Santander dá crédito para reparações. Está a contactar clientes com maiores necessidades
Depois do Novo Banco e da CGD, o Santander também avança com condições especiais de crédito para ajudar os mais afetados pela Kristin. Tem financiamento mais barato, mas também trabalha para operacionalizar as moratórias.
A Kristin teve um efeito devastador na região centro. Muitas famílias ficaram sem telhados, enquanto muitas empresas viram as suas instalações quase desaparecerem. Passada a tempestade, é hora de reconstruir. E os bancos estão a avançar com soluções de crédito especiais para darem o seu contributo. Primeiro foi o Novo Banco, depois a CGD, sendo que agora é a vez do Santander que está “proativamente” a contactar clientes que possam necessitar de maior atenção.
O banco colocou “à disposição um crédito hipotecário para obras, com financiamento a partir de 10.000 euros”, sendo que nos primeiros 12 meses o “spread é de 0% e estão isentas as comissões associadas à avaliação e à formalização”, diz o Santander, acrescentando que também disponibiliza crédito pessoal “com uma taxa de juro bonificada e sem comissões, aplicável até 31 de março de 2026”.
“Em alinhamento com as iniciativas aprovadas pelo Governo”, o Santander diz que está a assegurar a operacionalização das moratórias no crédito à habitação e às empresas, bem como a articulação com o Banco Português de Fomento para viabilizar as linhas de financiamento destinadas a apoiar as empresas afetadas”, refere a instituição financeira.
“Estamos a contactar proativamente os nossos clientes para identificar situações que necessitem de maior atenção e assegurar uma resposta rápida, nomeadamente através da operacionalização das moratórias e das linhas de apoio às empresas do Banco Português de Fomento”, diz Isabel Guerreiro, vice-presidente do Santander Portugal, em comunicado.
Recorde-se que entre as medidas anunciadas pelo Governo para ajudar os mais atingidos pela Kristin estão as moratórias no crédito, tanto para famílias como para as empresas, faltando ainda conhecer os detalhes sobre como irá funcionar esse mecanismo. Foi utilizado também durante a pandemia.
Adicionalmente, o Executivo avançou com duas linhas de crédito com garantias, um de mil milhões de euros para a reconstrução, outro de 500 milhões para ajudar a tesouraria das empresas. Ambas serão operacionalizadas pelo Banco Português de Fomento, podendo chegar ao “terreno” nas próximas semanas.
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