Ministros das Finanças europeus apoiam candidatura de Rato ao FMI

O ex-ministro da economia espanhol, Rodrigo Rato, tem o apoio dos ministros das Finanças europeus para a presidência do Fundo Monetário Internacional (FMI) e está agora em condições de concorrer ao cargo, disseram hoje dois governantes europeus citados pe
Ana Filipa Rego 19 de Abril de 2004 às 16:27

O ex-ministro da economia espanhol, Rodrigo Rato, tem o apoio dos ministros das Finanças europeus para a presidência do Fundo Monetário Internacional (FMI) e está agora em condições de concorrer ao cargo, disseram hoje dois governantes europeus citados pela Bloomberg.

Jean Lemierre, presidente do Banco Europeu para a Reconstrução e Desenvolvimento (BERD) e candidato francês à presidência do FMI foi reeleito este fim-de-semana na reunião anual do Banco, em Londres. Ele não vai ser nomeado para a presidência do FMI, disseram os governantes, que não quiseram ser identificados.

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A nomeação de Rato necessita a aprovação dos 184 nações – membro do Fundo Monetário Internacional.

Rodrigo Rato, ex-ministro da economia espanhol, tem sido apontado como um dos nomes mais consensuais para presidir ao FMI. O apoio europeu vem depois das indicações de apoio dos Estados Unidos da América a Rato que reunia também o apoio de 17 países da América Latina.

O Brasil, o México e a Argentina, entre outras 17 nações da América Latina, também suportam Rodrigo Rato. Estes países chamaram a atenção para a importância das relações entre o fundo e a região serem lideradas por alguém que conhece a cultura latino-americana e a língua espanhola.

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Rato foi ministro da Economia de Espanha durante oito anos e apesar de agora ser o PSOE a liderar o Executivo de Espanha, Zapatero já confirmou que vai apoiar a candidatura de Rato ao FMI.

Como ministro da Economia, Rato assistiu a oito anos de crescimento económico, maior do que a média dos EUA para cada ano e a um decréscimo do desemprego de 22,3% para cerca de 11%.

Desde que foi nomeado, em 1996, Rato dirigiu os seus esforços governativos em abrir a economia espanhola a uma maior competitividade nos mercados do Trabalho, Telecomunicações e Energia.

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