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Brasil aproveita fragilidade global para cortar juros para mínimo histórico de 8,5%

Os riscos de um aumento da inflação no Brasil são "limitados", dado o cenário macroeconómico global. O que abre margem para cortes dos juros no Brasil. É sob a presidência de Dilma Rousseff que se estreia um novo mínimo histórico da taxa de juro: 8,5%. E mais reduções podem vir a acontecer.

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A taxa de juro do Brasil foi cortada, ontem, para 8,5%. A Selic nunca tinha estado num patamar tão baixo. O cenário da economia global retirou pressão sobre a inflação no Brasil.

A votação foi unânime na reunião de ontem do banco central do Brasil. Todos os decisores da instituição quiseram cortar a taxa Selic em meio ponto percentual, algo que já era esperado pelos analistas do mercado.

Desde Agosto, o banco já reduziu esta taxa de juro em quatro pontos percentuais. É a redução mais extensa em todos os países do G20, segundo cálculos da agência Bloomberg.

O comité da política monetária do Brasil considera, de acordo com a declaração emitida e citada pela agência, que os riscos de inflação são “limitados”. A preocupação dos bancos centrais é conter a inflação, ou seja, a subida dos preços. Para a impedir, elevam o custo do dinheiro através do aumento da taxa de juro. Contudo, tendo em conta que o banco entende que não há o risco de aumento substancial dos preços, considera haver margem para a redução da taxa de juro.

Economia global permite corte da Selic

A “fragilidade” da economia global está a ter, segundo cita a Bloomberg, um impacto que tem aliviado a inflação no Brasil, o que permite esta redução continuada. Quando se cortam as taxas de juro, o objectivo passa por reanimar a economia. E é isso que a presidente Dilma Rousseff estará a tentar fazer.

É sob a sua presidência que é estreada uma taxa de juro mínima não vista desde que há dados (1986), escreve o "Globo". O anterior mínimo era de 8,75%, perante a presidência de Lula da Silva em 2009 e 2010, para resistir à situação da economia global. Podem vir a acontecer ainda novos cortes, como antecipam vários analistas com quem a Bloomberg falou.

A maior economia da América Latina está a mostrar sinais de um abrandamento, ao registar taxas de crescimento abaixo das alcançadas na última década. O ministro das Finanças, Guido Mantega, afirmou, em entrevista ao “Wall Street Journal”, que esperava um ritmo de crescimento de 3% para este ano. O que fica abaixo da meta de 4,5% definida no início do ano. Contudo, disse Guido ao jornal norte-americano, na segunda metade do ano, haverá uma recuperação, graças, em parte, a esta descida dos juros.

O governo brasileiro já anunciou, também, uma série de medidas de estímulo, conta o jornal, para reanimar a indústria, na tentativa de impulsionar a expansão económica brasileira e colocar a maior economia da América Latina no palco do crescimento económico expressivo.
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