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Centeno: Juros da dívida portuguesa a 10 anos chegaram a estar abaixo dos de Espanha

O ministro das Finanças destacou esta noite, em entrevista à RTP1, que nesta sexta-feira à tarde os juros das obrigações de Portugal a 10 anos ficaram momentaneamente abaixo da dívida soberana espanhola na mesma maturidade.

Reuters
30 de Agosto de 2019 às 22:17

"Hoje, por volta das 15:10 da tarde, a taxa de juro portuguesa a 10 anos no mercado internacional passou pela primeira vez para níveis inferiores à de Espanha. (...) Portugal a ter custos de financiamento a 10 anos mais baixos do que os de Espanha é um indicador extraordinário que agora temos de conseguir manter e é um indicador da credibilidade e da sustentabilidade de todo o processo económico e financeiro", declarou esta noite Mário Centeno, em entrevista à RTP e citado pelo Eco.

Hoje, a "yield" mais baixa da dívida portuguesa a 10 anos foi de 0,1045%, ao passo que em Espanha os juros neste vencimento chegaram a marcar 0,1182% na sessão.

Este é um fator que, segundo o ministro das Finanças, prova a confiança na economia portuguesa. A contribuir está também o nível de investimento, "que é quase o dobro em relação aos anos da troika" – naquilo que o também presidente do Eurogrupo considera ser, "uma progressão extraordinária".

O comportamento do investimento ao longo deste ano será determinante para o cumprimento da meta de crescimento definida pelo Governo, de 1,9%, já que este é um dos motivos que explica que a projeção do Executivo seja mais otimista do que a de organismos como o Conselho das Finanças Públicas, ou a Comissão Europeia, que esperam um avanço no PIB de 1,6% e de 1,7%, respetivamente. 

Na entrevista desta noite, Centeno manteve a meta de um crescimento de 1,9% para este ano, apesar de haver sinais de abrandamento da economia europeia.

A importância dos "spreads"

Ainda no que diz respeito ao mercado obrigacionista, Centeno sublinhou que o mais importante são os diferenciais das taxas de juro.

"No início da legislatura, com a Alemanha, era superior a 350 pontos base (qualquer coisa como 3,5 pontos percentuais). Hoje não chega a 0,8%. Isto significa que o Estado, mas também (e principalmente) as empresas hoje financiam-se com diferenciais de taxas de juro face às empresas alemãs que são muito mais reduzidos do que em 2015", explicou, citado pelo Jornal Económico.

Na sessão desta sexta-feira, recorde-se, o prémio da dívida portuguesa face à germânica ficou nos 82,1 pontos base.

Centeno referiu também, na entrevista à RTP1, que o governo mantém as metas do défice orçamental e os objetivos fixados para o crescimento económico. "Estou confiante que as metas este ano vão ser cumpridas. Seguramente na ótica orçamental o saldo que está previsto, mas também na ótica económica", declarou.

(notícia atualizada pela última vez às 23:21)

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