Ao minuto13.02.2026

Prejuízos na região de Leiria podem superar mil milhões de euros

Acompanhe os desenvolvimentos desta sexta-feira relativamente aos estragos e condicionamentos provocados pelo mau tempo em diferentes regiões do país.
Efeitos do mau tempo em Portugal
Miguel A. Lopes / Lusa - EPA
Negócios 13 de Fevereiro de 2026 às 22:11
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13.02.2026

Prejuízos na região de Leiria podem superar mil milhões de euros

Os prejuízos provocados pelo mau tempo nos dez municípios da Região de Leiria devem ultrapassar os mil milhões de euros, estimou o presidente da Comunidade Intermunicipal (CIM) da Região de Leiria, Jorge Vala.

"Estamos a fazer o levantamento, temos números que, na nossa opinião, no fim das contas, hão de superar os mil milhões de euros só na Região de Leiria", admitiu.

O Conselho Intermunicipal da CIM da Região de Leiria, reuniu ao final do dia em Pombal, com a presença do coordenador da Estrutura de Missão, Paulo Fernandes, tendo como ponto central da agenda o debate sobre a situação de calamidade na região.

Depois do período da ordem do dia da reunião, Jorge Vala notou, em declarações aos jornalistas, que este é o número que está a ser colocado em cima da mesa.

"Os municípios têm todas as infraestruturas desportivas no chão, centenas de ruturas do sistema de abastecimento de água diariamente, redes que têm inevitavelmente de ser repostas. Grande parte das nossas infraestruturas está no chão", indicou.

De acordo com o também presidente da Câmara Municipal de Porto de Mós, os dez municípios deste território debatem-se com problemas da baixa tensão (distribuição de energia elétrica), bem como com a distribuição e fornecimento de água.

"Isto tem sido dramático, temos ainda muitas captações servidas por geradores, nem sabemos bem se as bombas estão em condições e se os sistemas eletromecânicos estão em condições. Portanto, isto é um problema muito grave e que certamente terá respostas do Estado", admitiu.

Aos jornalistas disse ainda que ouviu "com muita atenção e agrado" o primeiro-ministro, Luís Montengro, a anunciar um Plano de Recuperação e Resiliência exclusivamente português, a que chamou PTRR, para que o país possa recuperar economicamente das consequências do mau tempo e atuar nas infraestruturas mais críticas.

"Disse que ninguém vai ficar para trás e são excelentes notícias. Nós acreditamos na palavra que o Governo nos tem dado, é importante o conforto que o Governo nos tem dado: é fundamental que estas respostas aconteçam E acreditamos que podem acontecer", concluiu.

A CIM Região de Leiria é composta pelos municípios de Alvaiázere, Ansião, Batalha, Castanheira de Pera, Figueiró dos Vinhos, Leiria, Marinha Grande, Pedrógão Grande, Pombal e Porto de Mós.

13.02.2026

Número de clientes da E-Redes sem energia baixa para 32 mil

O número de clientes da E-Redes sem abastecimento de energia elétrica no continente diminuiu para 32 mil, a maioria nas zonas de maior impacto da depressão Kristin, segundo o mais recente balanço da empresa.

A E-Redes apontou que, na zona mais crítica estavam até às 17:30 de hoje sem energia 22 mil clientes.

No total do continente, eram 32 mil clientes sem energia, devido ao surgimento de novas avarias e situações de inundações, acrescentou.

Num balanço relativo às 08:00 de hoje, a empresa indicou que nessa zona mais crítica, a essa hora, estavam ainda cerca de 36 mil clientes sem energia, num total de 45 mil em todo o continente.

"A E-Redes tem continuado focada em restabelecer o fornecimento de energia elétrica, em particular nas zonas de maior impacto da depressão Kristin", destacou a empresa.

"Reforçamos o alerta para que, caso identifique infraestruturas elétricas caídas ou danificadas, se mantenha afastado e reporte a situação à E-REDES (800 506 506 ou balcaodigital.e-redes.pt)", apontou ainda.

Na quinta-feira, a E-Redes tinha indicado que, pelas 08:00, havia um total de 33 mil clientes sem abastecimento de energia elétrica devido a avarias, a maioria delas, 25 mil, em zonas afetadas pela depressão Kristin, que ocorreu há duas semanas.

13.02.2026

Pior pode já ter passado em Coimbra. Recuperação das zonas afetadas pelas cheias será longa

A Proteção Civil alertou que a recuperação das regiões afetadas pelas cheias será longa, nomeadamente em Coimbra, na zona do Rio Tejo e do Rio Mondego, indicando que os campos agrícolas irão permanecer inundados.

"As situações de cheias mais rápidas, como por exemplo na zona de Alcácer do Sal, retomarão à normalidade, ou potencialmente retomarão a normalidade mais rapidamente. Mas estas zonas, quer no Tejo quer no Mondego levarão algum tempo até repormos a normalidade", disse comandante nacional de Proteção Civil, Mário Silvestre, na sede da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) em Carnaxide, Oeiras.

O comandante disse que a precipitação irá manter-se até ao final do dia de hoje, sendo que para sábado e domingo existe a possibilidade de diminuir gradualmente a sua frequência passando a aguaceiros.

A presidente da Câmara de Coimbra afirmou esta tarde que o pior pode já ter passado na região, face ao risco de cheia, embora se continue a manter a vigilância do caudal do Mondego.

"A nossa expectativa é mesmo de que o pior pode estar a passar", disse Ana Abrunhosa, numa conferência de imprensa no Comando Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil de Coimbra, com a presença do primeiro-ministro, da ministra do Ambiente e de autarcas da região.

*Previsão meteorológica corrigida no terceiro parágrafo 

13.02.2026

Segurança Social recebe mais de 140 candidaturas a apoios à manutenção de emprego

Os impactos das sucessivas intempéries que assolaram Portugal levaram a Segurança Social a registar mais de 140 candidaturas a apoios à manutenção de emprego.

Em comunicado, o Ministério do Trabalho revela que, no âmbito do incentivo extraordinário criado na sequência da tempestade Kristin, foram submetidas 68 candidaturas (21 das quais de trabalhadores independentes) que abrangem um total de 340 trabalhadores, num montante global que ultrapassa 1 milhão de euros em apoios. A este valor soma-se os 75 pedidos de lay-off simplificado, que abrangem um total de 642 trabalhadores, perfazendo as tais 140 candidaturas. 

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13.02.2026

Governo anuncia vistoria aos diques do Mondego e do Tejo

O Governo vai avançar com uma avaliação às infraestruturas de proteção fluvial após o galgamento registado no Mondego. A garantia foi dada pela ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, que anunciou uma intervenção alargada aos diques.

“Vamos fazer uma vistoria grande aos diques, aos diques daqui do Mondego, aos diques do Tejo e reforçar”, afirmou à RTP, justificando que as últimas semanas foram marcadas por “caudais enormes de água” e variações sucessivas que “põem muita pressão nos diques”.

A ministra explicou que, apesar de os níveis poderem estabilizar, a água acumulada continuará a escoar nos próximos dias. “Vai demorar alguns dias para toda esta água se escoar e é preciso continuar vigilando”, declarou, apelando à população para não baixar a guarda.

Sobre a gestão futura das bacias hidrográficas, Maria da Graça Carvalho admitiu alterações no modelo de acompanhamento e articulação institucional. “Temos que verificar tudo o resto, e não só na infraestrutura, mas também no governo, no modelo de governança, termos diretores de bacia, termos guarda-rios”, afirmou, defendendo uma vigilância mais próxima entre a Agência Portuguesa do Ambiente, autarquias e juntas de freguesia.

13.02.2026

Linhas de crédito de apoio às empresas com 3.800 pedidos no valor de mais de 850 milhões, revela Montenegro

Na reunião com os autarcas da região de Coimbra, uma das mais afetadas pelas cheias, o primeiro-ministro voltou a abordar o tema do Plano de Recuperação e Resiliência nacional, afirmando que o Governo “está a desenhar um programa de superação”, que não se aplicará somente aos municípios que estão em calamidade ou contingência. O impacto das tempestades “atingiu todos e terá de ter uma resposta para todos”, referiu.

O primeiro-ministro garantiu que em relação ao plano, que apelidou de PTRR, o governo está “a trabalhar a todo o vapor para fazer a apresentação o mais brevemente possível, de uma forma estruturada, que possa ser mobilizadora para a sociedade portuguesa”, elencando as múltiplas infraestrutras que terão de ser recuperadas. “Trata-se de um projeto de transformação nacional”, referiu.     

 Luís Montenegro fez também um balanço dos apoios que já foram solicitados, dizendo que "já estão no terreno muitas medidas que estão a chegar à vida das pessoas". Para a reconstrução das casas afetadas, foram já recebidos 8.200 pedidos; para o apoio à perda de rendimentos, concedido através da Segurança Social, foram recebidas já 2.000 candidaturas; e para as linhas de crédito de apoio às empresas, foram recebidos 3.800 pedidos, num montante que já ultrapassa os 850 milhões, com Montenegro a lembrar que o crédito de apoio à tesouraria passou de 500 milhões para mil milhões de euros. Para o apoio aos agricultores foram recebidos 4.500 pedidos de todo o território nacional.

13.02.2026

Montenegro: Situação das cheias “aponta para algum otimismo que não deve significar relaxe"

Numa reunião com os autarcas que estão “sob maior pressão por via da gestão do caudal do rio Mondego” – Coimbra, Soure e Montemor-o-Velho – e outras entidades, o primeiro-ministro afirmou que a situação das cheias “aponta para algum otimismo que não deve significar relaxe".

Luís Montenegro alertou que haverá um “pico na capacidade, nomeadamente na barragem da Aguieira, que será por volta das 17:00”. “Estaremos sob pressão máxima até cerca das 19:00, altura em que poderá haver uma perspetiva mais clara sobre o que poderá acontecer nos próximos dias.”

O primeiro-ministro adiantou também que, “após este último esforço”, poderá “abrir-se uma janela de acalmia que será propícia à recuperação”. Contudo, “isso não significa que não haja tarefas que se vão prolongar por vários dias”, uma vez que “o escoamento da água que transbordou vai ser lento” e vai trazer “muitos desafios às autoridades locais e nacionais”.

13.02.2026

Setor da distribuição afasta problemas no abastecimento de produtos

A Associação Portuguesa das Empresas de Distribuição (APED) garantiu esta sexta-feira não haver "nenhum constrangimento" no abastecimento de bens, apesar dos efeitos do mau tempo na produção e nos transportes, e rejeitou aumentos imediatos de preços devido à situação.

"Não há, neste momento, nenhum constrangimento no país no abastecimento da cadeia de valor dos produtos", assegurou o diretor geral da APED, Gonçalo Lobo Xavier, em declarações à agência Lusa.

Apesar de "alguns atrasos em chegadas às lojas", face à necessidade de alterar rotas de transporte devido às várias estradas cortadas, em particular a autoestrada A1, a associação salientou que as empresas envolvidas, quer ao nível da distribuição, quer do transporte, assim como as autoridades, como a Proteção Civil, "têm sido inexcedíveis a encontrar rotas alternativas".

"Portanto, a verdade é que, mesmo com estes constrangimentos, há alternativas e não há nenhum problema logístico de abastecimento de lojas", reiterou.

Relativamente à disponibilidade de produtos, o dirigente da APED referiu que "não há peixe fresco" da costa portuguesa nas lojas "porque os pescadores não têm saído" devido à agitação do mar, mas salientou que não é por isso que "se deixa de ter peixe nas bancas".

"O que estamos é a ir buscá-lo a outras geografias, temos peixe congelado e temos peixe de viveiro de várias origens", explicou, avançando que se está "a ir buscar bastante peixe ao norte da África", por exemplo, mas tal "não vai ter impacto nenhum nos preços, porque já eram rotas de fornecedores habituais".

No que diz respeito a produtos agrícolas, sobretudo hortofrutícolas, Gonçalo Lobo Xavier manifestou "preocupação com os fornecedores" das regiões mais afetadas pelo mau tempo, "que viram as suas produções dizimadas e que é preciso ajudar para que recuperem rapidamente".

Já quanto à eventual escassez destes produtos nas lojas, lembrou que "Portugal não é autossuficiente, de maneira nenhuma, em produtos agrícolas, portanto cada retalhista já tem os seus fornecedores habituais de outras geografias", podendo reforçar as encomendas do exterior em caso de necessidade.

"O mercado está a funcionar, é preciso ter alguma serenidade", enfatizou o dirigente associativo, garantindo ainda que "não há razão imediata para achar que os preços vão aumentar".

Explicando que "há muitas dinâmicas que estão a acontecer", o diretor-geral da APED admitiu que "o mercado tem vindo, realmente, a pressionar alguns produtos, mas não é por causa destas situações" relacionadas com o mau tempo.

Como exemplos, avançou o cacau e a carne, notando que esta última "tem vindo a aumentar consecutivamente de preço nos últimos tempos, ou por via de processos regulatórios ou de obrigações de legislação que obrigam a outro tipo de investimento ou porque as rações têm vindo a aumentar sucessivamente".

13.02.2026

E-Redes diz que há 45 mil clientes sem luz em Portugal devido a novas avarias e inundações

No total do território continental, estavam às 08:00 horas da manhã desta sexta-feira 45 mil clientes sem fornecimento de eletricidade, resultado do surgimento de novas avarias e situações de inundação registadas na sequência do agravamento climatérico no país, refere a E-Redes.

A empresa acrescenta que "tem continuado focada em restabelecer o fornecimento de energia elétrica, em particular nas zonas de maior impacto da Depressão Kristin". Na zona mais crítica, devido ao agravamento das condições climatéricas, estavam cerca de 36 mil clientes sem energia.

A E-Redes reforça o alerta à população para que se mantenha afastada de cabos ou equipamentos elétricos danificados e reporte qualquer situação.

13.02.2026

Tejo mantém caudais estabilizados em alta e prevê-se dia semelhante a quinta-feira

O caudal do rio Tejo manteve-se estabilizado em valores elevados durante a noite no ponto de medição em Almourol, devendo esta sexta-feira registar oscilações ao longo do dia, num cenário semelhante ao de quinta-feira, e mantém-se o alerta vermelho na bacia.

"A noite foi muito chuvosa e exigente, com várias quedas de árvores e alguns movimentos de massa, mas os caudais mantiveram-se ao nível do dia de ontem. Não baixaram, mas também não aumentaram. Temos, portanto, uma estabilização em valores elevados", afirmou esta manhã à Lusa o comandante sub-regional da Proteção Civil do Médio Tejo, no distrito de Santarém.

Segundo David Lobato, às 07:00 horas eram registados 5.286 metros cúbicos por segundo (m3/s) em Almourol, valor que se manteve ao longo da noite dentro da faixa dos 5.000 a 6.000 m3/s, com as barragens sempre em descarga.

Face às 07:00 horas de quinta-feira, quando eram medidos 6.114 m3/s, verifica-se uma descida de cerca de 830 m3/s nas últimas 24 horas.

Ainda assim, ao longo do dia de quinta-feira o caudal oscilou entre os 6.000 e os 7.000 m3/s, chegando a ultrapassar pontualmente essa marca antes de descer ao final da tarde.

De acordo com os dados do Centro de Produção Tejo-Mondego (CPPE), as descargas atuais nas barragens a montante totalizam 5.085 m3/s - 826 m3/s na Barragem de Castelo do Bode, 247 m3/s na Barragem de Pracana e 4.012 m3/s na Barragem do Fratel.

David Lobato admitiu que a chuva intensa da noite poderá ainda refletir-se ao longo do dia nos caudais do Tejo e dos seus afluentes, também com influência das descargas provenientes de Espanha.

13.02.2026

Coimbra com situação estável durante a noite

A situação em Coimbra, com risco de cheia centenária, esteve estável durante a noite, embora a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) tenha registado várias ocorrências relacionadas com a chuva e o vento forte na Região.

"As situações registadas em Coimbra não foram graves. Mantêm-se os alertas e a vigilância por causa dos caudais", disse, adiantando que as situações foram principalmente inundações, quedas de árvores e estruturas.

Por causa das condições meteorológicas adversas, 13 pessoas tiveram de ser deslocadas durante a noite nos concelhos de Sobral de Monte Agraço, no distrito de Lisboa, e Ponte de Lima, no distrito de Viana do Castelo.

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