E se não existissem anos bissextos? Um calendário que iria revolucionar o mundo
Imagine um mundo onde o Natal calha sempre à segunda-feira, onde não existe o dia 29 de Fevereiro e onde existe um sistema universal de tempo único. Estranho? Conheça o calendário Hanke-Henry que, segundo os seus criadores, tornaria a vida mais fácil a todos.
Esta segunda-feira o tempo está na ordem do dia, não fosse dia 29 de Fevereiro, que só tem lugar de quatro em quatro anos, salvo raras excepções (não podem ser anos bissextos os anos múltiplos de 100, salvo se também forem múltiplos de 400). Mas, e se não existissem anos bissextos?
A forma como se contabiliza o tempo tem vindo a mudar ao longo dos séculos, e uma equipa de investigadores da Johns Hopkins University - Richard Conn Henry e Steve H. Hanke - desenvolveu um calendário capaz de manter os anos sempre iguais, ou quase. A par, os investigadores propõem ainda a uniformização dos fusos horários em todo o mundo.
"O nosso plano oferece um calendário estável que é absolutamente igual de ano para ano e que permite o planeamento racional, permanente de actividades anuais", explicou Richard Conn Henry em comunicado em Dezembro de 2011. Esta estabilidade advém do facto de os dias de um determinado mês calharem sempre no mesmo dia da semana. Ou seja, um aniversário iria ser sempre no mesmo dia da semana, tal como o Natal que, neste caso, seria sempre à segunda-feira.
Esta estabilidade advém do facto de os dias de um determinado mês calharem sempre no mesmo dia da semana. Ou seja, um aniversário iria ser sempre no mesmo dia da semana, tal como o Natal que, neste caso, seria sempre à segunda-feira.
A proposta de calendário mantém os sete dias da semana, mas "tem um padrão trimestral previsível de 91 dias, composto por dois meses de 30 dias e um terceiro mês de 31 dias, o que elimina a necessidade de convenções artificiais para contar os dias", explicava então Steve H. Hanke. Assim sendo, todos os meses têm 30 dias excepto Março, Junho, Setembro e Dezembro, que contariam com 31 dias.
Na versão de calendário destes investigadores, a correcção deixaria de acontecer com recurso a anos bissextos, em favor de uma semana extra acrescentada ao final de Dezembro a cada cinco ou seis anos.
A dupla de cientistas tem inclusivamente uma proposta de data o início da implementação deste calendário, dia 1 de Janeiro de 2018, que é uma segunda-feira.
O The Washington Post, que fez uma actualização do calendário dos dois investigadores em Fevereiro deste ano, destaca alguns pormenores, nomeadamente, que o início de ano e o Natal seriam sempre numa segunda-feira, Fevereiro teria 30 dias, o Halloween teria de ser alterado e nunca haveria lugar a uma sexta-feira 13.
Os anos com uma semana extra no final de Dezembro seriam: 2020, 2026, 2032, 2037, 2043, 2048, 2054, 2060, 2065, 2071, 2076, 2082, 2088, e por aí em diante.
Adicionalmente os investigadores propõem um fuso horário único em todo o mundo, nomeadamente a adopção da Hora Universal (GMT), de forma a sincronizar os tempos mundialmente, facilitando as transacções comerciais, os transportes, entre outros factores.