Ao minuto09.04.2026

Israel disponível para recuar no Líbano, diz JD Vance. Teerão afirma que cessar-fogo no país é "condição essencial"

Acompanhe os desenvolvimentos do dia no conflito no Médio Oriente.
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Foto: Jonathan Ernst/AP JD Vance, vice-presidente dos EUA Foto: Jose Luis Magana/ AP Ativistas protestam contra a guerra no Irão em Washington. Foto: Ali Haider/EPA Estreito ormuz Foto: Jose Luis Magana/ AP Ativistas protestam contra a guerra no Irão em Washington. Foto: Rod Lamkey/ AP Donald Trump visto através dos ecrãs da sala de imprensa da Casa Branca. Foto: Jose Luis Magana/ AP Ativistas protestam contra a guerra no Irão em Washington. Foto: Francisco Seco/ AP Um manifestante segura um retrato do líder iraniano Mojtaba Khamenei, após as notícias do cessar-fogo. Foto: Francisco Seco/ AP Iranianos reagem às notícias do cessar-fogo. Foto: Tom Williams Donald Trump fala à imprensa.
Negócios 08 de Abril de 2026 às 22:23
Últimos eventos
08.04.2026

EUA avaliam plano para punir países da NATO que não colaboraram na guerra com o Irão

A Administração Trump estará a avaliar um plano para punir alguns membros da NATO que considera não terem ajudado os EUA e Israel na guerra com o Irão, avançou o Wall Street Jornal, no dia em que o secretário-geral da organização, Mark Rutte, visita a Casa Branca.          

A proposta passa pela saída dos militares norte-americanos dos países da NATO que não colaboraram no esforço de guerra contra o Irão e colocá-los em países que apoiaram a ofensiva no Médio Oriente.      

O plano não inclui a saída da organização, como o Presidente dos EUA, Donald Trump, tem ameaçado, decisão que que não poderia tomar sem autorização do Congresso.

A esse respeito, a porta-voz da Casa Branca disse esta quarta-feira que “é algo que o Presidente tem discutido e penso que é algo que vai discutir dentro de algumas horas com o secretário-geral Rutte”.

08.04.2026

Cessar-fogo no Líbano é "condição essencial" do plano de paz, diz Presidente do Irão

O Presidente iraniano, Massoud Pezeshkian, afirmou esta quarta-feira  que um cessar-fogo no Líbano é uma das "condições essenciais" estabelecidas pelo Irão no seu plano de dez pontos, base para a trégua com os Estados Unidos.

Numa conversa telefónica com o homólogo francês Emmanuel Macron, Pezeshkian afirmou que "a aceitação do cessar-fogo por parte do Irão é um sinal claro da sua responsabilidade e da sua genuína disponibilidade para resolver conflitos através dos canais diplomáticos", segundo a agência de notícias ISNA.

O Presidente iraniano "enfatizou ainda a necessidade de um cessar-fogo no Líbano e reiterou que esta exigência era uma das condições essenciais do plano de dez pontos do Irão", adiantou a mesma fonte.

Donald Trump, Presidente norte-americano, descreveu este plano como "uma base viável para negociações" de paz com Teerão, durante a trégua de duas semanas acordada na noite de terça-feira.

08.04.2026

Israel disponível para recuar no Líbano para ajudar ao sucesso das negociações, diz JD Vance

O vice-presidente dos EUA, JD Vance, disse esta quarta-feira que os israelitas mostraram disponibilidade para se “conterem um pouco” no Líbano de forma a que as negociações com Teerão sejam bem-sucedidas.

O Irão denunciou a violação do acordo de cessar-fogo com os EUA depois de Israel ter lançado novamente ataques contra o Líbano, que terão causado mais de 250 mortos. O Presidente dos EUA, Donald Trump, disse depois que o país não faz parte do acordo de tréguas.

JD Vance reiterou que o Líbano não faz parte do acordo de tréguas e esclareceu que o recuo de Israel “não acontece porque isso faça parte do cessar-fogo. Penso que os israelitas estão a encaminhar-nos para o sucesso e, claro, veremos como correm as coisas nos próximos dias".

O vice-presidente dos EUA negou que o acordo não tenha sido cumprido pelos EUA e vai liderar a equipa negocial que participará nas primeiras conversações com Teerão em Islamabad, no Paquistão, agendadas para sábado, confirmou a porta-voz da Casa Branca esta quarta-feira.  

Sobre os três pontos que o Irão alega terem sido violados, JD Vance refere que “isso deve significar que há muitos pontos de acordo". O responsável referiu também os processos de cessar-fogo “são sempre confusos” e que há sempre “um pouco de instabilidade”.    

*Com agências

08.04.2026

Cessar-fogo "não marca o fim da campanha" contra Irão, diz Netanyahu

O primeiro-ministro israelita afirmou esta quarta-feira que está pronto para “retomar o combate a qualquer momento” contra o Irão, defendendo que o cessar-fogo acordado entre Washington e Teerão “não marca o fim da campanha” militar.

“Ainda temos objetivos a alcançar e iremos alcançá-los, seja através de um acordo, seja retomando os combates”, afirmou Benjamin Netanyahu num discurso transmitido pela televisão.

O cessar-fogo “não é o fim da campanha [mas sim] uma etapa no caminho que nos levará à concretização de todos os nossos objetivos”, acrescentou.

O primeiro-ministro israelita disse ainda que o cessar-fogo foi decidido “em plena coordenação” entre Washington e Telavive, garantindo que não foi apanhado de surpresa pelo aliado norte-americano.

“Não, eles não nos apanharam de surpresa à última hora”, acrescentou no mesmo discurso.

Também o ministro dos Negócios Estrangeiros israelita, Gideon Saar, considerou que “nada está acabado” apesar do cessar-fogo, em declarações a uma televisão israelita, argumentando que as posições entre os beligerantes americanos e iranianos estavam muito distantes.

“Não vejo como é possível aproximar as posições dos Estados Unidos e do Irão”, acrescentou, num momento em que o Estado judaico realizou ataques em larga escala contra o Líbano provocaram pelo menos 254 mortos e 1.165 feridos.

Os bombardeamentos israelitas no Líbano desencadearam uma série de reações retaliatórias por parte do Irão, que anunciou o fecho do Estreito de Ormuz. A Guarda Revolucionária, exército ideológico do Irão, ameaçou ripostar caso Israel não suspenda os ataques contra Beirute.

O ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi, disse entretanto que os Estados Unidos tinham duas opções: "Escolher entre o cessar-fogo ou continuar a guerra através de Israel".

"Não pode ter as duas coisas", afirmou, sublinhando que "os termos do cessar-fogo entre o Irão e os Estados Unidos são claros".

"O mundo assiste ao massacre no Líbano. A bola está no campo dos Estados Unidos e o mundo está atento para ver se cumprirão os seus compromissos", insistiu. 

O Paquistão, país mediador do conflito, tinha assegurado que o pacto alcançado para uma trégua de duas semanas era um “cessar-fogo imediato em toda a região, incluindo o Líbano e outros locais”.

As agências iranianas difundiram hoje uma notícia do The Wall Street Journal que refere que Teerão informou os mediadores de que a sua participação nas conversações com os Estados Unidos organizadas por Islamabad na sexta-feira depende da inclusão de um cessar-fogo no Líbano.

Islamabad confirmou a presença do Presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, para as conversações que irá acolher na sexta-feira e que deverão contar com o enviado especial dos Estados Unidos para o Médio Oriente, Steve Witkoff, e do genro do Presidente norte-americano, Donald Trump, Jared Kushner.

A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, confirmou hoje que a delegação norte-americana será liderada pelo vice-presidente, JD Vance, apesar de Donald Trump ter colocado em dúvida a presença do seu “número dois” numa entrevista telefónica com o jornal The New York Post.

O líder republicano disse que estavam em causa "questões de segurança" na ida de Vance até Islamabad, numa altura em que o vice-presidente esteve na Hungria para apoiar o primeiro-ministro ultranacionalista e candidato às eleições do próximo domingo, Viktor Orbán.

08.04.2026

Acordo de cessar-fogo com EUA foi violado, diz presidente do Parlamento iraniano

Menos de 24 horas depois de as tréguas terem sido anunciadas, o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad-Bagher Ghalibaf, disse que o acordo de cessar-fogo com os EUA foi violado em três dos pontos estabelecidos, num comunicado publicado no X.

O responsável refere que “a base de trabalho para as negociações” de que falou o Presidente dos EUA, Donald Trump, na terça-feira foi “aberta e claramente violada mesmo antes de as conversações começarem".

Nesta situação, refere Ghalibaf no comunicado, “um cessar-fogo ou negociações bilaterais não são razoáveis”.

O primeiro incumprimento está relacionado com os ataques de Israel ao Líbano, que Ghalibaf diz serem um incumprimento da proposta de cessar-fogo apresentada pelo primeiro-ministro paquistanês, Shebahz Sharif.

Apesar de Trump ter dito que o Líbano não estava incluído no acordo, o responsável iraniano diz que a inclusão foi “explicitamente referida” no acordo proposto por Sharif, que previa “um cessar-fogo imediato em todo o lado, incluindo no Líbano e outras regiões, com efeito imediato”.

A segunda cláusula que terá sido incumprida prende-se com a “entrada de um drone no espaço aéreo iraniano, que foi destruído na cidade de Lar na província de Fars”, o que viola a cláusula que proíbe a invasão espaço aéreo iraniano, diz o responsável.

Por último, Ghalibaf alega que também não foi cumprida a cláusula que estipulava o “direito do Irão ao enriquecimento” de urânio, que consta no ponto seis do acordo.

08.04.2026

Sobe para 254 mortos e 1.165 feridos balanço de ataques israelitas ao Líbano

A Defesa Civil libanesa elevou para 254 mortos e 1.165 feridos o balanço de uma vaga de bombardeamentos israelitas sem precedentes esta quarta-feira, em diversas zonas do Líbano, afirmando Israel ter atingido mais de 100 alvos em dez minutos.

O departamento de Media e Relações Públicas da Defesa Civil indicou que compilou o número de vítimas utilizando dados registados nos seus centros espalhados pelo Líbano, onde as suas equipas realizaram operações de resgate, transportaram feridos e resgataram cadáveres de vítimas nas áreas afetadas.

Segundo os registos, ao longo do dia de hoje, foram contabilizados 92 mortos e 742 feridos em Beirute; 61 mortos e 200 feridos nos subúrbios do sul da capital, conhecidos como Dahye; 18 mortos e 28 feridos na região oriental de Baalbek; e mais nove mortos e seis feridos na região setentrional de Hermel.

No distrito de Aley, a leste de Beirute, a Defesa Civil registou 17 mortos e seis feridos; ao passo que, no sul do Líbano, foram registados 57 mortos e 183 feridos nos distritos de Nabatieh, Sidon e Tiro.

08.04.2026

Trump diz que Líbano "não foi incluído" no acordo de cessar-fogo

Após os ataques de Israel ao Líbano, o Presidente dos EUA apontou que o país não foi incluído no cessar-fogo “por causa do Hezbollah”. “Isso também vai ser tratado. Está tudo bem”, disse Donald Trump numa entrevista à PBS News Hour.

Quando questionado sobre a continuação dos ataques israelitas ao Líbano, Trump afirmou que “faz parte do acordo. Todos o sabem. Essa é uma confusão à parte”.      

08.04.2026

Passagem de navios por Ormuz suspensa após ataques de Israel ao Líbano

A passagem de petroleiros pelo estreito de Ormuz terá sido suspensa na sequência dos ataques de Israel ao Líbano já depois de o cessar-fogo de duas semanas ter sido acordado, segundo a agência noticiosa semioficial iraniana Fars. 

O anúncio chega já depois de vários navios terem conseguido atravessar a via marítima nesta quarta-feira. A empresa de monitorização de navios MarineTraffic indicou hoje que foram registados "os primeiros sinais de atividade marítima" no estreito de Ormuz, depois de a passagem ter sido efetivamente bloqueada pelo Irão após a ofensiva militar dos EUA e de Israel no final de fevereiro. 

A organização indicou que dois navios atravessaram o estreito, o que foi confirmado pela Fars, que refere que os dois navios receberam autorização do Irão para o efeito.

08.04.2026

Principal oleoduto da Arábia Saudita atingido por ataque de drones

Um dos principais oleodutos do Médio Oriente, pertencente à Arábia Saudita, foi atingido esta quarta-feira por um ataque de drones. A notícia foi avançada pelo Financial Times e confirmada posteriormente pela Bloomberg, que cita uma fonte anónima familiarizada com o tema. Os danos ainda estão a ser avaliados. 

Em causa está o Oleoduto Leste-Oeste, também conhecido por Petroline, que tem uma extensão de 1.200 quilómetros e que liga o campo petrolífero de Abqaiq, próximo do Golfo Pérsico, ao Mar Vermelho. Por este corredor energético passam cerca de sete milhões de barris por dia e tem sido utilizado pela Arábia Saudita para fugir ao bloqueio do estreito de Ormuz, desde que estalou no conflito no Médio Oriente no último dia de fevereiro. 

Curiosamente, o oleoduto foi criado na década de 1980 durante a guerra que opôs o Irão ao Iraque e que levou a uma interrupção dos fluxos petrolíferos pelo estreito de Ormuz, onde, atualmente, passa cerca de 20% de todo o crude e gás natural consumidos pelo mundo. 

08.04.2026

Primeiros navios já terão atravessado o estreito de Ormuz

Os primeiros dois navios terão conseguido atravessar o estreito de Ormuz depois de alcançado o acordo de cessar-fogo entre os EUA e o Irão para uma trégua de duas semanas.

A empresa de monitorização de navios MarineTraffic indicou esta quarta-feira que foram registados "os primeiros sinais de atividade marítima" no estreito de Ormuz, depois de a passagem ter sido efetivamente bloqueada pelo Irão após a ofensiva militar dos EUA e de Israel.

A organização sugere que dois navios atravessaram o estreito – um com pavilhão da Grécia e outro registado na Libéria. A informação está a ser avançada pela CNN e BBC que, no entanto, não conseguiram confirmar a veracidade das informações.

A passagem pelo estreito tem sido um ponto de discórdia nas últimas semanas e, embora o plano a longo prazo para a rota permaneça incerto, o cessar-fogo temporário anunciado durante a última madrugada determina que o Irão o reabra.

Ao longo das últimas semanas alguns países tinham chegado a acordos bilaterais com o Irão para que os seus navios continuassem a utilizar aquela rota marítima global, incluindo o Paquistão, a Índia e as Filipinas.

08.04.2026

EUA vai impôr tarifas a países que vendam armas ao Irão

Os países que forneçam armas ao Irão "vão ser imediatamente sujeitos a uma tarifa de 50% em todos os bens vendidos aos Estados Unidos, com efeito imediato", escreveu Donald Trump, na rede social Truth Social, sublinhando que a regra não terá exceções.

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