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China mantém inflação nos 1,2% em maio e preços industriais continuam a acelerar

Na comparação mensal, o IPC passou de uma subida de 0,3% em abril para uma descida de 0,1% em maio, embora os especialistas antecipassem uma contração mais acentuada, de 0,2%.

Economia da China cresce 5% no primeiro trimestre de 2026.
Economia da China cresce 5% no primeiro trimestre de 2026. Mark R. Cristino/EPA
08:43
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O índice de preços no consumidor (IPC), principal indicador da inflação na China, aumentou 1,2% em maio, em termos homólogos, a mesma taxa registada em abril, enquanto os preços industriais continuam nos níveis mais elevados desde 2022.

O dado oficial do IPC, divulgado esta quarta-feira pelo Gabinete Nacional de Estatísticas (GNE) da China, ficou ligeiramente abaixo das previsões mais consensuais dos analistas, que apontavam para uma aceleração até cerca de 1,3%.

Na comparação mensal, o IPC passou de uma subida de 0,3% em abril para uma descida de 0,1% em maio, embora os especialistas antecipassem uma contração mais acentuada, de 0,2%.

O analista do GNE Dong Lijuan atribuiu a evolução ao preço da gasolina. As oscilações provocadas pela guerra no Irão e pelo bloqueio do estreito de Ormuz fizeram com que o combustível passasse de uma subida mensal de quase 13% em abril para uma descida de 0,3% em maio, reduzindo o aumento dos custos energéticos de 5,7% para 0,1%.

Outro fator apontado pelo responsável foi a queda dos preços dos serviços, que passaram de uma subida de 0,5% em abril para uma descida de 0,1% em maio, devido à redução sazonal das viagens após o feriado do Dia do Trabalhador, um dos períodos de férias mais prolongados do ano para os trabalhadores chineses.

O GNE divulgou também o índice de preços no produtor (IPP), que mede os preços industriais e que aumentou 3,9% em maio, em termos homólogos, o valor mais elevado desde julho de 2022 pelo segundo mês consecutivo, após quase três anos e meio em terreno deflacionista.

O conflito no Médio Oriente explica grande parte da evolução do indicador, com os maiores aumentos de custos registados nas indústrias de extração de petróleo e gás (+35,7%) e nos setores dos metais não ferrosos, tanto na mineração e processamento (+36,5%) como na fundição e laminagem (+24%), após a forte subida dos preços internacionais do alumínio.

O panorama é, contudo, desigual, com alguns setores a aumentarem preços devido à conjuntura internacional, enquanto outros setores-chave, como a indústria automóvel, registaram uma descida homóloga de 2%.

Em termos mensais, os preços industriais desaceleraram de uma subida de 1,7% em abril para 0,5% em maio.

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