Jornal Negócios

Patrões admitem vacinação obrigatória dos trabalhadores
Os advogados contactados pelo Dinheiro Vivo consideram que o impasse laboral só pode ser resolvido pelo Governo, com aprovação da Assembleia da República.
D.R.
24 de Agosto de 2021 às 07:58
A testagem nos locais de trabalho já parece ser consensual entre empresas e trabalhadores, mas a possibilidade de vacinação obrigatória está a ganhar força, escreve o Dinheiro Vivo. Numa altura em que o teletrabalho passou a ser recomendado em vez de obrigatório e que mais de 70% da população portuguesa tem a totalidade da vacinação contra a covid-19, patrões e sindicatos dividem-se sobre se quem não foi vacinado ou não tem teste negativo deve aceder ao posto no emprego.

Portugal não impôs a vacinação obrigatória contra a covid-19, o que gera a divisão entre os dois lados. "Com a legislação em vigor, as empresas não podem impedir o regresso ao escritório dos trabalhadores que não se queiram vacinar ou que ainda não tenham a vacinação completa, nem tão pouco tais circunstâncias podem limitar as admissões para novos postos de trabalho", afirma o presidente da Confederação do Turismo de Portugal (CTP), Francisco Calheiros. Os advogados contactados pelo Dinheiro Vivo consideram que o impasse laboral só pode ser resolvido pelo Governo, com aprovação da Assembleia da República.

A Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP) admite, por seu turno, que "eventualmente, poderá considerar-se a vacinação obrigatória como alternativa à imposição de horários desfasados e teletrabalho obrigatório em contextos em que a situação pandémica o exija", apontando para uma solução que começa a desenhar-se noutros países. Na Europa, França, Grécia, Itália e Reino Unido decretaram a imunização obrigatória para os trabalhadores da área da saúde.
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