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Bélgica volta a impor quarentena a quem viaja de Lisboa

Além de Lisboa, também Copenhaga, Luxemburgo, Utrecht (Holanda), Genebra (Suíça) e Tirol (Áustria) foram adicionadas a esta "lista negra" belga.

LUSA-EPA
Negócios jng@negocios.pt 23 de Setembro de 2020 às 15:43
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As autoridades belgas voltaram a incluir a região de Lisboa no lote de "zonas vermelhas" consideradas de alto risco devido à covid-19, o que implica uma quarentena obrigatória para os viajantes que cheguem à Bélgica oriundos da capital portuguesa.

 

Além de Lisboa, também Copenhaga, Luxemburgo, Utrecht (Holanda), Genebra (Suíça) e Tirol (Áustria) foram adicionadas a esta "lista negra" belga.

 

De acordo com informações do governo belga, a Área Metropolitana de Lisboa é agora classificada com sinal vermelho, onde já esteve em julho. Além da zona da capital e das novas cidades europeias adicionadas, a Bélgica está a impor quarentenas a uma série de cidades e países, como é visível nesta lista. Quem chegue a território belga oriundo destas regiões - e tencione permanecer mais de 48 horas -, terá de realizar um teste de despistagem e submeter-se a quarentena.

 

As quarentenas são impostas a quem viaje de Lisboa a partir de 25 de setembro.

 

As novas restrições surgem numa altura em que os novos casos de covid-19 em Portugal estão a aumentar, com o crescimento mais intenso na zona de Lisboa e Vale do Tejo.

 

A região Norte, Alentejo e Algarve estão com cor laranja, o que indica vigilância neste sistema de semáforo utilizado pela Bélgica.

Entre as alterações às medidas hoje adotadas pelas autoridades belgas após uma reunião do Conselho Nacional de Segurança conta-se o fim da interdição de viagens desde as "zonas vermelhas" – classificadas como de alto risco de contágio -, que é substituída por uma recomendação a "desaconselhar fortemente" esses destinos, acompanhada de uma ‘quarentena’ de sete dias, com um teste ao quinto.

A Bélgica era o único Estado-membro a proibir viagens de zonas de alto risco dentro da UE, tendo decidido hoje abolir esta proibição em nome da "harmonização das regras ao nível europeu", num momento em que a Comissão Europeia tenta que os Estados-membros adotem regras comuns e harmonizadas em tudo o que afete a livre circulação dentro do espaço comunitário.

A alteração mais visível às regras em curso na Bélgica para conter a propagação da covid-19 hoje anunciada é contudo o facto de a utilização de máscara deixar de ser obrigatória ao ar livre na região de Bruxelas.

Em vigor desde 12 de agosto passado, a obrigatoriedade de utilizar uma máscara de proteção a todo o momento passa a aplicar-se apenas a locais fechados (como estabelecimentos comerciais, cinemas e transportes públicos) ou áreas ao ar livre com uma grande aglomeração de pessoas.

As novas regras surgem paradoxalmente numa altura em que os casos de covid-19 continuam a ‘disparar’ na Bélgica, que na última semana registou uma média de 1.374 casos diários (mais 60% que na semana anterior), e assiste a um aumento contínuo das hospitalizações, com 18 dias consecutivos de subida.

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