Exportações de bens caem 1,7% em novembro. Importações tropeçam 7,9%
Em novembro, Portugal exportou um total de 6.668 milhões de euros em mercadorias e importou 8.659 milhões. Queda nas exportações foi explicada sobretudo pela diminuição nas vendas de combustíveis devido à paragem de unidades da refinaria nacional. Saldo comercial manteve-se negativo, mas teve um alívio de 629 milhões.
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As exportações portuguesas de bens caíram 1,7%, em termos homólogos, em novembro, segundo os dados divulgados esta sexta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). A queda homóloga a um mês de terminar o ano foi acompanhada por um decréscimo ainda mais expressivo do lado das importações de bens, o que permitiu reduzir o défice comercial português.
Os dados do INE revelam que, em novembro, Portugal vendeu ao exterior um total de 6.668 milhões de euros em mercadorias, um valor que compara com 6.828 milhões registados no mês anterior. Em sentido contrário, as importações de bens diminuíram 7,9% para 8.659 milhões. Em ambos os fluxos, tinham sido observadas no mês anterior quedas mas menos expressivas do que as observadas em novembro (-2,9 e -3,6%, respetivamente).
Com as importações a caíram mais do que as exportações em novembro, o défice da balança comercial de bens teve um desagravamento de 629 milhões de euros, tendo-se fixado em 1.991 milhões.
Essa evolução é, no entanto, menos positiva quando excluídas as transações sem transferência de propriedade (ou seja, com vista ou na sequência de trabalhos por encomenda, com vista ao processamento ou transformação de bens pertencentes a outros países). Sem contar com esse tipo de trabalhos, as exportações caíram 6,2%, enquanto a diminuição das importações foi menos pronunciada (-2,8%). Assim, o défice comercial sem considerar esse tipo de trabalhos teve um agravamento de 167 milhões.
A penalizar mais as exportações estiveram os combustíveis e lubrificantes, que caíram 64,4%, "refletindo essencialmente uma redução em volume das transações desta categoria (-66,2%), apesar de se ter observado um aumento dos preços (+5,5%)". Este comportamento das exportações de combustíveis estará associado, "em larga medida, à paragem de unidades da refinaria nacional". Quando excluída esta categoria de produtos, a trajetória das exportações inverte-se, tendo-se observado um crescimento de 2,5%.
Em contrapartida, verificou-se um aumento de 6,9% nas exportações de fornecimentos industriais impulsionado, em grande medida, pelo "aumento das quantidades de produtos químicos exportados para a Alemanha, maioritariamente no âmbito de transações com vista a trabalho por encomenda".
Entre os principais países parceiros comerciais nacionais, destacou-se o decréscimo das vendas para Espanha (-6,9%), "maioritariamente pela diminuição das exportações de combustíveis e lubrificantes". A diminuição das vendas de combustíveis (sobretudo gasolina) pesou também nas exportações para os Estados Unidos, que encolheram 20,8% em novembro face a igual período do ano anterior. Por outro lado, destacou-se o acréscimo nas exportações para a Alemanha (+13,3%), devido sobretudo as vendas de produtos químicos.
Do lado das importações, o INE realça o decréscimo dos fornecimentos industriais (-18,0%), "maioritariamente produtos químicos provenientes da Irlanda, associados maioritariamente a transações sem transferência de propriedade". Destacam-se também os decréscimos dos combustíveis e lubrificantes (-24,2%), "maioritariamente óleos brutos de petróleo, refletindo tanto a redução em volume (-14,7%), justificada pela paragem de unidades da refinaria nacional, como a descida dos preços (-11,1%)".
Tendo em conta os principais países parceiros, o decréscimo das importações provenientes da Irlanda (-87,4%), evidenciando-se os produtos químicos, "sobretudo, em resultado de transações com visto a trabalhos por encomenda".
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