Carneiro avisa que não contam com o PS para "ofensa à dignidade" das alterações à lei laboral
O líder do PS classifica a proposta do Governo como uma "contrarreforma" das leis do trabalho, avisando o Governo de que não conte com o apoio do partido.
- 1
- ...
O secretário-geral socialista, José Luís Carneiro, avisou este domingo que o Governo não conta com o PS para a "ofensa à dignidade" dos trabalhadores que considera ser as alterações à legislação do trabalho, apelidando de "contrarreforma das leis laborais".
"O Governo que não cumpriu, nem cumpre e mostra incapacidade para responder aos temas que preocupam as condições de vida das pessoas, veio concentrar-se em quê? Num tema que não inscreveu no programa eleitoral e que, em relação ao qual, guardou um silêncio sepulcral durante toda a campanha eleitoral. Ou seja, a reforma das leis laborais. Melhor dizendo, a contrarreforma das leis laborais", criticou no seu discurso de abertura da Comissão Nacional do PS, em Lisboa.
Na perspetiva de José Luís Carneiro, estas alterações foram para "fazer exatamente o oposto daquilo que deveria ser uma reforma" nesta área. "E, portanto", acrescentou, "connosco não podem contar para esta ofensa que está a ser feita à dignidade das trabalhadoras e dos trabalhadores no nosso país."
A Comissão Nacional vota este domingo a lista ao Secretariado Nacional com a ex-ministra Ana Mendes Godinho e a presidente da Câmara de Matosinhos, Luísa Salgueiro, a serem duas das novidades do órgão executivo do partido que será eleito este domingo e do qual saem os eurodeputados Ana Catarina Mendes e Francisco Assis.
A lista ao Secretariado Nacional proposta pelo secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, mantém muitos dos membros atuais, mas tem novidades como a entrada de Ana Mendes Godinho e Luísa Salgueiro, assim como os ex-deputados Luís Soares e Sérgio Ávila e a ex-secretária de Estado Fátima Fonseca.
De saída estão os eurodeputados Ana Catarina Mendes e Francisco Assis, assim como Pedro Costa ou Sérgio Sousa Pinto.