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Apesar da pandemia, privação material das famílias baixou em 2020

Em 2020, a percentagem de residentes em Portugal em privação material diminuiu para 13,5%. Mas as condições de saúde degradaram-se.

Bruno Simão/Negócios
Margarida Peixoto margaridapeixoto@negocios.pt 19 de Fevereiro de 2021 às 11:37
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Em ano de pandemia, a taxa de privação material, que mede o acesso das famílias a determinados bens indicativos do seu bem estar económico, diminuiu para 13,5%, dos anteriores 15,1%. Também há menos famílias em privação material severa, mostram os números publicados esta sexta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). Porém, há mais pessoas sem capacidade financeira para tomar uma refeição de carne, peixe ou o seu equivalente vegetariano pelo menos de dois em dois dias.

De entre os nove indicadores do bem estar económico das famílias, só um mostra uma degradação: o acesso a uma refeição rica em proteína pelo menos de dois em dois dias. No ano passado, 2,5% dos residentes indicaram não ter capacidade financeira para isso, quando em 2019 a taxa era de 2,3%.

Nos restantes oito indicadores, os números provisórios do INE apontam para melhorias: baixou a percentagem de população que diz não ter capacidade para pagar uma semana de férias fora de casa (para 38%), para acorrer a uma despesa inesperada (30,7%), para aquecer a casa (17,4%) com pagamentos em atraso (5,4%), sem disponibilidade de automóvel (4,4%) e sem disponibilidade de máquina de lavar roupa, telefone, ou televisão a cores, que passou a ser residual.

Já no que diz respeito à avaliação do estado de saúde, este degradou-se. No ano em que a covid-19 atingiu em força Portugal, inverteu-se a redução da percentagem de pessoas com morbilidade crónica: o indicador subiu dois pontos percentuais, "o maior aumento anual do indicador", nota o INE, para 43,2%. Há dois anos que este indicador, que mede a morbilidade crónica na população com 16 anos ou mais, estava a descer.

Também o acesso a consultas médicas piorou. Aqui o INE mede a necessidade não satisfeita de consultas médicas nos 12 meses anteriores ao inquérito e concluiu que 3,9% da população com 16 ou mais anos sentiu esta dificuldade. Há cinco anos que o acesso a consultas melhorava progressivamente.
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