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Covid-19: Norte e Lisboa e Vale do Tejo com mais de 1% da população infetada

O forte aumento de casos de infeção pelo coronavírus registado no Norte nos últimos 10 dias leva a região a superar a fasquia de 1% da população infetada. Também Lisboa e Vale do Tejo já tinha superado essa barreira e o país aproxima-se dessa fasquia.

EPA
Pedro Curvelo pedrocurvelo@negocios.pt 16 de Outubro de 2020 às 17:41
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Nos últimos 10 dias o número de casos de infeção pelo coronavírus no Norte de Portugal acelerou de forma expressiva, passando de 356 novas infeções a 7 de outubro para 1.350 esta sexta-feira, 16 de outubro, quase quadruplicando. Desta forma, hoje a região nortenha superou a fasquia de 1% da população infetada.

Numa altura em que Portugal se aproxima da barreira dos 100 mil casos e de contar com 1% dos residentes infetados - faltam pouco mais de sete mil casos -, o Norte junta-se a Lisboa e Vale do Tejo como as regiões onde pelo menos um em cada 100 habitantes contraiu o coronavírus.

Estas duas regiões representam 70% da população portuguesa, com Lisboa e Vale do Tejo a contabilizar perto de 3,7 milhões de pessoas e o Norte a somar aproximadamente 3,6 milhões.



No Norte, os 37.157 casos registados desde o início da pandemia representam 1,04% da população.

Já em Lisboa e Vale do Tejo (LVT), os 46.246 infetados correspondem a 1,26% dos residentes.

O resto do território apresenta níveis de incidência bastante inferiores. No Centro a taxa situa-se em 0,35%, enquanto no Alentejo esse valor cifra-se em 0,75%. Mais a sul, no Algarve, a taxa é de 0,48%. 

Nas regiões autónomas, os níveis são residuais: 0,13% nos Açores e 0,12% na Madeira.


Quase 30 concelhos com mais de um em cada 100 residentes infetados
A 11 de outubro, última data para a qual existem dados da Direção-Geral de Saúde (DGS) ao nível dos municípios, eram 27 os concelhos com pelo menos 1% da população infetada.

Deste lote de concelhos, dez situavam-se em Lisboa e Vale do Tejo, com nove localizados na Área Metropolitana de Lisboa (AML) e ainda a Azambuja. 

No Norte contabilizavam-se 13 concelhos com mais de 1% da população infetada, dos quais cinco na Área Metropolitana do Porto (AMP). 

É também nesta região que se encontra o concelho com maior incidência: Vimioso (2,29%).

No Alentejo, os concelhos de Reguengos de Monsaraz e Mora também superavam a fasquia de 1% da população com testes positivos.

No Centro, apenas os municípios de Condeixa-a-Nova e Ovar contam com mais de um em cada 100 habitantes infetados.

Norte com metade das infeções do país em outubro 
Na primeira quinzena de outubro, a região Norte contabiliza 9.788 novos casos, o que corresponde a 50,2% do total nacional. Apenas em abril, mas no total do mês, foram registados mais infeções na região Norte: 9.957.

Em Lisboa e Vale do Tejo (LVT), o número de novas infeções em outubro totaliza 7.139, representando 36,6% dos casos em Portugal. 

A região Centro, com 1.622 casos entre 1 e 15 de outubro, também já superou o total de casos registado em todo o mês de setembro.

No Alentejo, os 404 casos apenas representam 2,1% dos casos nacionais em outubro, abaixo dos 3,1% observados em setembro. Já no Algarve, os 431 novos casos pesam 2,2% no total, menos um ponto percentual do que no mês anterior.

Nas regiões autónomas, os Açores somam 35 casos em outubro (0,2% do total) e a Madeira contabiliza 87 infeções, o que corresponde já ao valor mensal mais elevado de sempre na região.


Média diária de novos casos mais do que duplica valores de setembro
A média diária de novos casos de infeção pelo coronavírus registada na primeira metade deste mês atingiu esta sexta-feira os 1.300 casos diários, mais do que duplicando os valores de todo o mês de setembro.

No mês passado, até agora o pior em número de casos desde o início da pandemia, a média diária de novas infeções cifrou-se em 605 casos.

O número total de óbitos nestes 15 dias colocam já outubro como o quarto mês mais mortífero.

Entre 1 e 15 de outubro registaram-se 172 vítimas mortais pela covid-19, mais 19 do em todo o mês de setembro. 

Os meses mais "negros" continuam a ser abril (820 mortes), maio (417) e março (187).

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