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Dívida pública cai para mínimos de finais de 2012

A dívida pública portuguesa estava até Junho nos 128,9% do produto interno bruto (PIB), um valor mais baixo do que os 129,6% registados nos primeiros três meses do ano e que representa o mínimo desde o final de 2012.

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O poder que teve ao dividir o BES em banco mau e Novo Banco é o que delapida o seu poder. O governador do Banco de Portugal foi este ano reconduzido no cargo, mas inicia o segundo mandato com menos poder formal e de facto. Sobem de tom as críticas e sofisticam-se os raciocínios sobre o que não fez para impedir que o BES chegasse onde chegou. Perspectivam-se anos, se não décadas, de litígios. E o centro nevrálgico da supervisão mudou-se para Frankfurt. A sua manutenção, embora sem consenso no Governo, revela que mantém algum poder.
Nuno Aguiar naguiar@negocios.pt 20 de Agosto de 2015 às 14:24
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Continua a tendência de ligeira melhoria do endividamento do sector público. Segundo os dados publicados esta manhã, 20 de Agosto, pelo Banco de Portugal, a dívida das Administrações Públicas portuguesas caiu pelo segundo trimestre consecutivo, para 128,9% do PIB, o que corresponde ao valor mais baixo desde o último trimestre de 2012.

Depois de ter seguido uma trajectória quase ininterrupta de agravamento até ao final do segundo trimestre de 2013, a dívida pública iniciou um processo de estagnação, com avanços e recuos, tendo conseguido agora, pela primeira vez, dois trimestres consecutivos de descida.

O boletim estatístico do Banco de Portugal mostra que a dívida pública na óptica de Maastricht atingiu os 210.736 milhões de euros em Junho. Um valor que até é superior aos 208.905 milhões de Março, mas que, em percentagem do PIB, revela um desagravamento, descendo dos 129,6% para os 128,9%. Apesar da melhoria, a continuar este ritmo de descida, o ano terminará sem que sejam cumpridos os objectivos inscritos pelo Governo no Programa de Estabilidade, de uma dívida de 124,2% do PIB.

Recorde-se que, até 2008, a dívida pública portuguesa não se destacava significativamente face aos restantes parceiros europeus. Seria com a crise financeira internacional que assistiríamos ao início da escalada que foi, depois disso, agravada com a crise da dívida da Zona Euro, bem como com as recessões da economia nacional (que prejudicaram o indicador em percentagem do PIB). 

(Notícia actualizada às 17h12 para substituir Instituto Nacional de Estatística por Banco de Portugal, a entidade que publicou hoje estes dados)

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