JM vê Davos como "instrumento de formação" de "aplicação imediata"
Membro do World Economic Fórum e frequentadora de Davos "praticamente desde o seu início, há mais de trinta anos" a JM envia "todos os anos, pelo menos um dos seus administradores" a estar presente na reunião de Davos. "A única vez que faltámos foi em 2002, quando da sua realização em Nova Iorque", explica José Soares dos Santos (na foto).
O administrador da JM representa a companhia liderado pelo seu pai, Alexandre Soares dos Santos (presidente), e pelo seu irmão Pedro Soares dos Santos, explica as razões da presença no forum mundial:"O [grupo] Jerónimo Martins entende que a formação pessoal e profissional são uma só. O valor dos seus profissionais não se encontra só nas suas aptidões profissionais, mas sobretudo nas qualidades pessoais e na sua formação enquanto cidadãos do mundo". "Neste aspecto", conclui, "o Fórum é um excelente instrumento de formação".
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Já com a experiência de 2010, José Soares dos Santos, explica que "durante os 5 dias que dura o Fórum é possível ouvir, contactar com e discutir uma série de temas que preocupam as sociedades actuais, desde as áreas económica, científica e tecnológica, às áreas social e política".
Desengane-se quem pensa que a viagem a Davos é apenas para lazer: "o bom deste Fórum é as suas múltiplas dimensões. A variedade de temas e oradores permite uma boa mistura de sessões. As sessões começam às 7h/8h da manhã e correm de forma ininterrupta até à meia noite. Para quem assim o quiser, são 4 dias intensos de trabalho".
"As sessões obrigatórias são naturalmente as intervenções de natureza política e económica dos líderes das principais nações e organismos mundiais". Mas, depois, há "uma combinação interessante de sessões dedicadas a assuntos de empresa, ciência e tecnologia e temas relevantes do ponto de vista social e cultural preenchem os quatros dias", afirma.
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Para José Soares dos Santos, a formação é permanente. Por um lado, "durante as sessões, na troca de experiências entre os participantes no ambiente informal de Davos, ouve-se muitas perguntas e conselhos (algumas dicas) pertinentes para hoje! De aplicação imediata. Os encontros pessoais são parte integrante do Fórum". Por outro lado, o enriquecimento não se esgota nas quatro paredes das salas de conferências: "a possibilidade de ouvir e conversar pessoalmente com peritos, pensadores e interessados das mais diversas formações, profissões e regiões do mundo permite construir uma opinião e visão do mundo mais informada".
Contudo, "o mais importante é", destaca, "a formulação de uma opinião sobre o estado do mundo, pelo menos de alguns dos seus aspectos, no curto prazo. O Fórum permite também saber quais os grandes temas que irão ocupar a humanidade, pela positiva e pela negativa. As sessões mais pequenas e marginais são disso um bom exemplo".
"A capacidade de compreender o contexto político, económico e social e a sua evolução é fundamental para um melhor formulação da estratégia", defende. "É claro que o processo não começa e não se esgota no Fórum, mas ele faz parte integrante da sua formulação", conclui o admnistrador da JM.
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