Israel disponível para recuar no Líbano, diz JD Vance. Teerão afirma que cessar-fogo no país é "condição essencial"
Cessar-fogo no Líbano é "condição essencial" do plano de paz, diz Presidente do Irão
Israel disponível para recuar no Líbano para ajudar ao sucesso das negociações, diz JD Vance
Cessar-fogo "não marca o fim da campanha" contra Irão, diz Netanyahu
Acordo de cessar-fogo com EUA foi violado, diz presidente do Parlamento iraniano
Sobe para 254 mortos e 1.165 feridos balanço de ataques israelitas ao Líbano
Trump diz que Líbano "não foi incluído" no acordo de cessar-fogo
Passagem de navios por Ormuz suspensa após ataques de Israel ao Líbano
Principal oleoduto da Arábia Saudita atingido por ataque de drones
Primeiros navios já terão atravessado o estreito de Ormuz
EUA vai impôr tarifas a países que vendam armas ao Irão
Seguro espera que cessar-fogo "seja caminho para uma paz sólida e duradoura"
Vice-presidente norte-americano avisa Teerão para negociar paz de boa-fé
Cessar-fogo atenua preocupações, mas analistas alertam contra otimismo excessivo
Kuwait alvo de "intensos" ataques do Irão
Sánchez satisfeito com cessar-fogo, mas pede que não esqueçamos a "destruição e vidas perdidas"
UE saúda cessar-fogo e apela a solução duradoura
Portugal saúda acordo de cessar-fogo entre EUA e Irão
Trump diz que EUA vão ajudar a gerir "tráfego acumulado" no Estreito de Ormuz
Abastecimento de "jet fuel" vai demorar meses a ser reposto, diz IATA
Chanceler alemão pede "fim definitivo" da guerra após cessar-fogo temporário
EUA avaliam plano para punir países da NATO que não colaboraram na guerra com o Irão
A Administração Trump estará a avaliar um plano para punir alguns membros da NATO que considera não terem ajudado os EUA e Israel na guerra com o Irão, avançou o Wall Street Jornal, no dia em que o secretário-geral da organização, Mark Rutte, visita a Casa Branca.
A proposta passa pela saída dos militares norte-americanos dos países da NATO que não colaboraram no esforço de guerra contra o Irão e colocá-los em países que apoiaram a ofensiva no Médio Oriente.
O plano não inclui a saída da organização, como o Presidente dos EUA, Donald Trump, tem ameaçado, decisão que que não poderia tomar sem autorização do Congresso.
A esse respeito, a porta-voz da Casa Branca disse esta quarta-feira que “é algo que o Presidente tem discutido e penso que é algo que vai discutir dentro de algumas horas com o secretário-geral Rutte”.
Cessar-fogo no Líbano é "condição essencial" do plano de paz, diz Presidente do Irão
O Presidente iraniano, Massoud Pezeshkian, afirmou esta quarta-feira que um cessar-fogo no Líbano é uma das "condições essenciais" estabelecidas pelo Irão no seu plano de dez pontos, base para a trégua com os Estados Unidos.
Numa conversa telefónica com o homólogo francês Emmanuel Macron, Pezeshkian afirmou que "a aceitação do cessar-fogo por parte do Irão é um sinal claro da sua responsabilidade e da sua genuína disponibilidade para resolver conflitos através dos canais diplomáticos", segundo a agência de notícias ISNA.
O Presidente iraniano "enfatizou ainda a necessidade de um cessar-fogo no Líbano e reiterou que esta exigência era uma das condições essenciais do plano de dez pontos do Irão", adiantou a mesma fonte.
Donald Trump, Presidente norte-americano, descreveu este plano como "uma base viável para negociações" de paz com Teerão, durante a trégua de duas semanas acordada na noite de terça-feira.
Israel disponível para recuar no Líbano para ajudar ao sucesso das negociações, diz JD Vance
O vice-presidente dos EUA, JD Vance, disse esta quarta-feira que os israelitas mostraram disponibilidade para se “conterem um pouco” no Líbano de forma a que as negociações com Teerão sejam bem-sucedidas.
O Irão denunciou a violação do acordo de cessar-fogo com os EUA depois de Israel ter lançado novamente ataques contra o Líbano, que terão causado mais de 250 mortos. O Presidente dos EUA, Donald Trump, disse depois que o país não faz parte do acordo de tréguas.
JD Vance reiterou que o Líbano não faz parte do acordo de tréguas e esclareceu que o recuo de Israel “não acontece porque isso faça parte do cessar-fogo. Penso que os israelitas estão a encaminhar-nos para o sucesso e, claro, veremos como correm as coisas nos próximos dias".
O vice-presidente dos EUA negou que o acordo não tenha sido cumprido pelos EUA e vai liderar a equipa negocial que participará nas primeiras conversações com Teerão em Islamabad, no Paquistão, agendadas para sábado, confirmou a porta-voz da Casa Branca esta quarta-feira.
Sobre os três pontos que o Irão alega terem sido violados, JD Vance refere que “isso deve significar que há muitos pontos de acordo". O responsável referiu também os processos de cessar-fogo “são sempre confusos” e que há sempre “um pouco de instabilidade”.
*Com agências
Cessar-fogo "não marca o fim da campanha" contra Irão, diz Netanyahu
O primeiro-ministro israelita afirmou esta quarta-feira que está pronto para “retomar o combate a qualquer momento” contra o Irão, defendendo que o cessar-fogo acordado entre Washington e Teerão “não marca o fim da campanha” militar.
“Ainda temos objetivos a alcançar e iremos alcançá-los, seja através de um acordo, seja retomando os combates”, afirmou Benjamin Netanyahu num discurso transmitido pela televisão.
O cessar-fogo “não é o fim da campanha [mas sim] uma etapa no caminho que nos levará à concretização de todos os nossos objetivos”, acrescentou.
O primeiro-ministro israelita disse ainda que o cessar-fogo foi decidido “em plena coordenação” entre Washington e Telavive, garantindo que não foi apanhado de surpresa pelo aliado norte-americano.
“Não, eles não nos apanharam de surpresa à última hora”, acrescentou no mesmo discurso.
Também o ministro dos Negócios Estrangeiros israelita, Gideon Saar, considerou que “nada está acabado” apesar do cessar-fogo, em declarações a uma televisão israelita, argumentando que as posições entre os beligerantes americanos e iranianos estavam muito distantes.
“Não vejo como é possível aproximar as posições dos Estados Unidos e do Irão”, acrescentou, num momento em que o Estado judaico realizou ataques em larga escala contra o Líbano provocaram pelo menos 254 mortos e 1.165 feridos.
Os bombardeamentos israelitas no Líbano desencadearam uma série de reações retaliatórias por parte do Irão, que anunciou o fecho do Estreito de Ormuz. A Guarda Revolucionária, exército ideológico do Irão, ameaçou ripostar caso Israel não suspenda os ataques contra Beirute.
O ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi, disse entretanto que os Estados Unidos tinham duas opções: "Escolher entre o cessar-fogo ou continuar a guerra através de Israel".
"Não pode ter as duas coisas", afirmou, sublinhando que "os termos do cessar-fogo entre o Irão e os Estados Unidos são claros".
"O mundo assiste ao massacre no Líbano. A bola está no campo dos Estados Unidos e o mundo está atento para ver se cumprirão os seus compromissos", insistiu.
O Paquistão, país mediador do conflito, tinha assegurado que o pacto alcançado para uma trégua de duas semanas era um “cessar-fogo imediato em toda a região, incluindo o Líbano e outros locais”.
As agências iranianas difundiram hoje uma notícia do The Wall Street Journal que refere que Teerão informou os mediadores de que a sua participação nas conversações com os Estados Unidos organizadas por Islamabad na sexta-feira depende da inclusão de um cessar-fogo no Líbano.
Islamabad confirmou a presença do Presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, para as conversações que irá acolher na sexta-feira e que deverão contar com o enviado especial dos Estados Unidos para o Médio Oriente, Steve Witkoff, e do genro do Presidente norte-americano, Donald Trump, Jared Kushner.
A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, confirmou hoje que a delegação norte-americana será liderada pelo vice-presidente, JD Vance, apesar de Donald Trump ter colocado em dúvida a presença do seu “número dois” numa entrevista telefónica com o jornal The New York Post.
O líder republicano disse que estavam em causa "questões de segurança" na ida de Vance até Islamabad, numa altura em que o vice-presidente esteve na Hungria para apoiar o primeiro-ministro ultranacionalista e candidato às eleições do próximo domingo, Viktor Orbán.
Acordo de cessar-fogo com EUA foi violado, diz presidente do Parlamento iraniano
Menos de 24 horas depois de as tréguas terem sido anunciadas, o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad-Bagher Ghalibaf, disse que o acordo de cessar-fogo com os EUA foi violado em três dos pontos estabelecidos, num comunicado publicado no X.
O responsável refere que “a base de trabalho para as negociações” de que falou o Presidente dos EUA, Donald Trump, na terça-feira foi “aberta e claramente violada mesmo antes de as conversações começarem".
Nesta situação, refere Ghalibaf no comunicado, “um cessar-fogo ou negociações bilaterais não são razoáveis”.
O primeiro incumprimento está relacionado com os ataques de Israel ao Líbano, que Ghalibaf diz serem um incumprimento da proposta de cessar-fogo apresentada pelo primeiro-ministro paquistanês, Shebahz Sharif.
Apesar de Trump ter dito que o Líbano não estava incluído no acordo, o responsável iraniano diz que a inclusão foi “explicitamente referida” no acordo proposto por Sharif, que previa “um cessar-fogo imediato em todo o lado, incluindo no Líbano e outras regiões, com efeito imediato”.
A segunda cláusula que terá sido incumprida prende-se com a “entrada de um drone no espaço aéreo iraniano, que foi destruído na cidade de Lar na província de Fars”, o que viola a cláusula que proíbe a invasão espaço aéreo iraniano, diz o responsável.
Por último, Ghalibaf alega que também não foi cumprida a cláusula que estipulava o “direito do Irão ao enriquecimento” de urânio, que consta no ponto seis do acordo.
Sobe para 254 mortos e 1.165 feridos balanço de ataques israelitas ao Líbano
A Defesa Civil libanesa elevou para 254 mortos e 1.165 feridos o balanço de uma vaga de bombardeamentos israelitas sem precedentes esta quarta-feira, em diversas zonas do Líbano, afirmando Israel ter atingido mais de 100 alvos em dez minutos.
O departamento de Media e Relações Públicas da Defesa Civil indicou que compilou o número de vítimas utilizando dados registados nos seus centros espalhados pelo Líbano, onde as suas equipas realizaram operações de resgate, transportaram feridos e resgataram cadáveres de vítimas nas áreas afetadas.
Segundo os registos, ao longo do dia de hoje, foram contabilizados 92 mortos e 742 feridos em Beirute; 61 mortos e 200 feridos nos subúrbios do sul da capital, conhecidos como Dahye; 18 mortos e 28 feridos na região oriental de Baalbek; e mais nove mortos e seis feridos na região setentrional de Hermel.
No distrito de Aley, a leste de Beirute, a Defesa Civil registou 17 mortos e seis feridos; ao passo que, no sul do Líbano, foram registados 57 mortos e 183 feridos nos distritos de Nabatieh, Sidon e Tiro.
Trump diz que Líbano "não foi incluído" no acordo de cessar-fogo
Após os ataques de Israel ao Líbano, o Presidente dos EUA apontou que o país não foi incluído no cessar-fogo “por causa do Hezbollah”. “Isso também vai ser tratado. Está tudo bem”, disse Donald Trump numa entrevista à PBS News Hour.
Quando questionado sobre a continuação dos ataques israelitas ao Líbano, Trump afirmou que “faz parte do acordo. Todos o sabem. Essa é uma confusão à parte”.
Passagem de navios por Ormuz suspensa após ataques de Israel ao Líbano
A passagem de petroleiros pelo estreito de Ormuz terá sido suspensa na sequência dos ataques de Israel ao Líbano já depois de o cessar-fogo de duas semanas ter sido acordado, segundo a agência noticiosa semioficial iraniana Fars.
O anúncio chega já depois de vários navios terem conseguido atravessar a via marítima nesta quarta-feira. A empresa de monitorização de navios MarineTraffic indicou hoje que foram registados "os primeiros sinais de atividade marítima" no estreito de Ormuz, depois de a passagem ter sido efetivamente bloqueada pelo Irão após a ofensiva militar dos EUA e de Israel no final de fevereiro.
A organização indicou que dois navios atravessaram o estreito, o que foi confirmado pela Fars, que refere que os dois navios receberam autorização do Irão para o efeito.
Principal oleoduto da Arábia Saudita atingido por ataque de drones
Um dos principais oleodutos do Médio Oriente, pertencente à Arábia Saudita, foi atingido esta quarta-feira por um ataque de drones. A notícia foi avançada pelo Financial Times e confirmada posteriormente pela Bloomberg, que cita uma fonte anónima familiarizada com o tema. Os danos ainda estão a ser avaliados.
Em causa está o Oleoduto Leste-Oeste, também conhecido por Petroline, que tem uma extensão de 1.200 quilómetros e que liga o campo petrolífero de Abqaiq, próximo do Golfo Pérsico, ao Mar Vermelho. Por este corredor energético passam cerca de sete milhões de barris por dia e tem sido utilizado pela Arábia Saudita para fugir ao bloqueio do estreito de Ormuz, desde que estalou no conflito no Médio Oriente no último dia de fevereiro.
Curiosamente, o oleoduto foi criado na década de 1980 durante a guerra que opôs o Irão ao Iraque e que levou a uma interrupção dos fluxos petrolíferos pelo estreito de Ormuz, onde, atualmente, passa cerca de 20% de todo o crude e gás natural consumidos pelo mundo.
Primeiros navios já terão atravessado o estreito de Ormuz
Os primeiros dois navios terão conseguido atravessar o estreito de Ormuz depois de alcançado o acordo de cessar-fogo entre os EUA e o Irão para uma trégua de duas semanas.
A empresa de monitorização de navios MarineTraffic indicou esta quarta-feira que foram registados "os primeiros sinais de atividade marítima" no estreito de Ormuz, depois de a passagem ter sido efetivamente bloqueada pelo Irão após a ofensiva militar dos EUA e de Israel.
A organização sugere que dois navios atravessaram o estreito – um com pavilhão da Grécia e outro registado na Libéria. A informação está a ser avançada pela CNN e BBC que, no entanto, não conseguiram confirmar a veracidade das informações.
A passagem pelo estreito tem sido um ponto de discórdia nas últimas semanas e, embora o plano a longo prazo para a rota permaneça incerto, o cessar-fogo temporário anunciado durante a última madrugada determina que o Irão o reabra.
Ao longo das últimas semanas alguns países tinham chegado a acordos bilaterais com o Irão para que os seus navios continuassem a utilizar aquela rota marítima global, incluindo o Paquistão, a Índia e as Filipinas.
EUA vai impôr tarifas a países que vendam armas ao Irão
Os países que forneçam armas ao Irão "vão ser imediatamente sujeitos a uma tarifa de 50% em todos os bens vendidos aos Estados Unidos, com efeito imediato", escreveu Donald Trump, na rede social Truth Social, sublinhando que a regra não terá exceções.
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