O risco do populismo com pensões
Há uma tentação política perigosa em Portugal, partilhada quer pelo governo, quer pela oposição: o abuso da segurança social para medidas populares que rendem votos junto do segmento eleitoral mais poderosos do país, os reformados. Garantir a estabilidade futura do sistema de pensões deve ser um imperativo nacional; por isso, é um jogo muito perigoso usar verbas, que deviam ser para pagar as pensões no futuro, com medidas populistas para efeito de curto prazo.
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A maioria das pensões de reforma em Portugal são muito baixas, mas os pensionistas são o maior ‘sindicato’ de voto neste país. Têm uma força política decisiva, o que significa que têm poder, por isso quando se esperam eleições há sempre alguns doces para este universo eleitoral. Já Cavaco tinha mostrado como se faz e António Costa também usou magistralmente a arte da sedução dos reformados. Luís Montenegro também percebeu que era boa ideia e imitou Costa com as pensões extraordinários, uma espécie de 15.º mês.
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