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Inflação na zona euro sobe aos dois dígitos. Atingiu 10,7% em outubro

Estimativa rápida do Eurostat aponta para que a inflação tenha atingiu um novo máximo na zona euro, subindo pela primeira vez aos dois dígitos. Portugal continua ligeiramente abaixo da média dos países do euro.

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alimentos, alimentação, comida, preços, inflação, supermercado GettyImages
31 de Outubro de 2022 às 10:23

A taxa de inflação na zona euro atingiu uma variação homóloga de 10,7% em outubro, segundo a estimativa rápida do Eurostat divulgada esta segunda-feira. Este é o valor mais elevado desde a criação da moeda única e corresponde a uma subida de 0,8 pontos percentuais face ao registado no mês de setembro.

Depois de o Eurostat ter revisto em baixa a taxa de inflação registada em setembro para 9,9% (quando inicialmente estimava que tivesse chegado aos 10%), esta é a primeira vez que a variação homóloga do índice de preços no consumidor sobe aos dois dígitos, atingindo assim um novo recorde histórico. 

A contribuir para essa escalada na inflação dos países do euro estive sobretudo a subida dos preços da energia. O Eurostat estima que o índice relativo aos produtos energéticos tenha registado uma variação homóloga de 41,9%, depois de em setembro se ter fixado nos 40,7%. 

Já o índice referente à alimentação, álcool e tabaco terá apresentado uma variação homóloga de 13,1%, o que compara com 11,8% atingidos em setembro. Também os preços dos bens industriais não energéticos subiram 6% (face a 5,5% em setembro) e os serviços ficaram 4,4% mais caros em outubro, mais 0,1 pontos percentuais do que em setembro.

O Eurostat indica ainda que a inflação subjacente, a chamada "inflação core" que exclui produtos alimentares não transformados e energéticos, terá registado uma variação de 6,4%. O valor compara com os 6% registados no mês anterior, face a igual período do ano passado.

Inflação em Portugal está abaixo da média

Entre os 19 países do euro, a taxa de inflação mais elevada em outubro terá sido registada na Estónia (22,4%), seguinda pela Lituânia (22%) e Letónia (221,8%). Estes três países bálticos foram os únicos a registar uma inflação acima de 20%.

Ainda assim, a maior subida em cadeia (face ao mês anterior) verificou-se em Itália, com a taxa de inflação a registar uma subida de 4% em relação a setembro. Seguem-se a Bélgica, com uma inflação estimada superior em 2,7% à de setembro, e a Irlanda, com uma subida em cadeia de 1,7%.

Já a variação homóloga mais baixa da taxa de inflação voltou a ser registada em França (7,1%). Espanha (7,3%) e Malta (7,5%) completam o trio de países do euro com uma inflação mais baixa. 

Enquanto isso, Portugal continua a registar uma variação homóloga dos preços no consumidor ligeiramente abaixo da média do euro: 10,6%, o que corresponde a menos 0,1 pontos percentuais do que a zona euro. Em comparação com os valores registados em setembro, a taxa de inflação subiu 1,1% em cadeia.

(Notícia atualizada às 10h41)

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