Santos Silva avisa sobre "euforia" dos resultados e diz que "restrição orçamental não terminou"

O ministro dos Negócios Estrangeiros explicou que o país tem por vezes sequências de ciclos de depressão e euforia, habito que considerou nefasto. "A restrição orçamental não terminou, as variáveis financeiras não passaram a ser secundárias," acrescentou.
augusto santos silva ministra negócios estrangeiros
Miguel Baltazar/Negócios
Lusa 22 de Dezembro de 2016 às 12:35

O ministro dos Negócios Estrangeiros avisou hoje que Portugal não pode deixar-se levar pela "euforia" perante os bons resultados de 2016 e lembrou que "a restrição orçamental não terminou".

No discurso de abertura do IV Encontro Anual do Conselho da Diáspora Portuguesa, que decorre hoje em Cascais, Augusto Santos Silva pediu aos conselheiros que façam como a Comissão de Valores Mobiliários e "parem de negociar".

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"Quando as acções começam a descer muito para-se a negociação, quando as acções começam a subir muito, também se deve parar a negociação", disse aos conselheiros, portugueses residentes no estrangeiro com relevância em áreas como Economia, Cultura, Ciência e Cidadania.

Em declarações à Lusa no final, o governante explicou que o país tem por vezes sequências de ciclos de depressão e euforia, habito que considerou nefasto.

"Temos tido resultados muito positivos ao longo de 2016, seja do ponto de vista da estabilidade social e política seja do ponto de vista dos indicadores económicos e orçamentais, mas não podemos ser levados pela euforia e não podemos desvalorizar a importância de continuar um esforço de consolidação orçamental e de enfrentar os problemas económicos e financeiros que ainda temos".

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O ministro recordou que "a restrição orçamental não terminou, as variáveis financeiras não passaram a ser secundárias", pelo que é preciso "manter o esforço e a partir daí alavancar" os esforços no domínio económico e social.

Sobre as áreas que exigem esforços adicionais, Santos Silva disse que é preciso progredir na qualificação, na capitalização das empresas, é preciso abordar os problemas de inovação, de coesão territorial e social.

"Precisamos de progredir, e muito, na inovação e na qualidade da organização e da gestão do nosso tecido económico, precisamos de progredir muito no ponto de vista da coesão territorial e do ponto de vista da coesão social", insistiu.

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