Proteção Civil alerta para risco de cheias. Circulação de comboios suspensa em vários troços
Acompanhe os desenvolvimentos desta terça-feira relativamente aos estragos e condicionamentos provocados pelo mau tempo em diferentes regiões do país.
Sobe para 20 número de pessoas deslocadas por deslizamento de terras Ponte da Barca
O presidente da Câmara de Ponte da Barca revelou esta terça-feira que subiu para 20 o número de pessoas que, por precaução, foram retiradas de casa após um deslizamento de terras na União de Freguesias de Castro, Ruivos e Grovelas.
A derrocada "forte" destruiu parcialmente uma habitação e soterrou um veículo ligeiro, não havendo registo de "vítimas ou feridos", disse Augusto Marinho.
Inicialmente foram retiradas sete pessoas da habitação afetada e de outra nas proximidades.
O autarca social-democrata explicou que as 20 pessoas foram retiradas por precaução, uma vez que as suas habitações estão situadas no alinhamento do deslizamento de terras.
"A situação está a ser avaliada para identificar eventuais riscos noutras habitações", especificou.
Augusto Marinho adiantou que "as pessoas estão a ser deslocadas para a sede de uma associação local" e que "se houver necessidade de pernoitarem fora de casa, os deslocados têm alternativas, por exemplo, entre familiares".
Circulação ferroviária suspensa em troços das linhas do Norte, Sintra, Douro, Oeste, Cascais e Sul
A circulação ferroviária regista esta terça-feira "alguns condicionamentos" nas linhas do Norte, de Sintra, do Douro, do Oeste, de Cascais e do Sul, na sequência do mau tempo, informou a Infraestruturas de Portugal (IP), num ponto de situação às 13:00 horas
De acordo com a IP, como novos condicionamentos na circulação ferroviária regista-se a suspensão do troço entre Cacia e Estarreja (ambas as estações no distrito de Aveiro), na Linha do Norte, que assegura a ligação entre Lisboa e Porto.
Pelas 13:00 horas desta terça-feira, mantém-se suspensa a circulação na Linha do Norte entre Alfarelos e Formoselha; na Linha de Sintra na via descendente externa entre Cacém e Monte Abraão; na Linha do Douro entre a Régua e o Pocinho; na Linha do Oeste entre Mafra e Amieira; na Linha de Cascais na via ascendente entre Algés e Caxias; na Linha do Sul entre Monte Novo e Alcácer do Sal; e na Concordância de Xabregas entre Lisboa Santa Apolónia e a Bifurcação Chelas.
Estes condicionamentos na circulação ferroviária resultam das condições meteorológicas adversas das últimas semanas, em particular desde 28 de janeiro com a depressão Kristin, "com impacto na infraestrutura devido a inundações, à queda de árvores e detritos", realçou a IP.
Estas ocorrências afetam a normal exploração ferroviária "em vários troços", exigindo intervenções técnicas das equipas no terreno para a reposição das condições de segurança e da regularidade do serviço.
Proteção Civil alerta para risco de cheias devido a precipitação persistente
A Proteção Civil alertou esta terça-feira para a possibilidade de inundações, devido à "precipitação persistente" prevista para os próximos dias, numa altura em que os solos e os cursos de água já se encontram saturados.
"Do ponto de vista do risco significativo de inundação, o rio Mondego, o Tejo, o Sorraia, o Vouga, o Águeda e o Sado continuam a ser os cursos de água que podem (...) ter um risco agravado de inundação", afirmou o comandante nacional da Proteção Civil.
Mário Silvestre falava na conferência de imprensa sobre o ponto de situação do mau tempo na sede Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), em Carnaxide, Oeiras, no distrito de Lisboa.
Segundo o responsável, também os rios Minho, Coura, Lima, Cávado, Ave, Douro, Tâmega, Sousa, Lis, Nabão e o Guadiana correm o risco de inundação.
"É uma lista muito extensa dos principais cursos de água que, neste momento, são afetados ou, potencialmente, serão afetados por inundação. Vai de Norte a Sul do país", salientou.
Cerca de 2.800 militares no terreno para apoio às populações
Cerca de 2.800 militares estão atualmente no terreno a apoiar as populações afetadas pelas tempestades que assolaram Portugal continental nas últimas semanas, anunciou esta terça-feira o Estado-Maior-General das Forças Armadas (EMGFA).
De acordo com o balanço diário que o EMGFA envia à comunicação social - e que agrega informação da Marinha, Força Aérea e Exército - ao início do dia as Forças Armadas já estavam ou tinham estado no terreno 2.843 militares.
Além disto, adianta o EMGFA, estão no terreno 371 viaturas, 20 máquinas de engenharia, 67 botes e duas lanchas anfíbias de reabastecimento.
Entre os apoios prestados pelos militares inclui-se o transporte e distribuição de bens essenciais, nomeadamente água e alimentos, reforço da capacidade de fornecimento de energia elétrica com recurso a geradores, remoção de escombros e desobstrução de vias, "ações de proximidade" e relocalização de pessoas e bens através de meios anfíbios.
O EMGFA adianta ainda que continuam disponíveis para apoio seis helicópteros, uma aeronave de transporte C130 e uma aeronave de reconhecimento de asa fixa P3C da Força Aérea, em alta prontidão, e uma aeronave KC-390.
Várias estradas cortadas ou condicionadas em Santa Comba Dão
Várias estradas estão esta terça-feira com a circulação cortada ou condicionada devido a inundações e queda de taludes e muros no concelho de Santa Comba Dão, distrito de Viseu, disse à agência Lusa o vice-presidente da autarquia, Luís Nunes.
O autarca explicou que algumas das inundações estão relacionadas com a Ribeira das Hortas, que atravessa Santa Comba Dão até desaguar no Rio Dão.
"A ribeira vem de São Joaninho e atravessa a povoação de Casal Maria, onde uma estrada está cortada devido a inundação. Depois chega ao Couto do Mosteiro, atravessa o Parque Verde, que está encerrado há mais de uma semana por estar parcialmente inundado", contou Luís Nunes.
É também devido à Ribeira das Hortas que o estacionamento dos Bombeiros Voluntários de Santa Comba Dão, no centro da cidade, se encontra inundado, acrescentou.
No concelho, estão atualmente condicionadas ou interditas as vias Pesseguido-Pregoinho, Casal Maria--Casal Vidona, a Rua Mário Ribeiro de Azevedo, a Rua dos Bombeiros Voluntários, a Ponte da Ribeira das Hortas e a Rua de Viseu.
Luís Nunes referiu que, devido ao mau tempo, tiveram de ser suspensas algumas obras de pavimentação de estradas que estavam em curso, dando o exemplo da Rua de Viseu, situada na freguesia de São João de Areias.
Nos com 94% do serviço móvel e 92% do fixo já recuperados
A Nos já recuperou 94% do serviço móvel e 92% do serviço fixo em todas as sedes dos concelhos afetados pelo mau tempo, de acordo com o último balanço da operadora de telecomunicações.
Atualmente, "94% do serviço móvel da NOS já se encontra recuperado", acrescentou a mesma fonte.
Na rede fixa, "foi possível recuperar 92% do serviço, desde que exista fornecimento de energia elétrica nas habitações ou instalações", prosseguiu.
Os trabalhos de reposição "continuam em curso e decorrem de forma progressiva, mantendo-se condicionados por fatores externos tais como falhas persistentes de energia, dificuldades de acesso às zonas mais destruídas, exigências de segurança e condições meteorológicas adversas", referiu a NOS.
Desde o primeiro momento, "as equipas da NOS estão no terreno 24 horas por dia, 7 dias por semana, em estreita articulação com a Proteção Civil e as forças de segurança".
Distrito de Aveiro com 28 vias interditas ou condicionadas
O distrito de Aveiro tem esta terça-feira 28 vias rodoviárias interditas ou condicionadas, mais duas do que na segunda-feira, devido às condições meteorológicas adversas e ao aumento do caudal das linhas de água, informou a GNR.
De acordo com a atualização feita, às 09:00 horas, pela GNR sobre o estado das estradas no distrito de Aveiro, encontram-se 28 vias interditas ou condicionadas por motivos de inundação, desmoronamentos e abatimento do piso.
A situação mais grave continua a ser a do concelho de Águeda, com oito vias interditas devido à inundação do rio Águeda, nomeadamente a Rua da Pateira (Fermentelos), a Estrada do Campo (na zona de Espinhel e Recardães), a Rua Arquiteto Filomeno Rocha Carneiro (Borralha), a Rua Professor Dinis Pires (Travassô), a Rua do Campo (Segadães), a Rua Ponte da Barca (Serém) e a Estrada Municipal (EM) 577 (Fontinha).
Ainda neste concelho continua interdita a Rua do Covão (Valongo do Vouga), devido a desmoronamento, mantendo-se igualmente condicionado o Itinerário Complementar (IC) 2, ao quilómetro 239, no sentido norte/sul, também devido a desmoronamento.
Ainda há 35 mil pessoas sem energia
Um total de 35 mil clientes da E-Redes, em Portugal continental, continua sem abastecimento de energia elétrica devido aos danos provocados pelo mau tempo na rede de distribuição, desde 28 de janeiro, informou esta terça-feira a empresa.
Num balanço feito às 08:00 horas, a empresa indicou que “tinha por alimentar 41 mil clientes, sendo que nas zonas mais críticas, as avarias decorrentes da depressão Kristin totalizam 35 mil clientes”.
Leiria é o distrito mais afetado com 26 mil clientes sem energia, seguido de Santarém com seis mil clientes, Castelo Branco com dois mil e Coimbra mil.
No anterior balanço realizado pela empresa, na segunda-feira, o número de clientes afetados era de 45 mil clientes no continente e estavam por alimentar cerca de 37 mil clientes na zona da depressão Kristin.
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