Sócrates: Há uma linha vermelha na democracia. Chama-se "dignidade humana"

O antigo primeiro-ministro defendeu que há limites que não se podem ultrapassar em democracia.
João Miguel Rodrigues/Correio da Manhã
Diogo Cavaleiro 23 de Outubro de 2013 às 20:45

José Sócrates utilizou esta quarta-feira uma expressão proferida por Paulo Portas para dizer que nem tudo vale em democracia.

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Há limites, segundo declarou o ex-primeiro-ministro, que se devem impor a todos aqueles que dizem que não há alternativas, limites que se devem impor ao totalitarismo. Sócrates falava, especificamente, da tortura

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"Esse limite, essa linha vermelha, chama-se dignidade humana", declarou Sócrates na apresentação do livro "A confiança no mundo: sobre a tortura em democracia", que ocorreu esta quarta-feira no Museu da Electricidade, em Lisboa.

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Sócrates utilizou a expressão "linha vermelha" referindo que esta se encontra, actualmente, muito na moda, fazendo um sublinhado implícito à forma como Paulo Portas recusou a TSU sobre as pensões, no ano passado.

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Sobre o tema do livro, Sócrates afirmou que a tortura é uma história "infame" e por isso decidiu publicar a obra sobre o exercício da tortura em sistemas democráticos, resultante da tese de mestrado. O antigo primeiro-ministro quis questionar se a tortura é compatível com a democracia.

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