Economia da Zona Euro cresce 0,1% no primeiro trimestre após conflito no Médio Oriente

Economia dos países da moeda única abrandou e ficou praticamente estagnada após o conflito do Médio Oriente. Crescimento foi superior ao verificado em Portugal.
Economia da Zona Euro ficou praticamente estagnada no primeiro trimeste.
Philipp von Ditfurth / picture-alliance / dpa / AP Images
Susana Paula 10:13

A economia da Zona Euro cresceu 0,1% no primeiro trimestre deste ano em comparação com o trimestre anterior, ficando praticamente estagnada e abrandando face ao avanço registado no final de 2025. O crescimento registado nos países da moeda única é superior ao da

Segundo no primeiro trimestre de 2026 o PIB cresceu 0,1% na Zona Euro e na União Europeia em comparação com o trimestre anterior. 

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Assim, a economia dos países da moeda única escapou por muito pouco à estagnação, mas não foi capaz de evitar que os efeitos do conflito do Médio Oriente, através de um subida do preço dos bens energéticos, levasse a um abrandamento face ao trimestre anterior, quando cresceu 0,2% (também na UE).

O crescimento registado na Zona Euro foi ligeiramente superior ao de Portugal. No primeiro trimestre, a economia portuguesa registou uma variação nula. Entre os países da UE, a Finlândia (+0,9%), a Hungria (+0,8%), a Estonia e Espanha (ambas com +0,6%) foram os que mais cresceram. No sentido oposto, os piores desempenhos foram registados na Irlanda (-2%), na Lituânia (-0,4%) e na Suécia (-0,2%).

Já comparando em termos homólogos, ou seja, com o mesmo trimestre do ano anterior, o PIB aumentou 0,8% na Zona Euro e 1% na UE. Também aqui há um abrandamento já que, no trimestre anterior, a Zona Euro e a UE tinham crescido 1,3% e 1,4% em termos homólogos e respetivamente.

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Os dados do PIB da Zona Euro são importantes para que o Conselho de Governadores do Banco Central Europeu, reunido nesta quinta-feira em Frankfurt, possa decidir sobre os próximos passos da política monetária. O choque energético que advém do conflito do Médio Oriente agravou os receios de estagflação - com fraco crescimento económico - na UE, o que pode limitar a ação dos banqueiros centrais.

(Notícia atualizada com mais informação às 10:28)


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