pixel

Negócios: Cotações, Mercados, Economia, Empresas

Notícias em Destaque

Portugal negoceia com Bruxelas "fórmulas" para executar PRR nas zonas atingidas pelo mau tempo

Primeiro-ministro garantiu que "foi feito tudo o que foi possível" e que ainda não é exequível dar um prazo para que as zonas mais afectadas regressem à normalidade.

O primeiro-ministro garante que tudo está a ser feito para recuperar zonas mais atingidas.
O primeiro-ministro garante que tudo está a ser feito para recuperar zonas mais atingidas. Filipe Amorim/Lusa
Negócios 15:05

O primeiro-ministro anunciou este domingo que Portugal está a discutir com a Comissão Europeia "fórmulas" que permitam executar todos os projetos ao abrigo do PRR e admitiu que, neste momento, não é possível saber quando será reposta a normalidade nas zonas mais atingidas pela tempestade Kristin.

"Estamos em contacto com a Comissão Europeia para encontrar o melhor modelo para garantir" que o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) é executado, referindo-se aos projetos em curso nas zonas mais afetadas pelo mau tempo dos últimos dias. "Estamos com algumas fórmulas em discussão" adiantou sem detalhar.

Questionado sobre os prazos apertados, Luís Montenegro assegurou que "não vamos deixar de executar os projetos de ter acesso ao financiamento" previsto para o país. Aos jornalistas no final do Conselho de Ministros extraordinário que aprovou um conjunto de medidas de apoio, o chefe do Governo garantiu que "não queremos e não vamos deixar de executar nenhum investimento que está em curso ao abrigo do PRR."

Questionado sobre a necessidade de alterar o cenário macroeconómico, nomeadamente metas de crescimento do produto interno bruto (2,3%) ou do ligeiro excedente orçamental (0,1% do PIB), Montenegro respondeu que "neste momento não é a nossa preocupação", apontando para a ajuda "às pessoas e as instituições – públicas e privadas. Estamos a agir em várias frentes umas com decisões que são imediatas."

Sobre esta matéria, o primeiro-ministro indicou que algumas das medidas de apoio financeiro estarão "disponíveis já na próxima semana", nomeadamente a linha de crédito à tesouraria das empresas, mas também a "colaboração da indústria da construção", assegurando que "foi feito tudo o que foi possível fazer para prevenir" os efeitos da tempestade e "atempadamente fazer face a uma situação" imprevisível. Mas garantiu que "não teremos nenhuma questão em aprofundar uma reflexão no futuro."

Apesar de não ter sido questionado, Luís Montenegro reconheceu que, nesta fase, é impossível prever quando a "situação vai estar integralmente reposta", justificando com o facto de estar dependente da capacidade de resposta "de quem está no terreno a resolver problemas cuja complexidade técnica" é grande.

Ver comentários
Publicidade
C•Studio