Marcelo Rebelo de Sousa prefere comentar candidatos "em pacote", só "no fim"

O antigo líder do PSD Marcelo Rebelo de Sousa escusou-se hoje a comentar as candidaturas já conhecidas à liderança do partido, frisando que prefere analisar os acontecimentos, que se sucedem "ao ritmo de um por dia", só "no fim".
Lusa 11 de Fevereiro de 2010 às 12:15

"Não comento, até por uma razão muito simples e prática. Como esta semana, os acontecimentos no PSD se sucedem ao ritmo de um por dia, prefiro comentar depois, em 'pacote', no fim, do que estar a comentar dia a dia", afirmou.

Marcelo Rebelo de Sousa falava aos jornalistas em Évora, à margem da atribuição pela Universidade de Évora do doutoramento Honoris Causa ao artista plástico moçambicano Malangatana.

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O professor universitário e antigo líder nacional do PSD vai participar na cerimónia, proferindo o discurso laudatório que homenageia o artista plástico, um dos mais conceituados pintos africanos da actualidade.

Questionado pela Agência Lusa sobre os candidatos que se têm perfilado à liderança do partido, Marcelo Rebelo de Sousa considerou que este ritmo de acontecimentos, de "um por dia", não significa que "seja negativo".

"Houve um ontem (quarta feira), parece que amanhã (sexta feira) há outro, haverá ainda outro com o Conselho Nacional", disse, argumentando que "vale a pena fazer depois o somatório no final dos acontecimentos".

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Paulo Rangel formalizou quarta feira à noite a sua candidatura à liderança dos social democratas, uma decisão justificada com a necessidade de um "projecto de ruptura" com as políticas prosseguidas pelo PS em áreas como a economia, educação e justiça.

Ainda na quarta feira, logo após a divulgação de que Paulo Rangel tinha marcado uma conferência de imprensa para formalizar a respectiva candidatura, Aguiar-Branco fez saber que irá igualmente anunciar a sua entrada na disputa pela liderança dos social democratas, uma intenção que será divulgada na reunião do grupo parlamentar do PSD, na sexta feira.

Estas duas candidaturas juntam-se à de Pedro Passos Coelho, o primeiro a assumir-se como candidato à presidência do PSD, uma situação que se repete, dado ter já disputado

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