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Catarina Martins: "o SNS tem agora menos médicos do que há um ano"

À saída da reunião com António Costa, a líder do Bloco de Esquerda insistiu na execução do Orçamento do Estado deste ano que previa o reforço do número de médicos. Quanto aos fundos europeus, lembra que ainda faltam decisões fundamentais da Europa sem as quais é difícil falar de um plano de recuperação.

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Manuel Esteves mesteves@negocios.pt 21 de Setembro de 2020 às 19:28
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A coordenadora do Bloco de Esquerda aproveitou hoje a conferência à saída da reunião com o primeiro-ministro para denunciar uma redução do número de médicos do Serviço Nacional de Saúde em plena pandemia de covid-19.

"Temos menos médicos no SNS do que há um ano", disse aos jornalistas, lembrando ainda que o número de enfermeiros é maior mas apenas à custa de maior precariedade. O Bloco diz que é "urgente" executar "o que estava no OE 2020", lamentando a resistência do governo em passar isso ao terreno.

A coordenadora dos bloquistas diz que o SNS tem tido uma excelente resposta à pandemia mas que "é preciso também responder às outras necessidades de saúde" dos portugueses. "Não podemos ignorar o desespero das pessoas que não têm o exame que foi adiado, a consulta que foi adiada".

Em relação ao Plano de Recuperação e Resiliência, Catarina Martins fez questão de lembrar que ainda não há verbas aprovadas pela União Europeia. "Temos dito que a União Europeia tem muitos anúncios e muito poucas decisões. É constrangedor. Esperemos que haja uma decisão finalmente e que seja agora no final desta semana", afirmou, em alusão ao Conselho Europeu que se realiza na quinta e sexta-feira.

"Neste momento estamos a falar sobre hipóteses. Quando são apresentados os planos do Governo, estamos sempre a falar de cenário hipotéticos e não houve ainda a decisão que garante que esse apoio é consistente e não mais endividamento para os países", disse.  

Catarina Martins procurou ainda afastar a discussão deste plano das negociações do Orçamento do Estado para 2021. O orçamento, defendeu, "não tem relação direta com a generalidade destes fundos. Em muitas áreas, estes fundos não exigem contrapartida nacional, por isso, independentemente do OE, haverá disponibilidade financeira. Não tem de ser o mesmo debate".

Em relação ao orçamento para 2021, garantiu haver um "enorme esforço" do seu partido "em construir soluções para as dificuldades que são claras".

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