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Secretário-geral da NATO considerou ataques dos EUA "absolutamente necessários"

O secretário-geral da NATO afirmou ainda que espera que os Aliados da NATO reafirmem "que o Irão não deve, em caso algum, adquirir capacidade nuclear".

Mark Rutte, secretário-geral da NATO
Mark Rutte, secretário-geral da NATO Necati Savas / Lusa - EPA
08 de Julho de 2026 às 08:08
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O secretário-geral da Aliança Atlântica, Mark Rutte, considerou esta quarta-feira os como "absolutamente necessários", afirmou à comunicação social em Ancara, no início do segundo dia da cimeira da NATO.

"Penso que foi absolutamente necessário (...). Penso que é absolutamente crucial que os Estados Unidos reajam com firmeza", afirmou o neerlandês, que lidera a organização.

O Comando Central dos EUA (Centcom, na sigla em inglês) confirmou na terça-feira ataques contra mais de 80 alvos em território iraniano, na sequência de disparos contra três navios comerciais no Estreito de Ormuz.

Segundo o Centcom, mais de 60 pequenas embarcações da Guarda da Revolução Islâmica do iranianas foram atacadas "para reduzir a capacidade do Irão de continuar a atacar o comércio internacional que flui através do corredor comercial internacional".

O secretário-geral da NATO afirmou ainda que espera que os Aliados da NATO reafirmem "que o Irão não deve, em caso algum, adquirir capacidade nuclear".

A afirmação, segundo diplomatas da Aliança, que a AFP não identificou, corresponde ao conteúdo da declaração final da cimeira da NATO , que deverá ser aprovada na quinta-feira, no segundo e último dia da cimeira.

"O princípio da liberdade de navegação deve ser respeitado, para que o Estreito de Ormuz volte a estar totalmente aberto", acrescentou Rutte.

Em alegada resposta à "violação clara" do acordo de cessar-fogo assinado em junho, Guarda da Revolução anunciou esta madrugada ter atingido 85 instalações militares norte-americanas no Kuwait e no Bahrein em resposta a bombardeamentos dos EUA em território iraniano.

"Em primeira resposta a esta agressão, a Marinha e a Força Aeroespacial da Guarda da Revolução realizaram uma operação conjunta com recurso a mísseis e drones, atingindo 85 instalações militares estratégicas norte-americanas e abatendo um drone MQ-9", anunciou o braço militar do regime dos aiatolas num comunicado divulgado pela televisão oficial iraniana.

Já o ministério iraniano dos Negócios Estrangeiros emitiu uma "séria advertência sobre as consequências do incumprimento do acordo".

Em paralelo, o Presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, que se encontrava no Iraque para participar nos funerais do líder supremo Ali Khamenei, regressou a Teerão após os últimos ataques, informou a agência de notícias estatal iraniana IRNA.

O ataque iraniano foi confirmado esta madrugada pelo Kuwait e o Bahrein. O Exército do Kuwait informou estar a responder a ataques de drones e mísseis e Ministério do Interior so Bahrein anunciou a ativação dos alertas aéreo a seguir aos bombardeamentos norte-americanos.

Nas últimas semanas, as tensões entre Washington e Teerão voltaram a intensificar-se, com ataques iranianos contra navios e bombardeamentos norte-americanos contra alvos militares na costa sul do Irão, num confronto pelo controlo do Estreito de Ormuz, por onde transita um quinto do comércio mundial de petróleo.

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