Autarquias Candidato do PSD para Lisboa? Só em Março

Candidato do PSD para Lisboa? Só em Março

Ainda vai demorar algumas semanas até ser conhecido o nome do candidato do PSD à câmara de Lisboa. Dirigentes do PSD chegaram a antecipar que haveria novidades ainda em Janeiro, mas o processo não correu com a rapidez que se esperava.
Candidato do PSD para Lisboa? Só em Março
Paulo Duarte
Bruno Simões 08 de fevereiro de 2017 às 18:35

A candidatura do PSD à câmara de Lisboa está a tornar-se um problema cada vez mais complicado. O partido estava confiante que teria encontrado um candidato em Janeiro, e nessa ocasião anunciou-se até que a candidatura já estava na fase de contactos finais junto de quatro pessoas. Porém, as coisas correram mal nessa altura e, agora, fonte do partido já diz que o mais provável é o candidato só aparecer em Março, mesmo a queimar o prazo máximo dado por Passos Coelho.

 

A 12 de Janeiro, durante um evento em Cascais, Carlos Carreiras deu várias pistas sobre o rumo que o PSD estava a seguir na capital: além de esclarecer pela primeira vez que não era provável o partido apoiar Assunção Cristas, porque não deveria apoiar uma mulher, o coordenador autárquico do PSD explicou que o partido estava a conversar com "quatro pessoas" a quem fora transmitido "que há interesse em que participem" na equipa que poderá gerir a câmara. O cabeça-de-lista sairia desses quatro nomes, afiançou, e teria "notoriedade nacional".

 

Na ocasião, o presidente da distrital do PSD de Lisboa, Miguel Pinto Luz, admitia que podia ser uma questão de semanas até se conhecer o nome do candidato à câmara de capital, que estava a ser ultimado. "Estamos à espera de respostas", enquadrou.

 

"Falta fazer a convergência das propostas do candidato e do partido", precisou então Carlos Carreiras, que acreditava até que o processo poderia estar terminado até ao fim de Janeiro, a tempo de incluir o candidato à capital na primeira leva de candidaturas homologadas pela direcção nacional do partido. Só que isso não aconteceu: nas 46 candidaturas já apresentadas, a principal câmara a ter luz verde a nível nacional foi a do Porto, com a candidatura de Álvaro Almeida.

 

Então o que é que aconteceu? Fonte do PSD explica ao Negócios que as coisas correram mal junto dessas quatro pessoas, ou seja, estas não terão aceitado o convite dos social-democratas. O processo continua nas mãos de Passos Coelho, e as previsões para o aparecimento de "fumo branco" foram revistas em alta. Neste momento, o partido conta resolver apenas as candidaturas a Loures e Odivelas até ao final deste mês. Lisboa e também Oeiras – onde o apoio a Paulo Vistas ainda está a ser decidido – deverão ser anunciadas "muito provavelmente" apenas em Março.

 

O presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, tem reiterado que o partido tem até 31 de Março para apresentar um candidato à capital. A cumprirem-se estes novos calendários, o candidato deverá surgir já bem perto do prazo máximo imposto pelo seu presidente.

 

Um desfile de nomes… e de negas

 

Têm sido frequentes as notícias das diversas negas que o partido tem levado para uma candidatura à capital. Pedro Santana Lopes, que era o candidato desejado pela concelhia, pela distrital e pela direcção nacional do partido, decidiu, depois de um longo suspense, que não ia disputar Lisboa com Fernando Medina. A partir daí, o partido ter-se-á já virado para José Eduardo Martins (que coordena o programa eleitoral à capital), José Eduardo Moniz ou até Carlos Barbosa, escreveu o Expresso.

 

Pelo meio, o PSD terá considerado seriamente apoiar a candidatura de Assunção Cristas, líder do CDS, que anunciara logo em Setembro do ano passado – a um ano das autárquicas, que se realizam em Setembro/Outubro – que iria disputar a câmara de Lisboa. Maria Luís Albuquerque foi dada como plano B caso Santana desistisse da candidatura e até mesmo Passos Coelho foi desafiado a avançar por um dirigente da concelhia do PSD de Lisboa.

 

Qualquer que seja a decisão, Passos tem, assim, pouco mais de um mês e meio para encontrar um candidato.




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