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Montenegro admite défice em 2026. "Não vamos fazer o país ser penalizado com uma obsessão por superávites"

Efeitos das tempestades e conflito no Médio Oriente vão pesar nas contas públicas. Primeiro-ministro ainda acredita que " épossível salvaguardar o equilíbrio orçamental".

Luís Montenegro participa nesta quinta-feira no Conselho Europeu
Luís Montenegro participa nesta quinta-feira no Conselho Europeu Omar Havana / Lusa - EPA
19 de Março de 2026 às 10:03

O primeiro-ministro, Luís Montenegro, admitiu nesta quinta-feira que Portugal poderá ter um défice orçamental em 2026, mas alertou que "ter défice não significa estar num procedimento de défice excessivo". "Nós podemos, eventualmente, ter uma situação de défice e mesmo assim ter um equilíbrio nas contas públicas", disse o líder do Executivo à entrada para a reunião do Conselho Europeu.

O primeiro-ministro lembrou que Portugal teve em 2024 um excedente orçamental e que para 2025 tem "expectativa" de que também exista um superávite. "Veremos brevemente qual foi o resultado do nosso saldo orçamental do ano passado".

Luís Montenegro diz que a convicção atual é que "ainda estamos num quadro onde é possível salvaguardar o equilíbrio orçamental de maneira a termos um resultado positivo". Mas também deixou um aviso. "Não vamos fazer o país ser penalizado de forma exagerada com uma obsessão para ter superávites. Não estamos obcecados com isso".

"Claro que para 2026 a situação está muito agravada, devido a duas circunstâncias imprevistas", fazendo referência às tempestades que assolaram sobretudo o centro do país e agora o conflito no Médio Oriente. Aliás, os efeitos da tempestade é um dos temas que Luís Montenegro vai levar à reunião do Conselho Europeu nesta quinta-feira.

"Vou sensibilizar os meus colegas e a própria Comissão para a circunstância do efeito económico dos prejuízos para as tempestades. Vai muito além do que fisicamente lá está. Estamos a perder capacidade produtiva na região. Estamos a ter impacto ali e do que depende da região no resto do país", alertou, para depois referir também o impacto da guerra.

"Temos uma situação internacional de instabilidade que está a afetar os preços dos combustíveis de forma a que não é imune à economia", sublinhou.

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