Trump bloqueia Estreito de Ormuz após fracasso das negociações
As negociações falharam. EUA e Irão não chegaram a um entendimento que leve a uma solução para a paz. E em vez de um fim do cessar-fogo de duas semanas acordado entre ambos os lados, com o retomar da ofensiva militar, Donald Trump decidiu atacar o Irão pela via financeira. Vai bloquear o Estreito de Ormuz.
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Na Truth Social, a rede social de que é dono, o presidente dos EUA anunciou que mandou “a Marinha dos EUA, a melhor do mundo, iniciar o processo de bloqueio da passagem de todos os navios que queiram entrar ou sair pelo Estreito de Ormuz”.
Esta decisão, diz Trump, tem “efeitos imediatos”, com os EUA a tentarem, assim, assumir o controlo de uma passagem com a qual o Irão tem procurado responder aos ataques militares norte-americanos e israelitas.
Presidente dos EUA
"O bloqueio começar muito em breve. Outros países vão ser envolvidos neste bloqueio“, acrescentou Trump sem, contudo, indicar quais são. "Não iremos permitir que o Irão lucre com este ato ilegal de extorsão", acrescentou.
O Estreito de Ormuz ficou bloqueado desde que o conflito arrancou, tendo alguns dos navios que se aventuraram na travessia sido atacados. Após o cessar-fogo, o Irão reabriu o Estreito, mas poucos navios o conseguiram atravessar. E o Irão chegou a exigir o pagamento de uma "portagem" em criptomoedas, sendo que os navios que pagaram vão ser perseguidos pelos EUA.
A Marinha dos EUA vai "procurar e intercetar todos os navios em águas internacionais que pagaram portagem ao Irão", disse Trump. “Ninguém que tenha pago uma portagem ilegal terá uma passagem segura no alto mar", atirou.
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Situado entre o Irão e Omã, liga o golfo Pérsico ao golfo de Omã e ao mar Arábico, tendo apenas 33 quilómetros de largura no ponto mais estreito. Contudo, as rotas de navegação para os petroleiros têm apenas cerca de três quilómetros de largura em cada direção.
É pelo Estreito de Ormuz que passa cerca de um quinto do petróleo consumido em todo o mundo, assim como 20% do gás natural liquefeito consumido ao nível global.
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As conversações de alto nível entre os EUA e o Irão terminaram após 21 horas, afirmou o vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, que se manteve em comunicação constante com o Presidente norte-americano, Donald Trump, e outros membros da Administração.
"A verdade é que precisamos de ver um compromisso afirmativo de que não irão procurar obter uma arma nuclear, nem irão procurar as ferramentas que lhes permitiriam alcançar rapidamente uma arma nuclear", disse. E isso não aconteceu.
O porta-voz do ministério iraniano dos Negócios Estrangeiros, Ismail Bagaei, referiu-se a "exigências excessivas" e "pedidos ilegais" apresentados pelos Estados Unidos ao Irão para o fracasso das negociações que terminaram sem que tivesse ficado agendado novo encontro.
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"O Irão não tem pressa e, a menos que os Estados Unidos aceitem um acordo razoável, não haverá alterações na situação do Estreito de Ormuz", tinha afirmado uma fonte iraniana não identificada, que participou nas negociações em Islamad, citada pela agência iraniana Meher.
A mesma fonte revela que "o Irão apresentou iniciativas e propostas razoáveis durante as conversações. Cabe agora aos Estados Unidos abordar os temas com realismo. Tal como o Governo norte-americano falhou nos seus cálculos bélicos, até agora também se tem enganado nas negociações".
(Notícia atualizada às 14h30 com mais informação)
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