Lisboa é a cidade europeia com maior taxa de fertilidade face à média nacional
Um estudo da Allianz conclui que nas 41 maiores cidades da Europa e Estados Unidos, a taxa de fertilidade é 7% superior à média nacional. Lisboa destaca-se com a maior diferença face ao resto do país.
A cidade de Lisboa tem uma taxa de fertilidade 50% superior à média nacional, o que coloca a capital portuguesa no topo da lista de cidades europeias e norte-americanas com maior natalidade em relação ao resto do país.
Esta é uma das ilações de um estudo realizado pela Allianz International Pensions, que analisa a taxa de natalidade das 41 maiores cidades da Europa e Estados Unidos. O estudo conclui que nessas cidades – e contrariamente à crença generalizada – a natalidade é 7% superior à média do respectivo país.
"Surpreendentemente, as cidades com alguns dos maiores custos de vida e habitação também mostram uma taxa de natalidade superior em comparação com a média nacional", refere Brigitte Miksa, chefe da Allianz International Pensions, citada em comunicado.
Estes incluem as cidades de Oslo (+16%), Copenhaga (+14%), Estocolmo (+13%), Londres (+8%), Nova Iorque e Munique (+5%). "Esta recente evidência indica que as cidades dos países desenvolvidos estão perante um "mini baby boom", completamente contrário à tendência global das taxas de fertilidade, dramaticamente decrescentes", sinaliza o estudo.
Na lista das grandes cidades onde a taxa de fertilidade supera a média nacional, Lisboa é seguida por Bratislava (+31%), Birmingham (+17%), Dallas (+16,8%), nos Estados Unidos, e Bruxelas (16,1%). A taxa de natalidade de Nova Iorque apresenta um aumento de 5% em comparação com a média nacional, enquanto em Chicago é de 3%.
No entanto, os investigadores da Allianz também alertam que um baby boom traduz uma vantagem demográfica, mas não é a solução para os problemas enfrentados pelas sociedades em envelhecimento.
Das cidades analisadas, apenas Dallas e Birmingham têm taxas de fertilidade de 2,1 filhos por mulher - o número considerado necessário para a substituição de uma geração, sem considerar o factor imigração. Outras cinco cidades - Bruxelas, Estocolmo, Oslo, Londres e Nova Iorque - têm níveis de fertilidade imediatamente abaixo da taxa de substituição.
"Os países ainda terão que encontrar outras formas de sustentar as suas populações e financiar os seus serviços públicos e sistemas de pensões", salienta Brigitte Miksa.
No estudo, conclui-se que as condições que mais atraem as pessoas para as cidades são a facilidade do acesso à educação, a progressão de carreira das mulheres e várias opções de planeamento familiar.