Consumidores da Zona Euro arrancam o ano ligeiramente mais otimistas
Indicador de confiança dos consumidores da Zona Euro melhorou oito décimas em janeiro, depois de os dois últimos meses de 2025 terem sido marcados por um maior pessimismo. Confiança dos consumidores da UE também aumentou. Mas os valores continuam abaixo da média de longo prazo.
Os consumidores da Zona Euro estão ligeiramente mais otimistas em relação à evolução da atividade económica nos próximos meses. É o que indica a estimativa rápida do indicador de confiança dos consumidores, divulgada esta quinta-feira pela Comissão Europeia, depois de a forte incerteza no contexto internacional ter ditado uma quebra um maior pessimismo dos europeus no conjunto do ano passado.
Os dados preliminares da direção-geral dos assuntos económicos (DG ECFIN) da Comissão Europeia indicam que, em janeiro, o indicador de confiança dos consumidores da Zona Euro aumentou oito décimas face ao mês de dezembro, para -12,4 pontos. Como o valor é negativo, isso significa que a maioria dos consumidores europeus continuam a estar pessimistas em relação ao futuro, mas o saldo das respostas aos inquéritos da Comissão Europeia é agora ligeiramente menos negativo do que em dezembro.
Apesar dessa melhoria, a confiança dos consumidores dos países da moeda única "continua abaixo da média de longo prazo", que ronda os -10 pontos. O indicador da DG ECFIN é medido numa escala de -100 (confiança muito baixa) a 100 (confiança muito alta), em que 0 é o valor intermédio que marca a "fronteira" entre pessimismo e otimismo.
Nos últimos dois meses de 2025, a confiança dos consumidores da Zona Euro tinha caído. É de notar que, com a adesão da Bulgária à moeda única no início de 2026, esta é a primeira vez que esta estimativa considera também as respostas dos consumidores búlgaros. Por essa razão, os resultados anteriores foram "ligeiramente revistos" para refletir melhor o novo equilíbrio de forças na Zona Euro, nomeadamente com a atualização da ponderação de cada país na medição da confiança dos consumidores.
Considerando os consumidores dos 27 Estados-membros, verifica-se que o indicador de confiança conjunto também melhorou. No primeiro mês do ano, o indicador da União Europeia (UE) subiu também oito décimas, fixando-se em -11,7 pontos. O valor fica também abaixo da média histórica.
O indicador de confiança dos consumidores é calculado considerados os saldos das respostas dos consumidores a quatro questões: se a situação financeira do agregado melhorou nos últimos 12 meses e qual a expectativa para os próximos 12; como avaliam a situação económica geral do país; e se pretendem gastar mais ou menos dinheiro em compras importantes (nomeadamente bens duradouros) nos próximos meses. Neste caso, o inquérito foi feito entre os dias 1 e 21 de janeiro.
Por ser uma estimativa rápida, os dados agora divulgados ainda não permitem perceber como evoluiu o indicador de confiança dos consumidores em cada um dos Estados-membros no arranque do ano. Também por isso, ainda não é possível analisar a confiança das empresas, pelos quatro principais setores de atividade (indústria, construção, comércio e serviços).
Em Portugal, os últimos dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) revelam que os consumidores terminaram o ano de 2025 mais otimistas, ao passo que as empresas ligadas aos setores da indústria, construção e comércio) terminaram o ano mais pessimistas.
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