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Goldman Sachs recomenda aposta na queda de empresas mais expostas aos periféricos

O Goldman Sachs acredita que as economias dos países periféricos, nomeadamente Portugal, vão permanecer fracas, penalizando as empresas com exposição a estes países, aconselhando os investidores a aproveitarem a escalada recente das acções para apostar na queda dos títulos.

Patrícia Abreu pabreu@negocios.pt 12 de Novembro de 2012 às 07:57
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As empresas europeias mais dependentes em termos de receitas de países como Espanha, Portugal, Itália ou Grécia estão a valorizar em bolsa ao nível mais elevado dos últimos cinco anos, abrindo oportunidade de estratégias para apostar na queda dos títulos, defende o Goldman Sachs.

As empresas com vendas nos países do epicentro da crise da dívida soberana dispararam 21% nas 15 semanas terminadas a 2 de Novembro, depois do presidente do Banco Central Europeu (BCE) se ter comprometido em salvaguardar o euro, o que compara com uma média de ganhos de 5,3% das exportadoras para os EUA, China e economias europeias mais fortes, mostram os índices do Goldman Sachs, citados pela Bloomberg.

Para a casa de investimento americana, “não há uma evidência real que as coisas melhoraram”. Sharon Bell, estratega de acções do Goldman Sachs, considera que as decisões políticas e os bancos centrais foram positivos para estas acções, porém, “embora se possa ver estes episódios de melhores desempenhos, as economias base ainda estão fracas, logo os resultados das empresas expostas deverão permanecer fracos”, disse em entrevista telefónica à Bloomberg.

As acções europeias que registaram as maiores quedas no ano passado lideram os ganhos acumulados desde Julho. Entre 20 de Julho e 2 de Novembro, um índice do Goldman Sachs de empresas dependentes de vendas nos periféricos registaram a maior subida desde 2007, face a exportadoras para os EUA, Norte da Europa e China.

Os estrategas do Goldman Sachs estão a aconselhar os seus investidores a apostarem na queda das companhias com receitas em Espanha, Portugal, Itália e Grécia, em 2010.

O Goldman Sachs acredita que enquanto as economias mais endividadas da Zona Euro não começarem elas próprias a superar em termos de desempenho, as acções destes países vão continuar aquém dos índices europeus.
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