Herdeiro do império Estée Lauder faz uma das maiores doações de arte ao Metropolitan de Nova Iorque
33 Picassos, 17 Braques, 14 Grises e 14 Légers. No total, são 78 pinturas do período cubista que o Metropolitan de Nova Iorque vai receber. O generoso doador é o herdeiro do império de cosméticos fundado por Estée Lauder.
A colecção de arte cubista que Leonard Lauder (na foto), 80 anos, doou ao Met de Nova Iorque é considerada uma das maiores de sempre e torna o empresário numa das pessoas mais generosas do mundo, ao lado de personalidades como Bill Gates, Warren Buffett, Michael Bloomberg ou George Lucas.
As 78 pinturas que o filho de Estée Lauder coleccionou durante mais de 40 anos e agora ofereceu ao museu estão avaliadas 1,1 biliões de dólares, de acordo com a revista “Forbes”. Antes de Lauder, apenas 23 pessoas tinham realizado doações superiores a 1 bilião de dólares.
O acto de Lauder fez com que a sua fortuna diminuisse em 13,5%, situando-se agora nos sete mil milhões de dólares.
Entre as obras mais significantes doadas pelo magnata da cosmetologia estão “Oil Mill” (1909), “The Fan” (1911) e “Woman in na Armchair” (1914), de Pablo Picasso; “Terrace at the Hotel Mistral” (1907), “Trees at L’Estaque” (1908) e “Fruit Dish and Glass” (1912) de Braque; “Les maisons sous les arbres” (1913) e “Composition (Le typographe)” (1917-18) de Ferdinand Léger e ainda “Portrait de la mère de l’artiste” (1912) e “L’homme au Café” (1914) de Juan Gris.
A colecção doada por Lauder põe “de uma vez só o Met na vanguarda da arte do início do século XX”, afirma Thomas P. Campbell, director do museu citado pelo “New York Times”. “É uma colecção irreproduzível, algo com que os directores de museus só podem sonhar”, diz Campbell. De acordo com o director do Met de Nova Iorque, a colecção, à qual Lauder não impôs restrições, deverá ser exibida pela primeira vez no Outono de 2014.