Inflação na Zona Euro acelera em fevereiro mas fica ainda abaixo da meta do BCE

Estimativa rápida do Eurostat revela que a taxa de inflação na Zona Euro terá acelerado duas décimas para 1,9% em fevereiro. Valor está ainda abaixo da meta do BCE. Receios de uma nova subida da inflação adensam-se com a escalada no Médio Oriente.
Variação homóloga da taxa de inflação na Zona Euro acelerou para 1,9% em fevereiro.
Vasco Neves
Joana Almeida 10:14

A variação homóloga da taxa de inflação na Zona Euro terá acelerado para 1,9% em fevereiro, segundo a  do Eurostat divulgada esta terça-feira. A confirmar-se esse valor, a inflação nos países da moeda única terá aumentado duas décimas face ao registado no arranque do ano, mas ficou ainda abaixo da meta dos 2% definida pelo Banco Central Europeu (BCE) para a estabilidade de preços. 

Entre as quatro grandes componentes do índice harmonizado de preços no consumidor (IHPC), os serviços terão registado a maior aceleração homóloga dos preços em fevereiro, continuando a concentrar atenções dos bancos centrais. O IHPC relativo aos serviços terá subido de 3,2% para 3,4%, interrompendo a trajetória decrescente dos últimos dois meses. Os restaurantes e hotéis estão entre os serviços que mais têm contribuído para a subida dos preços de venda ao consumidor.

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Também o índice relativo aos bens industriais não energéticos terá registado uma nova aceleração em fevereiro, tendo passado de 0,4% em janeiro para 0,7% em fevereiro, segundo a do Eurostat.

Por outro lado, o IHPC relativo aos alimentos, álcool e tabaco ter-se-á mantido estável em fevereiro nos 2,6%. Em terreno negativo, o IHPC relativo aos produtos energéticos terá passado de -4% para -3,2% em fevereiro. Isso significa que, embora os preços da energia continuem mais baratos do que o registado há um ano, estão agora a cair menos do que no arranque do ano.

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O e seguido pelo , está a levantar preocupações em relação a uma eventual escalada da inflação. O economista-chefe do Banco Central Europeu (BCE), Philip Lane, referiu, em entrevista ao Financial Times, que um conflito prolongado no Médio Oriente pode levar à Philip Lane diz que o BCE está a acompanha a evolução do conflito e que as implicações para a inflação vai depender da "magnitude e da duração" do conflito.

Em fevereiro, a inflação subjacente da Zona Euro – que exclui os produtos que estão mais sujeitos a grandes variações de preços (produtos energéticos e alimentos, álcool e tabaco) – terá acelerado de 2,2% para 2,4%. Esta nova aceleração interrompeu dois meses de alívio na chamada "inflação crítica", que se seguiram a três meses em que essa se manteve inalterada. Este é um dos indicadores de eleição do BCE para decidir novas mexidas nos juros para travar a inflação, já que permite perceber até que ponto é que a inflação "contaminou" setores mais críticos, como educação e saúde.

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Entre os , a variação homóloga do IHPC terá acelerado em 12 países, estabilizou num (Bélgica) e desacelerou em oito. Portugal foi um dos países onde o IHPC terá acelerado, tendo passado de 1,9% para 2,1% em fevereiro, segundo a estimativa rápida do Eurostat. 

As variações homólogas da taxa de inflação mais elevadas foram registadas na Eslováquia (4%), Croácia (3,9%) e Letónia (3,2%). Em sentido contrário, as taxas de inflação mais baixas foram observadas em Chipre (0,9%), França (1,1%) e Bélgica (1,4%).

(notícia atualizada às 10h51)

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