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Carlos Moedas vai votar "sem entusiasmo" em António José Seguro na segunda volta

A ex-líder do CDS-PP, Assunção Cristas, também vai apoiar o candidato socialista.

Carlos Moedas vai votar 'sem entusiasmo' em António José Seguro na segunda volta
Carlos Moedas vai votar "sem entusiasmo" em António José Seguro na segunda volta Manuel de Almeida / Lusa - EPA
08:13

O presidente da Câmara Municipal de Lisboa e membro do PSD, Carlos Moedas, e a ex-líder do CDS-PP Assunção Cristas expressaram esta sexta-feira o seu voto no antigo secretário-geral do PS António José Seguro na segunda volta das Presidenciais.

Ao jornal semanário Expresso, o autarca da capital disse: "sem entusiasmo, votarei em António José Seguro".

"Julgo que [Seguro] tem a capacidade de não dividir, mas terá que respeitar a maioria social de centro-direita que existe hoje em Portugal", afirmou Moedas.

Também no Expresso, mas em artigo de opinião, Cristas defendeu que "é tempo de unir a direita humanista, moderada, tolerante, democrática no único voto possível".

"Pertenço à direita moderada, tolerante, de raiz democrata-cristã. Na primeira volta das Presidenciais fui coerente com o meu espaço político e votei em Luís Marques Mendes (apoiado por PSD e CDS-PP)", escreve a antiga presidente democrata-cristã.

A também ex-ministra de outra coligação de centro-direita, lamenta ter ficado, "como mais de dois milhões de portugueses", sem qualquer "candidato natural", optando por ir votar "em António José Seguro", com o qual, esclareceu, não tem "qualquer relação geracional ou de amizade".

No domingo, António José Seguro e André Ventura foram os mais votados na primeira volta das eleições para o Palácio de Belém e vão disputar a segunda volta, em 08 de fevereiro.

O candidato apoiado pelo PS e, agora, também por Livre, PCP e BE, conquistou 31% dos votos e Ventura, líder do Chega, obteve 23%.

Em terceiro lugar ficou Cotrim Figueiredo, apoiado pela Iniciativa Liberal, com 16,%, à frente de Gouveia e Melo, com 12%, e de Marques Mendes, apoiado pelo PSD e CDS-PP, com 11%.

À esquerda, Catarina Martins (BE) teve 2%, António Filipe (PCP) teve 1,6% e Jorge Pinto (Livre) 0,6%, abaixo do artista Manuel João Vieira, que conseguiu 1%. O sindicalista André Pestana recolheu 0,2% e Humberto Correia 0,08%.

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