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China pondera comprar dívida pública portuguesa (act)

O presidente chinês Hu Jintao vem a Lisboa na próxima semana e na bagagem pode trazer "dinheiro" para investir na dívida pública portuguesa.

Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 28 de Outubro de 2010 às 09:49
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(Actualiza com mais informação e citações)

De acordo com a agência de notícias Bloomberg, a China está a considerar apostar na compra de dívida pública portuguesa, no âmbito da visita oficial que o presidente chinês Hu Jintao vai efectuar a Portugal na próxima semana.

A "China sempre teve uma posição positiva e favorável em considerar" a compra de dívida pública de países onde faz uma visita oficial, disse a vice-ministra dos Negócios Estrangeiros, Fu Ying, citado pela agência de notícias.

"A situação económica e financeira em Portugal tem sido sempre o centro das nossas atenções", disse a vice-ministra dos Negócios Estrangeiras chinesa, Fu Ying, ao ser questionada pela agência Lusa em Pequim sobre a possibilidade de a China adquirir parte da dívida portuguesa.

Segundo realçou, "a Europa tem sido sempre um dos principais mercados para o investimento das reservas da China em divisas".

"Temos vontade para participar nos esforços dos países europeus para recuperar da crise", afirmou Fu Ying, antiga embaixadora da China em Londres e responsável pelas relações com a Europa, citada pela Lusa.

Referindo-se ainda a Portugal, Fu Ying manifestou-se confiante que o país conseguirá ultrapassar a crise atual.

"Acreditamos que as medidas tomadas pelo Governo português conduzirão à recuperação dos sectores económico e financeiro de Portugal", disse.

O presidente chinês Hu Jintao vai realizar na próxima semana uma visita de Estado a Portugal e a França.

China dá a mão à Grécia a troco de negócios no porto do Pireu

A China parece estar disposta a entrar em força na Europa, através da porta escancarada pelos países mais endividados, aproveitando oportunidades de negócio a preços de saldo a troco da compra de dívida pública.

Já no início do mês, o primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, fizera uma escala em Atenas a caminho de Bruxelas para participar na cimeira anual UE-China. Na capital grega, ofereceu apoio através da compra de obrigações do Tesouro grego. Em contrapartida, assinou contratos chorudos: A China vai fornecer seis navios para os armadores gregos, entre eles dois de carga e um petroleiro.

O contrato foi assinado no quadro de um acordo bilateral que prevê a criação de um fundo de cinco mil milhões de euros para financiar a compra de navios chineses pelos armadores gregos, e duplicar o comércio bilateral, para oito mil milhões de euros, até 2015.

Já em Junho, o gigante naval chinês Cosco "atracara" no porto ateniense do Pireu, assumindo a gestão de um dos molhes, após a assinatura de um contrato por 35 anos, no valor de 3,3 mil milhões de euros, estando em curso a construção de um terceiro, que quase triplicará o volume de carga que o porto grego pode comportar.

O "Daily Telegraph" escrevia então que os chineses querem construir a partir do Pireu uma "rota da seda moderna", e que esse será o ponto de partida de uma rede de portos, centros de logística e caminhos-de-ferro para distribuírem os seus produtos por toda a Europa e concorrer com Roterdão – o maior porto da Europa.


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