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Fernando Medina renuncia ao cargo de vereador na Câmara de Lisboa e regressa à AICEP

Fernando Medina renuncia ao cargo de vereador da Câmara de Lisboa e regressa à AICEP. "Não deixarei nunca de ter uma profunda ligação à cidade", escreveu numa carta dirigida à Assembleia Municipal.

Negócios com Lusa 13 de Outubro de 2021 às 07:56
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O presidente cessante da Câmara Municipal de Lisboa, o socialista Fernando Medina, renunciou esta segunda-feira ao cargo de vereador, para o qual foi eleito nas autárquicas de setembro, quando perdeu a presidência para o social-democrata Carlos Moedas.

A imprensa avança que o autarca vai regressar à AICEP, Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal, onde esteve dois anos, entre 2003 e 2005, tendo saído para assumir a pasta de secretário de Estado do Emprego e Formação Profissional no Governo.

"Venho por este meio formalizar a minha renúncia ao cargo de vereador no próximo executivo camarário. Foi uma resolução ponderada, escutando e ouvindo a opinião de várias pessoas ao longo da última semana, mas no fim foi o que teria de ser sempre. Uma decisão individual", lê-se numa carta dirigida ao presidente da Assembleia Municipal de Lisboa, José Maximiano Leitão, a que a Lusa teve acesso.

Recordando os cargos exercidos de vereador responsável pelas Finanças, durante dois anos, e de presidente da autarquia, durante seis anos, Fernando Medina sublinhou que o quadro político que saiu das recentes eleições autárquicas, realizadas em 26 de setembro, "é distinto" dos últimos oito anos e referiu que a sua renúncia é "a solução que melhor serve os interesses da cidade, o funcionamento das reuniões do executivo da autarquia e a capacidade de a oposição camarária se concentrar no futuro e não no passado".

"Ao contrário do Governo, onde só fazem parte do executivo membros nomeados pelo primeiro-ministro, a oposição nas autarquias integra o executivo. A minha saída da Câmara Municipal facilita a vida aos futuros órgãos da autarquia, reduzindo o nível de pessoalização do debate e concentrando a discussão política na procura de soluções para os desafios do futuro", expôs.

Apesar desta decisão, Fernando Medina realçou: "Não deixarei nunca de ter uma profunda ligação à cidade. Como disse há poucas semanas, e volto a repetir depois de os resultados serem conhecidos, Lisboa é a cidade da minha vida".

Na carta de renúncia, o socialista referiu ainda que não precisa de exercer qualquer cargo para continuar atento ao desenvolvimento de Lisboa, considerando que a cidade hoje apresenta "uma sólida situação económica financeira e um vasto conjunto de projetos em curso".

Neste sentido, o presidente cessante assegurou que vai continuar "sempre civicamente ativo e empenhado" no que acredita ser o melhor para a capital do país.

Nas eleições autárquicas de 26 de setembro, o social-democrata Carlos Moedas foi eleito presidente da Câmara Municipal de Lisboa pela coligação "Novos Tempos" (PSD/CDS-PP/MPT/PPM/Aliança), que conseguiu 34,25% dos votos, retirando a autarquia ao PS, que liderou o executivo da capital nos últimos 14 anos.

Fernando Medina, que sucedeu a António Costa na liderança da capital, recandidatou-se este ano ao cargo pela coligação "Mais Lisboa" (PS/Livre).

A tomada de posse do social-democrata Carlos Moedas como presidente da Câmara Municipal de Lisboa está marcada para segunda-feira, 18 de outubro, pelas 17:00, na Praça do Município, numa cerimónia em que também tomarão posse os vereadores eleitos, bem como os deputados municipais eleitos para a Assembleia Municipal de Lisboa e os presidentes de Juntas de Freguesia eleitos, na qualidade de deputados municipais por inerência.

Segundo os resultados oficiais, ainda provisórios, a coligação "Novos Tempos" (PSD/CDS-PP/MPT/PPM/Aliança) conseguiu sete vereadores, com 34,25% dos votos (83.121 votos); a coligação "Mais Lisboa" (PS/Livre) obteve também sete vereadores, com 33,3% (80.822 votos); a CDU (PCP/PEV) dois, com 10,52% (25.528 votos); e o BE conseguiu um mandato, com 6,21% (15.063).
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