Os meus ETF estão melhor do que no início da guerra. Como?
Há várias explicações benignas – embora com segundas leituras políticas – para as valorizações contínuas das bolsas, contra todas as evidências e riscos atuais. Mas é difícil afastar a sensação de que são narrativas para justificar o que parece ser bolha, cuja correção tem um prazo e uma magnitude incertos.
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A Agência Internacional de Energia fala na maior crise energética de sempre, os preços de tudo estão a subir ou a caminho disso, as companhias de aviação não conseguem garantir à indústria do turismo os voos na época alta do verão. Por entre outras ondas de choque reais e potenciais, não há sequer visibilidade sobre a reabertura integral do estreito de Ormuz, que está dependente de um acordo político multilateral e da operação para desminar aquelas águas. E, no entanto, por entre estes e outros riscos, os dois ETF em que tenho uma parte das minhas poupanças – um de ações mundiais, outro só de europeias – estão a bater máximos históricos de valorização. O que se passa?
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