Furacão Katrina terá provocado a morte de milhares de pessoas em Nova Orleães
O furacão Katrina matou centenas, talvez milhares, de pessoas em Nova Orleães, admitiu hoje o presidente da Câmara da cidade, Ray Nagin, segundo a agência Lusa.
O furacão Katrina matou centenas, talvez milhares, de pessoas em Nova Orleães, admitiu hoje o presidente da Câmara da cidade, Ray Nagin, segundo a agência Lusa.
«Sabemos que há um número significativo de corpos na água», e outros em sótãos, disse Nagin. Instado a dizer quantos, disse: «No mínimo, centenas. O mais provável, milhares».
Vários grandes armazéns de Nova Orleães foram pilhados e as autoridades tentam reforçar a segurança na cidade invadida pelas águas, noticiou hoje o diário local Times-Picayune.
Segundo este jornal, um armazém Wal-Mart foi completamente pilhado e a prateleira das armas ficou completamente vazia.
Um oficial da polícia foi ferido a tiro terça-feira por indivíduos que se entregavam a actos de pilhagem, mas a sua vida não corre perigo.
«Há bandos de homens armados que se movimentam na cidade e fora dela», indicou ao diário Terry Ebbert, responsável dos serviços de segurança, segundo o qual saqueadores tentaram introduzir-se no hospital pediátrico.
A principal rua de comércio de Canal Street, perto do centro histórico, não foi poupada às cenas de pilhagem. Os saqueadores levaram produtos de primeira necessidade, mas também jóias e vestuário.
As televisões mostraram caixas de Multibanco completamente esventradas. Em Biloxi (Mississippi, sul), máquinas de moedas foram completamente esvaziadas em casinos devastados.
A governadora de Louisiana, Kathleen Blanco, reconheceu que os sequestradores são mais um problema, mas acrescentou: «A nossa primeira preocupação é o auxílio às vítimas».
O nível da água que invadiu Nova Orleães estabilizou, entretanto, anunciou o general Dan Riley, da Divisão de Engenharia do Exército norte-americano durante uma conferência de imprensa em Baton Rouge, a 120 quilómetros da cidade sinistrada.
«O nível da água do lago (Ponchartrain) é agora o mesmo que o da água no interior da cidade, o que significa que já não entrará mais água na cidade, à excepção da maré alta», precisou o general cuja divisão tenta colmatar a brecha no dique.
Enquanto isto, o governo dos Estados Unidos declarou hoje uma «emergência de saúde pública» em toda a região do Golfo do México afectada pelo furacão Katrina.