Inflação na Zona Euro caiu abaixo dos 2% em dezembro
A inflação na Zona Euro desceu para 1,9% em dezembro, segundo o valor definitivo revelado nesta segunda-feira pelo Gabinete de Estatísticas da União Europeia (Eurostat). O valor representa uma descida de 0,1 pontos percentuais face ao valor da estimativa rápida (2,0%) e de 0,2 pontos percentuais face à inflação registada em novembro (que foi de 2,1%). O indicador fica significativamente abaixo do valor registado no período homólogo, isto é, em dezembro de 2024 (na altura nos 2,4%).
Excluindo apenas a energia, a inflação foi de 2,3% no grupo de 20 países que partilha a moeda única (em dezembro a Bulgária ainda não se tinha juntado ao Euro), e excluindo também a comida não processada, o valor foi de 2,3%. Esta é a chamada inflação subjacente (core), que exclui os preços de produtos mais voláteis.
PUB
Segundo a análise do Eurostat, as subidas nos preços em dezembro vieram sobretudo do setor dos serviços (aumento de 3,4%) e da comida, álcool e tabaco (aumento de 2,5%), enquanto o preço dos bens energéticos recuou 1,9% e o dos bens industriais não energéticos avançou 0,4%.
Já o índice de preços harmonizados no consumidor (IPHC) da União Europeia, conjunto de 27 países, foi de 2,3% em dezembro, ficando abaixo dos 2,4% registados em novembro de 2025. Na variação homóloga registou-se um decréscimo de 0,3 pontos percentuais (tinha sido de 2,7% em dezembro de 2024).
Em dezembro, a Roménia (8,6%), Eslováquia (4,1%) e Estónia (4,0%) registaram as maiores subidas nos preços no consumidor. Chipre (0,1%), França (0,7%) e Itália (,12%) registaram as menores subidas
PUB
O valor da inflação na Zona Euro termina assim o ano abaixo dos 2%, que é a meta traçada pelo Banco Central Europeu (BCE) para este indicador económico.
Em Portugal, o ritmo de crescimento dos preços praticamente estabilizou em 2025, com a inflação a descer para 2,3%, apenas 0,1 pontos percentuais abaixo dos 2,4% registados em 2024.
(Notícia atualizada às 10:25 horas com mais informação)
PUB
O silêncio na era do ruído
Inadmissível demagogia
Mais lidas
O Negócios recomenda