PCP considera que diálogo à esquerda fica "mais estreito" com maioria absoluta do PS
O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, considera que a maioria absoluta do PS vai diminuir as "possibilidades reais de convergência" à esquerda nesta nova legislatura. Apesar de acreditar que o PS estará indisponível para dialogar, Jerónimo de Sousa garante que PCP continuará a apresentar propostas para "resolver os problemas do país".
"A questão do diálogo, tanto no plano político como institucional, não está em causa. Mas, resultante da maioria absoluta, naturalmente pode haver um fechar de possibilidades reais de convergência. Se se confirmar o objetivo do PS em fugir à iniciativa do PCP, essa via de convergência acaba por ficar mais estreita", disse.
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Jerónimo de Sousa garantiu que vai continuar a lutar para resolver problemas e garantir direito aos portugueses, como direito ao trabalho, o aumento das pensões e creches gratuitas. "Hoje são aspiração de milhões de portugueses e o PCP assume como uma batalha mesmo com certeza da indisponibilidade do PS", disse.
Nas eleições legislativas deste domingo, o PCP viu a bancada parlamentar cair de 12 deputados para seis.
Questionado sobre a sua substituição na liderança do PCP, Jerónimo de Sousa referiu que já encontrou "dez formas diferentes de dizer a mesma coisa" e que, "em síntese, a questão não está colocada".
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