Casa da Música aceita negociar com os trabalhadores. Greve de 148 horas desconvocada
Na passada segunda-feira, 4 de maio, os trabalhadores da Casa da Música, no Porto, tinham anunciado a convocação de uma greve de seis dias para este mês, exigindo a revisão “urgente” do modelo de carreiras, que alegam ter sido “instituído unilateralmente” pela administração.
O pré-aviso de greve, lançado pelo Sindicato dos Trabalhadores de Espectáculos, do Audiovisual e dos Músicos (Cena-STE) abrangia “todo o trabalho, em todos os turnos, em território nacional, nas instalações ou em exteriores, na Fundação Casa da Música, com início a 11 de maio e término a 16 de maio de 2026 (duração de 148 horas)”.
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No pré-aviso, que abrangia todos os trabalhadores da Casa da Música, com exceção dos músicos da Orquestra Sinfónica, exigiam “a revisão urgente do modelo de carreiras instituído unilateralmente pelo Conselho de Administração da Fundação Casa da Música”, defendendo que esta seja “realizada em negociação que resulte num acordo com as estruturas representativas dos trabalhadores (Comissão de Trabalhadores e representantes sindicais)”.
Os trabalhadores pretendem, entre outros, “anular os reposicionamentos de trabalhadores em categorias profissionais recém-criadas e que correspondam a despromoções ou posicionamento em carreiras mais desfavoráveis”, assim como que haja uma “diminuição substancial das diferenças entre os salários de base e os salários de topo”.
Para o Cena-STE, o modelo de carreiras instituído é “absurdo, discriminatório e mal desenhado, com critérios opacos”, cuja “imposição unilateral foi feita com o anúncio de grandes aumentos”, mas “vários trabalhadores tiveram aumento zero em relação a 2025, e outros pouco mais de zero”.
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Mas eis que, à entrada desta sexta-feira, 8 de maio, é anunciado que “o Conselho de Administração da Fundação Casa da Música, a Comissão de Trabalhadores e o Sindicato CENA-STE acordaram iniciar, desde já, uma revisão ao modelo de carreiras instituído na Fundação a 1 de abril de 2026”.
Em comunicado conjunto enviado às redações, as três partes adiantam que “a revisão será realizada em negociação e com vista a um acordo entre as partes”, pelo que “esta deliberação resulta, no imediato, na desmarcação da greve dos trabalhadores da Casa da Música convocada para os dias 11 a 16 de maio de 2026”.
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