a afetar várias regiões em Portugal Foto: Rui Minderico / Lusa - EPA Mau tempo continua a afetar várias regiões em Portugal Foto: Rui Minderico / Lusa - EPA Mau tempo continua a afetar várias regiões em Portugal Foto: Rui Minderico / Lusa - EPA Mau tempo continua a afetar várias regiões em Portugal Foto: Rui Minderico / Lusa - EPA Mau tempo continua a afetar várias regiões em Portugal Foto: Carlos Barroso / Lusa - EPA Mau tempo continua a afetar várias regiões em Portugal Foto: Rui Minderico / Lusa - EPA Mau tempo em Portugal
Negócios 03 de Fevereiro de 2026 às 23:42
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04.02.2026

Portugal continental com 833 ocorrências até às 23:00 devido ao mau tempo

Portugal continental registou entre as 00:00 e as 23:00 de terça-feira 833 ocorrências relacionadas com o mau tempo, sobretudo queda de árvores ou estruturas, inundações, limpeza de vias ou deslizamento de terras, adiantou à Lusa fonte da Proteção Civil.

As zonas mais afetadas com estas ocorrências foram a região Centro e Lisboa e Vale do Tejo, indicou o oficial de operações da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) Miguel Oliveira.

Nas últimas horas, a Proteção Civil não teve registo de vítimas ou de danos significativos.

"Algumas [ocorrências] ainda são resultado das operações de recuperação das últimas intempéries, como cortes de árvore ou limpeza de vias", explicou Miguel Oliveira.

Portugal continental registou desde as 16:00 de 27 de janeiro até às 16:00 de terça-feira o total de 14.339 ocorrências devido ao mau tempo, com predominância de quedas de árvores e de estruturas e inundações, anunciou a Proteção Civil

Foram mobilizados 48.850 operacionais apoiados por 18.509 meios terrestres para dar resposta aos efeitos das depressões que têm afetado Portugal.

A Proteção Civil alertou na terça-feira para a possibilidade de inundações em zonas urbanas, cheias, derrocadas e acidentes em zonas costeiras, até quinta-feira, devido à passagem da depressão Leonardo por Portugal continental.

A partir da tarde de terça-feira é esperada chuva forte e persistente, vento forte com rajadas até 75 quilómetros por hora no litoral a sul do Cabo Mondego (perto da Figueira da Foz, no distrito de Leiria) e até 95 quilómetros por hora nas serras do Sul.

03.02.2026

Presidente da República diz que explicação do Governo às populações "não correu bem"

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, considerou esta terça-feira que a explicação, por parte do Governo, sobre o impacto da depressão Kristin "não correu bem" e defendeu que os apoios devem chegar "nos próximos dias".

"Não é por eu dizer que o Governo esteve melhor ou pior. Há coisas em que se esteve melhor e coisas em que se esteve pior. A explicação às pessoas, em muitos casos, não correu bem, não correu bem, não correu bem", afirmou Marcelo Rebelo de Sousa, numa visita ao município de Ourém, no distrito de Santarém, uma das zonas afetadas pela depressão Kristin.

O chefe de Estado chegou pelas 21:20 ao posto de comando da Proteção Civil de Ourém, onde começou por reunir-se com o presidente da Câmara Municipal de Ourém, Luís Miguel Albuquerque (PSD), e com o secretário de Estado da Proteção Civil, Rui Rocha (PSD). Cerca de uma hora depois, prestou declarações aos jornalistas, respondendo a várias questões.

Dez pessoas morreram desde a semana passada na sequência do mau tempo. A Proteção Civil contabilizou cinco mortes diretamente associadas à passagem da depressão Kristin e a Câmara da Marinha Grande anunciou uma outra vítima mortal, a que se somaram depois quatro óbitos registados por quedas de telhados (durante reparações) ou intoxicação com origem num gerador.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, quedas de árvores e de estruturas, cortes ou condicionamentos de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, o fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal, que provocou algumas centenas de feridos e desalojados.

Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos com mais estragos.

O Governo decretou situação de calamidade até ao próximo domingo para 68 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

03.02.2026

Marcelo avisa que "não serve de nada ter medidas no papel" de apoio às populações se não for possível executá-las

O Presidente da República avisou esta terça-feira que "não serve de nada ter medidas no papel" de apoio às populações afetadas pelo mau tempo se não for possível executá-las, pedindo coordenação no terreno porque senão as pessoas ficarão desesperadas.

"O problema não é [as medidas do Governo] serem suficientes, (...) faz-se o levantamento da situação que existe, de tal forma que se pode dar a resposta. Não serve nada ter medidas no papel, se não é possível dar resposta às medidas", alertou, em declarações aos jornalistas à margem das cerimónias fúnebres do cineasta João Canijo após ser questionado sobre a ação do Governo na resposta à passagem da depressão Kristin em Portugal continental.

O Presidente da República explicou que na reunião desta tarde com o primeiro-ministro no Palácio de Belém avaliou-se a situação dos próximos dias, para os quais se antevê uma quinta-feira e um domingo "complicados", e como se vai responder aos mais de 100 mil portugueses sem eletricidade e mais de 70 mil sem telecomunicações.

Marcelo Rebelo de Sousa afirmou também que foi abordada nessa reunião a "importância de a máquina" do Estado conseguir responder aos problemas, bem como a sua coordenação.

"E nessa máquina, como é importante, além de uma coordenação, que agora está em Leiria, funcionar tudo bem, desde as pessoas até à coordenação", defendeu, acrescentando que, se isso não acontecer, as "pessoas ficam ansiosas, angustiadas ou desesperadas".

O chefe de Estado disse ainda, sem detalhar datas, que, além do concelho de Ourém, visitará Pedrógão Grande e que prevê estar primeiro na região do Mondego, a que seguirá uma visita à zona do Sado e uma ida à região do Tejo.

03.02.2026

E-Redes contabiliza pouco mais de 100 mil clientes sem energia

A operadora da rede de distribuição de eletricidade em Portugal continental, E-Redes contabilizava 103 mil clientes ainda sem fornecimento de eletricidade, às 17h00, na sequência das avarias provocadas pela passagem da Depressão Kristin, que continuam a afetar a rede de distribuição em várias regiões do país.

Adianta que nas zonas mais críticas, as interrupções totalizam 99 mil clientes, com o distrito de Leiria a concentrar o maior impacto, somando 75 mil clientes sem energia. Seguem-se Santarém, com 17 mil clientes, Castelo Branco, com 7 mil, e Coimbra, onde menos de 1.000 clientes permanecem afetados.


03.02.2026

Proteção Civil eleva estado de prontidão para o nível máximo devido ao mau tempo

O comandante nacional de emergência e proteção civil alertou esta terça-feira para a situação meteorológica "muito complexa" prevista para os próximos dias, que obrigou a elevar o estado de prontidão do dispositivo para o nível mais elevado.

"Com base neste quadro meteorológico, o país foi elevado todo para o estado de prontidão especial 4, o mais elevado dos níveis que temos, o que implica 100% da capacidade dos agentes de proteção civil disponível", afirmou Mário Silvestre, numa conferência de imprensa na sede Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).

Face à situação meteorológica muito complexa que está prevista, o comandante nacional apelou às populações que tenham em atenção os fenómenos meteorológicos, como chuva e vento forte, agitação marítima com ondas que podem atingir os 11 metros, queda de neve e possibilidade de inundações.

03.02.2026

Montenegro: Está a ser feito "o maior esforço possível para que a normalidade volte rapidamente à vida das pessoas"

O primeiro-ministro afirmou que o Presidente da República vai poder testemunhar hoje e na quarta-feira, no terreno, o esforço que está a ser feito para repor rapidamente a normalidade nas zonas atingidas pela depressão Kristin.

Luís Montenegro assumiu esta posição no Palácio de Belém, numa declaração sem perguntas dos jornalistas, após ter estado reunido com o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.

"O senhor Presidente da República vai também ele, hoje mesmo e amanhã [quarta-feira], estar em visitas, acompanhado por membros do Governo. Vai também poder constatar precisamente o esforço que todos estão a fazer, departamentos da administração central, autarquias locais, instituições sociais, empresas e muitos cidadãos de forma individual e voluntária", sustentou.

Segundo o primeiro-ministro, está a ser feito "o maior esforço possível para que a normalidade volte rapidamente à vida das pessoas, em particular daquelas que estão com maiores problemas nas suas dinâmicas e rotinas diárias, como sejam ainda não terem acesso ao fornecimento de energia elétrica, ou ao abastecimento de água, ou não terem ainda as suas comunicações normalizadas".

Inicialmente, houve a indicação de que o Presidente da República iria falar aos jornalistas no final da reunião com o primeiro-ministro. Depois, 20 minutos antes do fim da reunião, foi comunicado que apenas o primeiro-ministro prestaria declarações.

Após esta audiência com o primeiro-ministro, o chefe de Estado vai ao velório do cineasta João Canijo e segue para zonas afetadas pelas tempestades, começando pelo município de Ourém.

Dez pessoas morreram desde a semana passada na sequência do mau tempo. A Proteção Civil contabilizou cinco mortes diretamente associadas à passagem da depressão Kristin e a Câmara da Marinha Grande anunciou uma outra vítima mortal, a que se somaram depois quatro óbitos registados por quedas de telhados (durante reparações) ou intoxicação com origem num gerador.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, quedas de árvores e de estruturas, cortes ou condicionamentos de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, o fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal, que provocou algumas centenas de feridos e desalojados. Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos com mais estragos.

O Governo decretou situação de calamidade até ao próximo domingo para 68 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

03.02.2026

Governo acompanha caudais do Mondego e admite risco de cheias em zonas rurais

A ministra do Ambiente e da Energia, Maria da Graça Carvalho, afirmou esta terça-feira que o Governo está a gerir de forma cautelosa as descargas das barragens na bacia do Mondego, sublinhando que a prioridade é garantir a segurança das populações. Segundo a governante, existe atualmente uma “capacidade de encaixe muito grande” nas barragens a montante, nomeadamente na Aguieira, o que permite absorver o aumento dos caudais sem necessidade de decisões precipitadas.

A ministra explicou que o caudal do rio está a ser monitorizado de forma contínua, incluindo no Açude, e que qualquer decisão será tomada antes de se atingir níveis considerados críticos. “Não vamos correr nenhum risco”, afirmou, aos jornalistas, assegurando que, caso os valores se aproximem de limites sensíveis, os presidentes de câmara serão informados para acionar os mecanismos de proteção civil.

De acordo com Maria da Graça Carvalho, os modelos hidrológicos atualmente em utilização apontam para impactos limitados na zona urbana, não sendo expectáveis cheias significativas nas cidades. Ainda assim, admitiu a possibilidade de ocorrências na zona dos campos e áreas rurais, desde a região de Coimbra até à faixa costeira entre Leiria e Vieira de Leiria, caso o aumento do caudal se mantenha.

A governante destacou ainda o papel da Agência Portuguesa do Ambiente, que está a gerir as descargas “praticamente minuto a minuto”, num processo de acompanhamento permanente que deverá continuar enquanto persistirem as atuais condições hidrológicas.

03.02.2026

Depressão Kristin mantém 116 mil clientes da E-Redes sem eletricidade ao início da tarde

A passagem da Depressão Kristin continua a provocar perturbações significativas no fornecimento de eletricidade, com 116 mil clientes ainda sem energia,  às 12h00, segundo dados da E-Redes divulgados esta terça-feira.

Nas zonas mais críticas, as interrupções abrangiam 111 mil clientes, com o distrito de Leiria a registar o maior impacto, somando 83 mil clientes sem fornecimento elétrico. Seguiam-se Santarém, com 19 mil clientes, Castelo Branco, com 8 mil, e Coimbra, onde 1.000 clientes permaneciam afetados.


03.02.2026

Governo estima 20 milhões para recuperar 50 monumentos afetados pela tempestade

A ministra da Cultura revelou esta terça-feira, no Convento de Cristo, que a depressão Kristin já provocou danos em mais de 50 monumentos nacionais, estimando o Governo a necessidade de cerca de 20 milhões de euros para intervenções de recuperação.

"O último levantamento que temos são mais de 50 monumentos nacionais com danos provocados pela tempestade ou pelos efeitos da precipitação muito intensa que se seguiu", afirmou a ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes, indicando que esta lista "pode crescer nos próximos dias" à medida que o levantamento prossegue no terreno pelas equipas da Museus e Monumentos de Portugal e do Património Cultural - Instituto Público.

Segundo a governante, "estimamos que sejam necessários cerca de 20 milhões de euros que já estão reservados precisamente para essas intervenções", admitindo reforços através do Fundo de Salvaguarda do Património Cultural, caso surjam novas necessidades, dando como exemplo várias igrejas danificadas no concelho de Pombal.

No caso concreto de Tomar, no distrito de Santarém, a ministra sublinhou que o Convento de Cristo é "um dos equipamentos culturais mais afetados", razão pela qual iniciou ali o périplo de visitas que hoje também passam por Ourém e Batalha, nomeadamente pelo Castelo e Paço dos Condes de Ourém e pelo Mosteiro da Batalha.

Só em Tomar, a destruição da Charolinha da Mata dos Sete Montes e os danos no Convento deverão ultrapassar 750 mil euros.

03.02.2026

Presidente da República reduz deslocação a Espanha e reúne-se hoje com PM

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, reduziu a sua deslocação a Espanha, reúne-se esta terça-feira com o primeiro-ministro e visita zonas afetadas, divulgou o Palácio de Belém.

"Atendendo à evolução prevista das condições meteorológicas, o Presidente da República reduziu a deslocação a Espanha, a convite do Rei Filipe VI, a ida e vinda no mesmo dia de sexta-feira, 6 de fevereiro", anunciou a Presidência, sendo que estava previsto que o chefe de Estado viajasse na quinta-feira.

Marcelo Rebelo de Sousa vai reunir-se esta terça-feira à tarde com o primeiro-ministro e deslocar-se-á a zonas mais afetadas pelas tempestades, refere também uma nota publicada no sítio oficial da internet da Presidência da República.

Na sexta-feira o Presidente da República encontra-se com o Rei de Espanha, Filipe VI, no Palácio Real, em Madrid, onde receberá honras militares e será servido um almoço em sua honra, de acordo com informações da Casa Real espanhola.

Esta visita oficial chegou a estar prevista enquanto visita de Estado, mas foi adiada depois de Marcelo Rebelo de Sousa ter sido operado de urgência em dezembro passado a uma hérnia.

03.02.2026

Pedrógão Grande pede mais militares para ajudar a reparar telhados e casas

O presidente da Câmara de Pedrógão Grande pediu esta terça-feira mais militares para ajudar na recuperação de telhados destruídos pela depressão Kristin, admitindo que faria sentido uma "mobilização de meios" da construção civil de outras zonas do país.

"Isso aí fazia todo o sentido [uma espécie de requisição civil ou uma mobilização de meios de outras zonas do país]. Não sei quem é que poderá fazer, não sei se o governo poderá fazer. Mas, julgo que, neste momento, talvez não se justifique. O que se justificaria, eventualmente, era termos mais militares no terreno e assim poder dar-nos uma boa ajuda", disse João Marques, em resposta à Lusa.

O autarca explicou que há ainda naquele concelho do distrito de Leiria "muitas casas destelhadas" e "muitos problemas nas habitações", a par de "uma enorme falta de mão-de-obra".

"O pessoal que temos no terreno é insuficiente para fazer face a tantas solicitações. Sabemos que não é fácil responder, sabemos que estão todos ocupados na região, mas deixamos o nosso apelo à boa vontade das pessoas que queiram ajudar. Que venham ter connosco, que nós muito agradecemos", afirmou.

O autarca esclareceu que o apelo é dirigido "a pessoas que saibam trabalhar no setor, nomeadamente trabalhadores da construção civil", mas também a voluntários, a quem podem ser atribuídas tarefas menos arriscadas.

"Podem ajudar em baixo, na colocação de lonas, por exemplo", observou.

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