Ao minutoAtualizado há 11 min10h35

Pressões de Trump atiram bolsas europeias para o vermelho. Rheinmetall afunda 6%

Acompanhe, ao minuto, a evolução dos mercados nesta sexta-feira.
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Foto: AP / Eduardo Parra Bolsas europeias. Foto: Mark Baker / Associated Press Foto: AP Foto: AP/Ahn Young-joon Bolsas asiáticas
Negócios 10:33
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há 18 min.10h28

Europa no vermelho com pressão de Trump. Rheinmetall afunda 6% após JP Morgan baixar "target" em 30%

Os principais índices europeus negoceiam com perdas em toda a linha, depois de os mais recentes confrontos militares entre os Estados Unidos (EUA) e o Irão no estreito de Ormuz terem acrescentado uma nova camada de incerteza em relação às esperanças de que ambos estivessem mais próximos de um acordo de paz. A pressionar a negociação estão também novas ameaças de Donald Trump à Europa, desta feita, em relação ao acordo comercial entre Bruxelas e Washington.

Neste contexto, o índice Stoxx 600 – de referência para a Europa – cede 0,79%, para os 611,57 pontos, com o “benchmark” do Velho Continente a afastar-se novamente do recorde atingido no início deste ano, depois de durante a sessão de ontem ter ficado a pouco mais de 1% do seu último máximo histórico.

Quanto aos principais índices da Europa Ocidental, o alemão DAX cai 0,88%, o italiano FTSEMIB desliza 0,19%, o francês CAC-40 perde 0,83%, o espanhol IBEX recua 0,61, ao passo que o neerlandês AEX regista perdas de 0,64%, num dia em que o britânico FTSE 100 subtrai 0,68%.

Nos últimos desenvolvimentos do conflito, as forças norte-americanas atacaram bases iranianas de lançamento de mísseis e drones, bem como outros alvos militares no Irão, ameaçando fraturar ainda mais um frágil cessar-fogo, enquanto as duas partes discutem um fim definitivo para a guerra.

O índice de referência europeu registou poucas alterações até agora em maio, apoiado por resultados financeiros que, em grande parte, superaram as expectativas do mercado. Mesmo assim, o Stoxx 600 tem apresentado um desempenho inferior ao das congéneres nos EUA e nos mercados emergentes desde o início da guerra, devido a preocupações com o impacto dos preços elevados da energia no crescimento económico da região.

“Não tenho a certeza de que a recuperação possa continuar de forma sustentável, a menos que vejamos alguns sinais concretos de que o impacto negativo do aumento dos custos da energia foi contido”, disse à Bloomberg Andrea Gabellone, da KBC Securities.

Entretanto, o Presidente norte-americano deu à União Europeia , depois de ter ameaçado anteriormente aumentar as tarifas sobre as importações de automóveis já esta semana, caso tal não acontecesse.

Entre os setores, todos negoceiam no vermelho, com o das seguradoras (-1,74%), o do aeroespaço e defesa (-1,60%) e o do turismo (-1,24%) a registarem as quedas mais expressivas.

Quanto aos movimentos do mercado, a companhia aérea IAG perde por esta altura mais de 2,50%, depois de ter chegado a tombar cerca de 6% no arranque da sessão, após a dona da British Airways ter revelado que os lucros seriam reduzidos devido ao aumento dos custos do jet fuel causado pela guerra. Por outro lado, a alemã Rheinmetall afunda mais de 6,50%, depois de analistas do JP Morgan terem revisto em baixa a classificação dos títulos da gigante da defesa para “neutral” e reduzido o seu preço-alvo em quase 30%.

há 18 min.10h28

Juros aliviam com crude a ceder ligeiramente

Os juros das dívidas soberanas da Zona Euro estão a registar alívios contidos em praticamente toda a linha na sessão desta sexta-feira, com um ligeiro recuo dos preços do crude - depois de terem arrancado a sessão com ganhos – a aliviar as preocupações quanto a uma escalada da inflação na região.

Neste contexto, os juros das "Bunds" alemãs a dez anos, que servem de referência para a Zona Euro, contrariam a tendência e agravam-se em 0,4 pontos-base para os 3,004%, enquanto a "yield" das obrigações francesas com a mesma maturidade alivia 0,2 pontos-base para 3,623%. Já em Itália, os juros cedem 0,6 pontos-base para 3,731%.

Pela península Ibérica, a "yield" das obrigações portuguesas a dez anos mantém-se inalterada nos 3,359%, com a “yield” das obrigações espanholas a cair 0,6 pontos neste caso para 3,420%.

Fora da Zona Euro, os juros das "Gilts" britânicas, também a dez anos, aliviam de forma mais expressiva e caem 4,7 pontos para 4,900%, depois de o Partido Trabalhista, no poder, ter sofrido fortes derrotas em eleições regionais.

09h18

Libra soma ganhos com eleições regionais a apontarem para derrotas do Partido Trabalhista de Starmer

AP/ Petr Svancara

A libra segue a registar valorizações face ao euro e ao dólar nesta sexta-feira, depois de resultados de eleições regionais no Reino Unido terem, até ao momento, confirmado as expectativas de perdas significativas para o Partido Trabalhista, no poder, com os investidores a voltarem a sua atenção para as perspetivas futuras do primeiro-ministro britânico, Keir Starmer. Neste contexto, a libra soma agora 0,22%, para os 1,359 dólares.

Já quanto à “nota verde”, o índice do dólar - que mede a força da divisa americana face às principais concorrentes – soma uma ligeira subida de 0,05%, para os 98,115 pontos, apoiada por uma nova subida dos preços do crude nos mercados internacionais.

Pelo Japão, e numa altura em que dados mostram que as autoridades do país terão comprado ienes ao longo desta semana para apoiar a divisa, à semelhança do que foi confirmado pelo Nikkei na semana passada, o dólar cede 0,06%, para os 156,840 ienes.

Quanto à Zona Euro, o euro avança 0,15%, para os 1,175 dólares.

09h03

Ouro avança e caminha para semana de ganhos. "Traders" aguardam por dados do emprego nos EUA

AP / Jae C. Hong

O ouro está a negociar com valorizações e caminha para fechar o conjunto da semana com ganhos, devido à diminuição dos receios de uma escalada da inflação e de subidas das taxas de juro pelos bancos centrais, numa altura em que os investidores se mantêm otimistas quanto a um acordo de paz entre os EUA e o Irão, apesar do reacendimento das hostilidades.

A esta hora, o ouro soma 1,10% para os 4.709,390 dólares por onça, fixando já uma subida de mais de 2% nesta semana. No que toca à prata, o metal precioso ganha 1,56% para os 79,681 dólares por onça.

Os EUA e o Irão trocaram ataques na quinta-feira, no teste mais sério até agora ao cessar-fogo que dura há um mês, mas Teerão afirmou que a situação voltou ao normal, enquanto os EUA avançaram que não pretendiam uma nova escalada do conflito.

Os preços do ouro caíram mais de 10% desde o início da guerra, no final de fevereiro, pressionados pelos preços mais elevados do petróleo, que alimentam a inflação, aumentando a probabilidade de taxas de juro mais elevadas. E embora o ouro seja visto como uma proteção contra a subida generalizada e contínua dos preços, as taxas de juro elevadas tendem a pesar sobre a "commodity", que não rende juros.

Os mercados aguardam agora pela divulgação do relatório mensal de emprego dos EUA, a ser divulgado ainda esta sexta-feira, que poderá dar pistas sobre qual o rumo de política monetária que a Reserva Federal irá seguir nos próximos tempos.

08h14

Crude soma ligeira subida após novas hostilidades no golfo. Brent acima dos 100 dólares

Depois de terem arrancado a sessão desta sexta-feira com ganhos de cerca de 3%, os preços do crude estão a negociar agora com ligeiras valorizações, depois de EUA e Irão terem reacendido as hostilidades em Ormuz, pressionando o sentimento dos “traders”.

Nesta medida, o Brent – de referência para a Europa –, avança 0,82%, para os 100,88 dólares por barril. Já o West Texas Intermediate (WTI) – de referência para os EUA – soma 0,47% para os 95,26 dólares por barril.

Noutras matérias-primas, o preço do gás natural de referência para a Europa soma 1,34%, para os 44,14 euros por megawatt-hora.

Os ganhos registados nesta manhã interromperam três dias consecutivos de quedas, na sequência de notícias esta semana de que os EUA e o Irão estavam perto de chegar a acordo para pôr fim à guerra.

No conjunto da semana, ambos os contratos continuam a apontar para uma queda de cerca de 6%. A subida dos preços na sexta-feira seguiu-se às acusações do Irão de que os EUA violaram o cessar-fogo em vigor entre as duas partes, enquanto os EUA afirmaram que os seus ataques foram retaliatórios, após o Irão ter disparado contra navios da Marinha dos EUA que transitavam pelo estreito de Ormuz na quinta-feira.

Apesar da retomada dos combates, o Presidente dos EUA, Donald Trump, disse aos jornalistas na quinta-feira que o cessar-fogo continuava em vigor.

07h51

Ásia põe recuperação que levou índices a recordes em "pausa". Incerteza no golfo pressiona

Os principais índices asiáticos fecharam a última sessão da semana com uma maioria de perdas e afastando-se de recordes atingidos nos últimos dias, à medida que uma escalada das tensões no Médio Oriente durante o dia de ontem pressionou o sentimento do mercado e levou o petróleo a fixar novos ganhos.

Os futuros do norte-americano S&P 500 seguem a somar cerca de 0,30%, enquanto pela Europa, os futuros do Euro Stoxx 50 cedem 0,70%, apontando para uma abertura em baixa.

Por Taiwan, o TWSE cedeu 0,79%. Já pela China, o Hang Seng de Hong Kong caiu 0,96%, enquanto o Shanghai Composite deslizou 0,085%. Na Coreia do Sul, o Kospi fixou um novo máximo histórico de 7.503,27 pontos, com o “benchmark” do país a encerrar com ganhos de 0,13%. Já quanto ao Japão, o Nikkei perdeu 0,22% e o Topix caiu 0,31%.

O recuo das praças bolsistas chega depois de as forças norte-americanas terem respondido a ataques iranianos contra contratorpedeiros que navegavam no estreito de Ormuz na quinta-feira. O Presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, ameaçou atacar o Irão de forma “mais violenta” no futuro, caso o país não assinasse um acordo rapidamente. Trump descreveu a ação militar como uma “palmadinha de amor” numa entrevista telefónica à ABC News e

Ainda assim, apesar da queda registada nesta sexta-feira, os principais índices asiáticos encerraram o conjunto da semana em território positivo pela quinta semana seguida - a série de valorizações mais longa desde janeiro -, com cotadas ligadas à inteligência artificial e o apetite renovado dos investidores por esta área a ajudarem a impulsionar as bolsas e cotadas da região.

O Kospi é o índice com melhor desempenho do mundo em 2026, à medida que os investidores apostam que as empresas do país irão beneficiar enquanto principais fornecedores da expansão da inteligência artificial. Nesta linha, o Goldman Sachs aumentou novamente a sua meta para o índice de referência da Coreia do Sul em menos de três semanas, afirmando que o mercado está a subestimar a durabilidade dos lucros do setor de memórias semicondutoras. Entre os movimentos do mercado no país, a SK Hynix pulou mais de 2%.

“As ações estão a ignorar a guerra, enquanto o petróleo continua a manter o seu prémio de guerra”, disse à Bloomberg Hebe Chen, da Vantage Global Prime. Trata-se de “uma desconexão que indica que os mercados concluíram discretamente que o pior cenário está a desaparecer e viraram uma nova página, mesmo que a tinta ainda não tenha secado”, acrescentou.

Noutra medida, “em todos os mercados acionistas, o ritmo dos ganhos tem sido, de facto, bastante rápido com catalisadores limitados, pelo que, quando surgem notícias negativas, os mercados ficam vulneráveis à realização de lucros”, afirmou, por sua vez, Yugo Tsuboi,da Daiwa Securities. “Não acredito que o otimismo em relação à conclusão de um acordo [entre os EUA e o Irão], que se acumulou ao longo da semana passada, vá desaparecer completamente depois disto”, resumiu.

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