Confiança das famílias segue a subir no arranque do ano. Na Zona Euro disparou para máximos

Dados do INE mostram consumidores mais otimistas em janeiro. Em sinal contrário, as empresas mostram-se menos confiantes, à exceção do setor da construção e obras públicas. Na Zona Euro a confiança disparou para máximos de três anos.
Consumidores mostram-se mais confiantes em janeiro.
Susana Paula 10:42

A confiança dos consumidores continuou a subir no arranque deste ano, com as famílias a mostrarem-se mais otimistas quanto à evolução da sua situação financeira e perspetivas futuras de realização de compras e da economia do país. Já as empresas mostram-se mais pessimistas.

Segundo os  divulgados nesta quinta-feira, 29 de janeiro, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), o indicador de confiança dos consumidores continuou a melhorar em janeiro, depois de ter crescido de "forma ténue em dezembro". 

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As famílias mostraram-se mais confiantes "em todas as componentes" do indicador, diz o INE: perspetivas sobre a evolução futura da realização de compras importantes por parte das famílias, da situação financeira do agregado familiar e da situação económica do país e das opiniões sobre a evolução passada da sua condição (nestes dois últimos pontos com melhorias muito ligeiras). Os consumidores também antecipam uma melhoria na evolução dos preços.

Ainda assim, o nível de confiança das famílias continua em níveis negativos, embora abaixo da média da série histórica do INE, que se iniciou em 1997.

Por outro lado, o indicador de clima económico, que mede a confiança das empresas, diminuiu em janeiro, invertendo a tendência de melhoria dos dois meses anteriores.

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Os indicadores de confiança diminuíram no Comércio, na Indústria Transformadora e nos Serviços, tendo aumentado na Construção e Obras Públicas.

Relativamente ao setor do Comércio, o indicador de confiança diminuiu em janeiro pela segundo mês consecutivo, com as empresas a mostrarem-se menos otimistas quanto ao volume de vendas e das perspetivas sobre a atividade nos próximos três meses.

A confiança também recuou na Indústria, com as empresas do setor a mostrarem reservas quanto à evolução da procura global, num contexto de incerteza e de custos acrescidos com as tarifas, e à sua própria produção. 

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Nos serviços, as perspetivas de evolução da procura, da carteira de encomendas e sobre a atividade deixaram as empresas do setor também menos confiantes.

O único setor que se destacou pela positiva foi o da Construção e Obras Públicas, que aumentou em janeiro, com as empresas a esperarem conseguir empregar mais trabalhadores, após ter recuado em dezembro.

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também nesta quinta-feira, mostram uma melhoria significativa no indicador de sentimento económico (que mede a confiança do conjunto da economia). Se na totalidade dos 27 Estados-membros houve um aumento de 1,9 pontos, nos países da moeda única disparou 2,2 pontos, ficando nos 99,2 e 99,4, respetivamente. 

Isto significa que a confiança na UE e na Zona Euro aproximou-se de forma expressiva da sua média de longo prazo (que assume, no indicador, o nível 100), atingindo o nível mais positivo dos últimos anos (desde junho de 2022 na UE e desde janeiro de 2023 na Zona Euro).

Também o indicador de expectativas de emprego melhorou face a dezembro, tanto na UE como na Zona Euro, para níveis que são os mais altos dos últimos 12 meses. 

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