Confiança das famílias segue a subir no arranque do ano. Na Zona Euro disparou para máximos
A confiança dos consumidores continuou a subir no arranque deste ano, com as famílias a mostrarem-se mais otimistas quanto à evolução da sua situação financeira e perspetivas futuras de realização de compras e da economia do país. Já as empresas mostram-se mais pessimistas.
Segundo os inquéritos de conjuntura divulgados nesta quinta-feira, 29 de janeiro, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), o indicador de confiança dos consumidores continuou a melhorar em janeiro, depois de ter crescido de "forma ténue em dezembro".
PUB
As famílias mostraram-se mais confiantes "em todas as componentes" do indicador, diz o INE: perspetivas sobre a evolução futura da realização de compras importantes por parte das famílias, da situação financeira do agregado familiar e da situação económica do país e das opiniões sobre a evolução passada da sua condição (nestes dois últimos pontos com melhorias muito ligeiras). Os consumidores também antecipam uma melhoria na evolução dos preços.
Ainda assim, o nível de confiança das famílias continua em níveis negativos, embora abaixo da média da série histórica do INE, que se iniciou em 1997.
Por outro lado, o indicador de clima económico, que mede a confiança das empresas, diminuiu em janeiro, invertendo a tendência de melhoria dos dois meses anteriores.
PUB
Os indicadores de confiança diminuíram no Comércio, na Indústria Transformadora e nos Serviços, tendo aumentado na Construção e Obras Públicas.
Relativamente ao setor do Comércio, o indicador de confiança diminuiu em janeiro pela segundo mês consecutivo, com as empresas a mostrarem-se menos otimistas quanto ao volume de vendas e das perspetivas sobre a atividade nos próximos três meses.
A confiança também recuou na Indústria, com as empresas do setor a mostrarem reservas quanto à evolução da procura global, num contexto de incerteza e de custos acrescidos com as tarifas, e à sua própria produção.
PUB
Nos serviços, as perspetivas de evolução da procura, da carteira de encomendas e sobre a atividade deixaram as empresas do setor também menos confiantes.
O único setor que se destacou pela positiva foi o da Construção e Obras Públicas, que aumentou em janeiro, com as empresas a esperarem conseguir empregar mais trabalhadores, após ter recuado em dezembro.
PUB
Os dados para a União Europeia (UE) e Zona Euro, divulgados pela Comissão Europeia também nesta quinta-feira, mostram uma melhoria significativa no indicador de sentimento económico (que mede a confiança do conjunto da economia). Se na totalidade dos 27 Estados-membros houve um aumento de 1,9 pontos, nos países da moeda única disparou 2,2 pontos, ficando nos 99,2 e 99,4, respetivamente.
Isto significa que a confiança na UE e na Zona Euro aproximou-se de forma expressiva da sua média de longo prazo (que assume, no indicador, o nível 100), atingindo o nível mais positivo dos últimos anos (desde junho de 2022 na UE e desde janeiro de 2023 na Zona Euro).
Também o indicador de expectativas de emprego melhorou face a dezembro, tanto na UE como na Zona Euro, para níveis que são os mais altos dos últimos 12 meses.
PUB
Saber mais sobre...
Saber mais Empresa Famílias Confiança do consumidor Economia negócios e finanças Instituto Nacional de Estatística União EuropeiaMais lidas
O Negócios recomenda